🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

VOLTOU ATRÁS, PERO NO MUCHO

IOF para investir no exterior ainda vai subir, só em menor intensidade; mas, para Avenue, brasileiros vão investir ainda mais lá fora

Fazenda disse que remessas de recursos ao exterior para investimento continuariam sujeitas à alíquota vigente, mas na prática aumentou o tributo sobre essas operações

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
23 de maio de 2025
13:21
Investir no exterior
Imagem: Adobe Firefly

Os aumentos nas alíquotas de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) anunciados ontem (22) pelo governo federal a princípio encareceram os investimentos no exterior ao impor uma alíquota de 3,50% sobre as remessas para fora do Brasil pelas pessoas físicas com esse objetivo e também sobre o investimento em fundos no exterior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas, como as medidas pegaram mal no mercado, que as encarou como uma tentativa do governo de desestimular a compra de moeda estrangeira e investimento no exterior pelos brasileiros, o Ministério da Fazenda voltou atrás.

Ainda na noite de ontem, em uma postagem na rede social X (ex-Twitter), a pasta anunciou que manteria zerado o IOF sobre investimentos em fundos no exterior. Sobre as remessas de pessoas físicas para investir lá fora, a pasta disse que "continuarão sujeitas à alíquota atualmente vigente de 1,1%, sem alterações."

Acontece que a alíquota de IOF sobre remessas ao exterior para investimento antes do anúncio das medidas não era de 1,10%, e sim de 0,38%. Então o que ocorre, na prática, é um aumento menor em intensidade, mas ainda assim um aumento. Ao menos essa tem sido a interpretação do mercado.

O texto do decreto número 12.467, publicado nesta sexta-feira para trazer essas duas alterações, de fato estabelece nominalmente a alíquota de 1,10% para as remessas ao exterior com o objetivo de investimento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Avenue, principal corretora brasileira de investimentos no exterior, diz que já atualizou no seu aplicativo a informação de que o IOF para investimentos agora é de 1,10%.

Leia Também

Em nota, a Nomad, empresa que oferece conta em dólar e conta investimentos no exterior, chegou a dizer que "em virtude do aumento na alíquota de IOF, os encargos da Nomad passam a seguir as medidas impostas pelo governo: o IOF de compra de moeda para conta corrente de Pessoa Física passa de 1,1% para 3,5%; e o IOF para operações de câmbio para investimentos de Pessoa Física passa de 0,38% para 1,1%."

O impacto do aumento do IOF para as corretoras de investimentos no exterior

O impacto das mudanças no IOF sobre as corretoras focadas em investimento no exterior será menor do que para as instituições que oferecem contas digitais em moeda estrangeira, também conhecidas como contas Banking. Mas muitas das instituições financeiras que oferecem um produto também oferecem o outro, como é o caso da Avenue e da Nomad.

Do ponto de vista dos produtos para levar moeda estrangeira para o exterior, a expectativa é de que haja, a partir de agora, uma competição mais acirrada nas taxas de spread de câmbio, taxas de serviços e benefícios, uma vez que agora o IOF para as contas digitais internacionais, a compra de papel-moeda, os cartões de crédito e os pré-pagos é o mesmo, de 3,50%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A partir de agora, o custo do câmbio, as taxas praticadas e as funcionalidades ofertadas, bem como o objetivo do viajante se tornam mais importantes na hora de decidir pela forma de levar dinheiro para o exterior. Você pode ler mais sobre isso nas duas matérias a seguir:

No caso das contas para investimento, o impacto é menor. Consultada, a Avenue disse que ainda não havia definido se faria algum tipo de mudança nos seus custos e serviços para além de incorporar o aumento do IOF nas transações dos clientes. Já a Nomad esclareceu que "seguirá adotando taxas operacionais de a partir de 1% e câmbio comercial".

A Wise, que no Brasil apenas oferece conta multimoedas, sem função de investimento, disse que atualizou suas tarifas para refletir a mudança no IOF e que não há alterações no seu serviço.

Mudança pode incentivar investimento no exterior, em vez de desestimular

Para José Maria, coordenador de alocação e inteligência da Avenue, o aumento do IOF nas operações de câmbio não deve desestimular o brasileiro a mandar seu dinheiro para o exterior, pelo contrário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Do ponto de vista das empresas de investimento, o momento atual pode ser até benéfico. Se uma canetada do governo provoca alterações desta magnitude e sinalizam restrições à saída de capital do país, isso pode até aumentar a urgência do brasileiro em investir lá fora para proteger seu patrimônio", diz José Maria.

Ele lembra que a América Latina tem histórico negativo com medidas desta natureza, e que o brasileiro pode acabar entendendo que o aumento do IOF para operações de câmbio aumenta o risco-país, pois é um sinal de que deve diversificar seus investimentos para além do Brasil e se expor mais a moedas fortes.

"Se o governo pode subir o IOF até 25% por meio de decreto, quem garante que não pode subir mais futuramente?", completa o executivo da Avenue.

Ele diz inclusive que a corretora está preparada para receber um fluxo maior de recursos nas suas contas de investimento, como já costuma acontecer em momentos de maior volatilidade do mercado, sobretudo do câmbio. "O investidor pode inclusive querer aproveitar que o governo voltou atrás na mudança do IOF para investimentos", diz.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Nomad tem visão semelhante. Em nota, a empresa disse que "movimentos de aumento do IOF reforçam a visão da Nomad, de que os brasileiros deveriam ter parte de seus patrimônios no exterior, investindo em ativos internacionais e moeda forte. Investir no exterior não é torcer contra o Brasil, e sim uma forma de diversificar para se proteger e preparar para possíveis cenários desafiadores."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
SINAL VERDE?

Marcopolo (POMO4) surpreende no balanço e ações aceleram na bolsa. Vale comprar ou ficar de fora? Analistas respondem

26 de fevereiro de 2026 - 16:31

Balanço melhor que o esperado traz alívio aos investidores, mas projeções mais fracas para o início de 2026 limitam o otimismo

R$ 1,7 BILHÃO BATENDO À PORTA

Por que o Pão de Açúcar está ‘na berlinda’? Qual é a real situação da empresa hoje e o que deu errado nos últimos anos

26 de fevereiro de 2026 - 16:02

Com um caminhão de dívidas vencendo em 2025, o Pão de Açúcar (PCAR3) tenta alongar compromissos enquanto cortar custos. Mercado se pergunta se isso será o bastante

ESQUENTA

Nova ação de saneamento na bolsa? Aegea dá sinais de um possível IPO; veja o que se sabe até agora

26 de fevereiro de 2026 - 13:16

A empresa de saneamento possui 37% de participação de mercado no setor privado e tem como sócios a companhia Equipav, Itaúsa e o fundo soberano de Singapura

O PIOR PASSOU?

Azul (AZUL53) dá tchau para o fundo do poço? S&P eleva a nota de crédito da companhia aérea após o fim da recuperação judicial

26 de fevereiro de 2026 - 12:01

A agência de crédito elevou o rating da Azul de ‘D’ para ‘B-’, que ainda mantém a empresa em grau especulativo; entenda o que mudou

MAIS UM REVÉS PARA A EMPRESA

Fictor Alimentos (FICT3) finalmente se envolve na RJ da holding e agora corre grande risco; veja o que está em jogo

26 de fevereiro de 2026 - 11:20

Depois de tentar deixar subsidiárias de fora da RJ da holding, pedido foi ampliado a atinge a Fictor Alimentos — movimento que expõe fragilidades operacionais e reacende dúvidas sobre a autonomia da companhia aberta

AUMENTO DE CAPITAL

A conta aumentou: Banco de Brasília (BRB) busca aporte de quase R$ 9 bilhões com acionistas após caso do Banco Master; entenda

26 de fevereiro de 2026 - 11:20

Caso não exerçam a preferência de compra das novas ações, acionistas devem sofrer diluição relevante na participação acionária no capital social total do BRB.

A ESTRELA DO MERCADO CAIU?

Rede D’Or (RDOR3) tem alta de 39,2% no lucro, mas ação cai forte na bolsa; expectativas estavam altas demais?

26 de fevereiro de 2026 - 10:40

A queridinha do mercado no segmento de saúde teve um terceiro trimestre espetacular, o melhor desde seu IPO em dezembro de 2020, o que jogou as expectativas para cima

ALÍVIO NO CAPITAL

Banco do Brasil (BBAS3) quer mais fôlego no balanço e renegocia prazo para pagamento de R$ 4,1 bilhões ao Tesouro

26 de fevereiro de 2026 - 10:12

Após cortar payout de dividendos, banco busca alongar dívida híbrida e aliviar pressão sobre os índices até 2027

PROVENTOS NO RADAR

Engie Brasil (EGIE3) anuncia mais de meio bilhão de reais em dividendos após balanço do 4T25

25 de fevereiro de 2026 - 19:57

Companhia elétrica leva distribuição total de 2025 a R$ 1,37 bilhão, equivalente a 55% do lucro ajustado

BTG SUMMIT 2026

Executivos da Amazon e do Google alertam: a IA é uma questão de sobrevivência para as empresas

25 de fevereiro de 2026 - 19:30

Durante painel do BTG Summit 2026, os executivos dizem que a nova onda tecnológica não é opcional, e já está redesenhando modelos de negócio e geração de receita

BALANÇO

Nubank (ROXO34) surpreende no 4T25: lucro cresce 50% e ROE atinge máxima histórica de 33%

25 de fevereiro de 2026 - 18:21

Banco digital encerrou o quarto trimestre de 2025 com um lucro recorde de US$ 895 milhões; veja os destaques

PLANO OUSADO... OU TEDIOSO?

Santander Brasil (SANB11) crava data para alcançar o sonhado ROE acima de 20%; banco mira eficiência na briga com fintechs

25 de fevereiro de 2026 - 16:29

Executivos do banco espanhol prometem recuperar rentabilidade até 2028 e reduzir índice de eficiência para competir com os novos players

RAIO-X DO BALANÇO

Lucro da C&A (CEAB3) cresce no 4T25, mas vendas perdem força. O que fazer com a ação agora?

25 de fevereiro de 2026 - 13:15

Pressão no vestuário e ambiente promocional intenso limitaram o crescimento, mas bancos enxergam ganhos operacionais à frente

REAÇÃO AO BALANÇO

O pior trimestre em 10 anos: WEG (WEGE3) decepciona no crescimento no 4T25. Ainda vale pagar caro pela excelência?

25 de fevereiro de 2026 - 12:39

Lucro vem abaixo do esperado e receita perde força, mas analistas revelam “trunfo” do balanço; veja o que esperar

VAI TER ROE DE BANCÃO?

Depois do IPO, vale investir? BB Investimentos inicia cobertura de PicPay com recomendação de compra e potencial de alta de 32%

25 de fevereiro de 2026 - 11:58

Enquanto algumas empresas no estágio de abertura de capital ainda estão queimando caixa para crescer, essa não é a história do PicPay, diz o BB Investimentos, e ROE pode chegar ao nível do de grandes bancos nos próximos anos

DEPOIS DO AVAL DA JUSTIÇA

Oi (OIBR3) põe R$ 140 milhões ‘na mesa’ em 2º leilão para pagar credores de fora da RJ, mas exige desconto de até 70%

25 de fevereiro de 2026 - 10:37

Com aval da Justiça, a Oi (OIBR3) busca quitar dívidas fora do plano da RJ, reservando R$ 140 milhões aos credores que aceitarem dar descontos de até 70% para receber antes

VEJA OS NÚMEROS DO BALANÇO

Pão de Açúcar (PCAR3): há “incerteza relevante” sobre capacidade da empresa de seguir de pé, diz auditoria; veja detalhes

25 de fevereiro de 2026 - 8:47

Com déficit de capital circulante de R$ 1,2 bilhão e R$ 1,7 bilhão em dívidas vencendo em 2026, varejista recebe ressalva da Deloitte sobre continuidade operacional, enquanto diz renegociar débitos. Grupo divulgou resultados do 4T25 ontem

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A empresa escondida que quer fazer IPO na Nasdaq, os resultados corporativos e o que mais você precisa saber hoje

25 de fevereiro de 2026 - 8:37

Transire tem 75% do mercado de fabricação de maquininhas de pagamento e grandes sonhos para os próximos anos: conheça a história da empresa e suas aspirações de abertura de capital

'IMPÉRIO' DISCRETO

Transire: a empresa brasileira que ninguém vê, mas todo mundo usa — e que agora quer IPO na Nasdaq para bancar expansão global

25 de fevereiro de 2026 - 6:01

Com 75% do mercado brasileiro e R$ 2 bilhões em receita, a fabricante de maquininha de cartão agora aposta em ecossistema próprio. A companhia está por trás de marcas como Stone, Cielo e outras

DE MUDANÇA

Santander (SANB11) anuncia nova sede corporativa sustentável em São Paulo; projeto é desenvolvido pela GTIS Partners

24 de fevereiro de 2026 - 19:48

Campus JK reunirá três torres corporativas interligadas e seguirá padrões internacionais de eficiência energética

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar