JBS (JBSS3): Vêm mais dividendos bilionários por aí? Bancão diz que é hora de colocar os papéis na carteira
Apesar de ser a companhia com um dos maiores retornos, ainda há obstáculos no caminho da JBS

Os resultados do primeiro trimestre de 2025 da JBS (JBSS3) nem saíram e a companhia já está chamando a atenção dos analistas. A empresa vem ganhando destaque em relação à distribuição de dividendos — e um bancão diz que é hora de aproveitar os retornos do frigorífico.
Na última quinta-feira (17), antes do fechamento do mercado, a JBS anunciou que a administração propôs aos acionistas a distribuição de dividendos adicionais de R$ 2,00 por ação.
Considerando os novos proventos, a JBS vai distribuir um total de R$ 5,00 por ação referente ao ano fiscal de 2024, o que equivale a um rendimento de 11,5% e um índice de payout (dividendo em relação ao lucro) agregado de 115%, segundo o Goldman Sachs.
Vale lembrar que, em março deste ano, a companhia anunciou o pagamento de dividendos bilionários aos acionistas após divulgar resultados robustos no quarto trimestre de 2024.
Apesar de ter apresentado um desempenho pior do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) do principal negócio operacional nos EUA, a JBS ainda está distribuindo 2,5 vezes mais dividendos no ano fiscal de 2024 do que no ano fiscal de 2021.
Em relatório divulgado nesta manhã, o Goldman Sachs ressaltou que a JBS oferece um dos maiores retornos para investidores entre as empresas analisadas pelo banco.
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Os analistas da instituição norte-americana avaliam que a empresa é uma opção atrativa de dividendos e recomendam a compra dos papéis JBSS3. O preço-alvo das ações é de R$ 50,5.
É hora de comprar: o que chamou atenção na JBS
Segundo documento do banco norte-americano, a JBS possui uma demanda previsível e um mix diversificado, o que colabora com a perspectiva positiva em relação à companhia.
Além disso, o Goldman Sachs também afirmou que a grande eficiência operacional, a alocação de capital agregada e os retornos atraentes para os acionistas colaboraram para a avaliação.
Contudo, há alguns obstáculos no caminho da JBS.
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Os pontos negativos para o Goldman Sachs
A companhia vem se preparando para a listagem primária de ações na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse) há anos, mas, na visão do Goldman Sachs, há riscos em torno da operação.
A listagem daria à JBS acesso a uma base mais ampla de investidores e poderia ajudar o frigorífico a elevar seu “valuation”.
Na semana passada, a empresa deu mais um passo para a aprovação. Segundo documento apresentado à SEC, órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos, o conselho de administração pode se reunir nesta terça-feira (22) para convocar uma assembleia geral de acionistas.
Na reunião, será decidido pela aprovação ou não do plano de “dupla listagem”.
Além disso, na visão dos analistas, a guerra comercial generalizada de Donald Trump pode pesar na conta da JBS. Isso porque impactam o fluxo de commodities nos EUA e também leva a uma desaceleração do segmento de carne bovina no país, que pode ser mais longa do que o esperado.
Há ainda os riscos de potenciais embargos de exportação, proibições e o impacto da volatilidade do câmbio. O banco norte-americano também avalia que há riscos na concorrência no setor de alimentos processados no Brasil.
Apesar disso, o Goldman Sachs segue com recomendação de compra.
*Com informações do Money Times.
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