Intel tem semana para ninguém botar defeito: depois do Softbank, governo dos EUA confirma participação na companhia
O cenário de mercado, no entanto, tem sido desafiador para a gigante dos microprocessadores. Em 2024, as ações da Intel desabaram 60%

A última semana foi excelente para a norte-americana Intel, que até poucos dias atrás vinha sofrendo com “pitacos” do presidente Donald Trump sobre o chefão da companhia.
Primeiro, na noite de segunda-feira (18), foi a vez do gigante japonês Softbank anunciar um investimento de US$ 2 bilhões na fabricante de microprocessadores. No dia seguinte, as ações saltaram 6,97% na Nasdaq.
O aporte, equivalente a cerca de 2% da Intel, torna o SoftBank o quinto maior acionista da companhia, de acordo com a FactSet.
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O movimento é visto como um voto de confiança em uma empresa que não conseguiu aproveitar o ‘boom’ da inteligência artificial nos semicondutores avançados e que vem investindo pesado para sustentar uma unidade de manufatura que ainda não conquistou um cliente relevante.
Mais uma boa notícia na mesma semana
Já nesta sexta-feira (22), o anúncio positivo para a Intel veio do próprio governo norte-americano. Os Estados Unidos detêm 10% da Intel, confirmou o secretário de Comércio, Howard Lutnick, em postagem no X.
No pregão de sexta, a ação da companhia subiu 5,53% na sessão regular e continuou em alta no after-market.
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Segundo o integrante do governo Trump, esse acordo fortalece a liderança norte-americana em semicondutores e ajudará a impulsionar a economia e garantir vantagem tecnológica do país.
Fontes do Wall Street Journal afirmaram que, como parte do investimento, o governo não fará parte do conselho nem desempenhará papel importante na governança da empresa.
A treta de Trump com o CEO da Intel
Anteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, havia pedido a renúncia de Lip-Bu Tan do comando da Intel por vínculos anteriores com a China.
Os dois se encontraram na Casa Branca na semana passada e, após a reunião, o republicano disse que gostou do CEO da tech e que avaliaria opções para trabalhar com a companhia.
Parece que deu bom.
Tentando entrar numa nova fase
O cenário de mercado, no entanto, tem sido desafiador para a gigante dos microprocessadores.
Em 2024, as ações da Intel desabaram 60%, marcando o pior resultado da empresa em mais de meio século de negociação pública.
À frente dessa nova fase está Tan, que assumiu a liderança da Intel em março de 2025, logo após a saída de Pat Gelsinger, em dezembro.
* Com informações de Estadão Conteúdo
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