O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Como o cenário econômico de juros altos em 2025 impactará as principais varejistas brasileiras; veja quais ações têm maior potencial de valorização
No ano passado, apesar da situação econômica difícil, as varejistas brasileiras conseguiram melhorar seus resultados e aumentar o caixa em meio aos desafios do setor que persistem desde a pandemia. Durante a Black Friday de 2024, por exemplo, as vendas superaram os níveis de antes da covid-19, tanto em quantidade quanto em valores.
Para 2025, a principal dúvida é até quando essa recuperação vai durar, já que as taxas de juros ainda estão altas e o mercado espera que elas continuem subindo.
Em um novo relatório divulgado nesta quinta-feira (23), os analistas do BTG Pactual destacam que o desempenho das ações de varejo dependerá de alguns fatores.
Entre as preocupações, estão os efeitos da inflação e da queda do real, e como as empresas podem aumentar os preços para cobrir esses custos; a Reforma Tributária, que deve aumentar os impostos sobre os varejistas nos próximos anos; e o consumo, que está com boas perspectivas no curto prazo, mas com incertezas no médio prazo.
Então, se você ainda está em dúvida se deve incluir os papéis do varejo na carteira este ano — ou melhor, quais ações —, separamos as principais conclusões do estudo sobre como será o cenário para o setor este ano, na visão do BTG, e quais ações comprar.
Leia Também
Atualmente, o desafio das varejistas brasileiras está em se ajustar aos custos de financiamento mais altos, tentando melhorar o fluxo de caixa e a eficiência operacional.
No entanto, as altas taxas de juros continuam a ser um risco para a capacidade de investimento e expansão das empresas. De acordo com o BTG, a baixa alavancagem financeira é vista como um fator crucial para o sucesso das companhias em 2025.
Embora ainda vejam um lado positivo para o setor de varejo este ano, os analistas do BTG Luiz Guanais, Gabriel Disselli, Pedro Lima e Luis Mollo, reduziram os preços-alvo devido ao aumento do custo de capital e expectativas mais pessimistas por conta das taxas de juros altas e seus impactos no consumo e nos resultados financeiros das empresas.
“Apesar de uma abordagem conservadora, temos sido vocais no mantra para investir em varejo em 2025: baixa alavancagem financeira e momento operacional decente”, afirmam.
Nesse cenário, os papéis do Mercado Livre (MELI34), Grupo Mateus (GMAT3), Smartfit (SMFT3) e Vivara (VIVA3) foram eleitas as “top picks” do BTG no varejo.
Por outro lado, os analistas rebaixaram a recomendação para as ações da Petz (PETZ3) de “compra” para “neutra”. A perspectiva desafiadora para o segmento e o valuation caro estão entre as principais justificativas. No entanto, os analistas reconhecem que as sinergias do acordo de fusão com a Cobasi podem “trazer riscos de alta nos próximos anos”.
Na visão do BTG, a correlação entre o crédito e as vendas do varejo tem sido alta, mas com o endividamento das famílias ainda elevado, a oferta de crédito será impactada em 2025.
Para os analistas, a estrutura de capital das empresas continuará enfrentando o dilema entre crescimento e lucratividade, e a capacidade de investimento será afetada pelos custos de financiamento mais altos em meio ao cenário de taxas de juros elevadas.
No e-commerce, o BTG espera um crescimento mais lento devido às restrições de capital e maior competição de players internacionais, como Shein e Shopee. “Para nós, o e-commerce continua sendo uma opção estrutural, e preferimos a exposição ao setor por meio de players horizontais com muito mais liquidez, sendo o MELI nossa Top Pick.”
No varejo de moda, a desaceleração será ainda mais evidente entre as marcas voltadas para famílias de renda mais alta. Além disso, a desvalorização do real também deve afetar principalmente as margens de empresas com custos ligados a importações.
No entanto, os analistas do banco de investimentos ainda esperam que essas empresas mostrem resiliência. Nesse cenário, Vivara é a principal escolha no segmento.
Por fim, o varejo de alimentos pode enfrentar desafios em 2025 devido à alta inflação dos alimentos, que afeta mais as famílias de baixa renda, e, claro, às altas taxas de juros.
Apesar da forte concorrência e das margens apertadas, o Grupo Mateus é a opção mais “resiliente” dos analistas do BTG no setor de varejo alimentar, especialmente por conta da baixa alavancagem e presença em regiões menos saturadas, como Norte e Nordeste.
Diferente das “top picks”, as varejistas com alta alavancagem financeira, menor poder de precificação, maior exposição a consumidores de baixa renda e que não conseguem se adaptar ao novo cenário de custos e concorrência precisam ligar o sinal de alerta em 2025.
É o caso dos players Lojas Renner (LREN3), C&A (CEAB3) e Guararapes (GUAR3).
Empresas como a Casas Bahia (BHIA3) — que dependem muito de categorias de produtos cíclicos e de crédito —-, também podem enfrentar dificuldades com o crescimento mais lento do GMV (volume bruto de mercadoria) online e o alto custo de financiamento.
| Empresa | Ticker | Recomendação | Preço-alvo para 2025 |
| Azzas | AZZA3 | Compra | R$49 |
| C&A | CEAB3 | Neutra | R$15 |
| Lojas Renner | LREN3 | Compra | R$20 |
| Track&Field | TFCO4 | Compra | R$14 |
| Vivara | VIVA3 | Compra | R$32 |
| Grupo SBF | SBFG3 | Compra | R$16 |
| Vulcabras | VULC3 | Compra | R$20 |
| Veste | VSTE3 | Compra | R$12 |
| Assaí | ASAI3 | Compra | R$9 |
| Carrefour Brasil | CRFB3 | Neutra | R$10 |
| Grupo Mateus | GMAT3 | Compra | R$10 |
| GPA | PCAR3 | Neutra | R$49 |
| Mercado Livre | MELI34 | Compra | R$112 |
| Magazine Luiza | MGLU3 | Compra | R$14 |
| Casas Bahia | BHIA3 | Neutra | R$32 |
| Raia Drogasil | RADL3 | Compra | R$28 |
| Grupo Panvel | PNVL3 | Compra | R$12 |
| Smartfit | SMFT3 | Compra | R$27 |
| Petz | PETZ3 | Neutra | R$5 |
| Lojas Quero Quero | LJQQ3 | Compra | R$4 |
| CVC | CVCB3 | Neutra | R$3 |
A Meta começa a testar assinaturas nos seus principais aplicativos, mantendo o básico grátis, mas cobrando por controle e IA
Sem caixa nos anos 1990, Ravinder Sajwan bancou startups no crédito. Décadas depois, está por trás da UltraGreen, empresa de tecnologia médica que levantou US$ 400 milhões no maior IPO primário de Singapura fora do setor imobiliário em oito anos
Em evento, o CEO Glauber Mota afirmou que o país exige outro jogo e força adaptação do modelo global
A proposta, que deverá ser aprovada por assembleia geral de acionistas, prevê que o governo possa vender até a totalidade de sua participação na empresa
No ultimo ano, as ações preferenciais (ALPA4) subiram quase 120% na bolsa, enquanto as ordinárias (ALPA3) se valorizaram mais de 80%
Fintech estreia na Nasdaq no topo da faixa de preço, após demanda forte de investidores globais, e valor de mercado deve alcançar cerca de US$ 2,6 bilhões
Decisão marca o primeiro processo da Operação Compliance Zero a retornar à base judicial; STF mantém apenas relatoria por prevenção
Com o encerramento de 70 lojas nos EUA, a gigante aposta em formatos híbridos e planeja abrir mais de 100 novas unidades da Whole Foods Market, incluindo o fortalecimento da versão compacta Daily Shop
Produção de minério de ferro no quarto trimestre alcança 90,4 milhões de toneladas, alta de 6% na comparação anual; confira o que dizem os analistas sobre o relatório
Com a emissão, a companhia irá financiar a saída da recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11). Ela não informou o valor da operação.
Demanda supera oferta em seis vezes e pode levar fintech a valer US$ 2,6 bilhões na bolsa norte-americana
Mensagem enviada por engano antecipou a segunda rodada de demissões na gigante de tecnologia em menos de seis meses
Segundo informações do Estadão, o BRB teria recebido os ativos para compensar os R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito podre vendidas pelo Master
A carteira de encomendas da aviação comercial, a mais rentável da companhia, cresceu 42% em um ano, mas reestruturação da Azul ainda atrapalha
O novo limite para o reenquadramento da cotação acima de R$ 1,00 passou para 30 de abril de 2026
Fontes ouvidas pelo Valor apontavam que a CSN pode se desfazer de até 100% da operação siderúrgica, mas a companhia disse que, por enquanto, o foco é fortalecer o caixa da divisão.
As produções de minério de ferro e de cobre atingiram o nível mais alto desde 2018, enquanto a de níquel alcançou o maior patamar desde 2022
Com a publicação da Lei Complementar 224/25, a tributação sobre os juros sobre capital próprio (JCP) subiu de 15% para 17,5%
Ontem, a estatal já havia informado uma redução de 5,2% no preço da gasolina do tipo A; movimento ocorre em meio a um cenário de maior prudência no mercado internacional de petróleo
Entre as small caps, o destaque do banco é a Cruzeiro do Sul (CSED3), que apresenta uma geração de caixa robusta, de acordo com os analistas