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Em comunicado divulgado ao mercado, a empresa reforçou “o seu compromisso com a sua higidez financeira”
A Braskem (BRKM5) vem passando por um período turbulento nos negócios, enquanto rolam negociações para a venda da participação da Novonor (antiga Odebrecht) na companhia.
Na noite de sexta-feira (22), mais uma notícia ruim chegou para a petroquímica. Desta vez, vinda da agência de classificação de risco S&P Global Ratings.
A S&P rebaixou a recomendação da Braskem para “BB-” e ainda colocou a nota em observação para um novo rebaixamento.
A decisão vem a público após a empresa ter divulgado resultados do segundo trimestre “muito mais fracos do que o esperado”, com previsão de um alto consumo de caixa até pelo menos o próximo ano.
Em fato relevante divulgado ao mercado, a Braskem respondeu que “reforça o seu ompromisso com a sua higidez financeira" e disse que vem implementando "iniciativas de resiliência para mitigar os impactos decorrentes do prolongamento do ciclo de baixa da indústria, e com o fortalecimento da competitividade da indústria química brasileira.”
Segundo a S&P, as tensões comerciais globais e a incerteza sobre tarifas pesaram na demanda e nos spreads petroquímicos no segundo trimestre de 2025.
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O Ebitda também caiu porque os estoques encareceram os custos — já que a matéria-prima tinha sido comprada mais cara em trimestres anteriores.
A agência aponta que os volumes de 2025 devem ficar parecidos com os de 2024. Antes, a expectativa era de crescimento de 4% a 5% entre 2025 e 2026, puxado por maior participação no mercado brasileiro (com tarifas de importação mais altas) e por volumes maiores nos EUA e Europa.
Agora, a S&P projeta apenas um leve aumento na receita e alguma melhora no Ebitda, mas abaixo do previsto antes. A expectativa é de Ebitda entre R$ 5 bilhões e R$ 5,4 bilhões em 2025, considerando que o segundo semestre seja bem melhor que os R$ 1,3 bilhão registrados no primeiro.
Essa melhora pode vir da redução de custos e também do possível início, já no próximo mês, das tarifas antidumping sobre polietileno (PE).
Mesmo assim, o forte consumo de caixa deve levar a dívida/Ebitda para cerca de 9 vezes até o fim de 2025, caindo para perto de 7 vezes em 2026.
A S&P lembra ainda que a posição de caixa caiu de R$ 11,2 bilhões em março para R$ 9,3 bilhões em junho, o que, junto da pressão no fluxo de caixa, faz com que a liquidez da Braskem deixe de ser vista como um ponto forte.
Na avaliação da agência, com a alta alavancagem e o cenário difícil da indústria, a Braskem tem hoje menos flexibilidade financeira — a não ser que surjam fatores positivos que acelerem a queda da alavancagem.
Conforme divulgado na manhã de sexta-feira (22) pela Novonor, acabou o período de exclusividade nas negociações para a venda da Braskem para o fundo Petroquímica Verde, do empresário Nelson Tanure. Porém, segundo a companhia, as conversas continuam a todo vapor.
O problema, conforme apurou o Seu Dinheiro, é que alguns obstáculos vêm aparecendo pelo caminho. Confira aqui quais são os problemas.
* Com informações de Estadão Conteúdo
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