FGC pode emprestar R$ 4 bilhões para pagamento de CDBs do Master, segundo jornal — mas banco precisará de mais dinheiro para honrar vencimentos curtos
A assistência do Fundo Garantidor de Crédito só cobrirá parte do passivo de CDBs; o restante deverá ser coberto com capital do próprio fundador
Assim como de grão em grão a galinha enche o papo, de resgate em resgate, o Master deverá ver seus CDBs devidamente pagos.
O primeiro resgate, que virá por meio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), deverá entregar um montante de R$ 4 bilhões, segundo o portal Pipeline. Trata-se de um volume emergencial, para garantir alguma liquidez aos vencimentos de curto prazo.
O objetivo, entretanto, é arrecadar recursos o suficiente para cobrir os R$ 10 bilhões que estão previstos para vencer entre este ano e o próximo, informou o jornal O Estado de S.Paulo.
- E MAIS: Temporada de balanços do 1T25 - confira em quais ações vale a pena investir
A assistência do FGC garantirá a primeira parte do valor, com uma liberação de capital mais rápida, enquanto o restante poderá ser obtido com a venda de ativos do próprio fundador do Master, Daniel Vorcaro.
O jornal afirma que Vorcaro venderá suas participações em empresas privadas, que não constam no balanço do Grupo Master por serem posses pessoais.
A linha de socorro do FGC ao Master está em negociação há meses.
Leia Também
Ao deixar cargo de CEO, Buffet diz que Berkshire tem chances de durar mais um século
Azul (AZUL54) ganha aval do Cade para avançar em acordo estratégico em meio à recuperação judicial nos EUA
O empecilho durante muito tempo foi a negativa dos grandes bancos — que são os principais financiadores deste fundo privado — em ceder um empréstimo à instituição, que usava a cobertura do FGC como chamariz para emitir CDBs com prêmios muito acima do mercado e muito acima do que tinha condições de arcar.
- O FGC cobre depósitos e aplicações de até R$ 250 mil — principal mais juros —, por CPF e por instituição financeira emissora, em casos de problemas de liquidez e falência.
Por fim, o Master ganhou o cabo de guerra ao argumentar que o FGC, de uma forma ou de outra, teria que arcar com os títulos, já que, em caso de quebra do banco, os investidores teriam que recorrer ao fundo. A liberação do dinheiro antes, como uma assistência de liquidez, causaria menos danos ao mercado, segundo argumentação do Master.
A resposta do FGC está prevista para os próximos dias.
O Estadão afirma que qualquer assistência só poderá ser autorizada após a resolução do Banco Central sobre a compra do Master pelo BRB.
- VEJA MAIS: Com Selic a 14,75% ao ano, ‘é provável que tenhamos alcançado o fim do ciclo de alta dos juros’, defende analista – a era das vacas gordas na renda fixa vai acabar?
Isso porque o FGC precisa ter clareza sobre quais ativos do Master serão absorvidos pelo BRB, para então fazer uma análise de risco para o sistema financeiro sobre a operação.
BRB ficará com uma parte do Master
As negociações envolvendo o pagamento dos CDBs do Master tiveram início com a notícia da venda do banco para o Banco de Brasília (BRB).
Entre idas e vindas, a análise mais recente entregue pelo BRB para o Banco Central mostra que a estatal de Brasília prevê absorver R$ 43 bilhões de ativos do Master para criar uma filial na forma de banco de investimentos.
Com isso, cerca de R$ 40 bilhões devem ficar de fora da aquisição.
A operação está sendo avaliada pelo Banco Central e também passará pelo crivo do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O presidente do BC, Gabriel Galípolo, entretanto, tem participado de todo o processo de negociações.
- VEJA MAIS: Faltam menos de 30 dias para o fim do prazo da declaração; confira o passo a passo para acertar as contas com o Leão
Na quinta-feira (8), Vorcaro se reuniu com Galípolo e com o diretor de regulação do BC, Gilneu Vivan, para tratar do tema. Foi a terceira vez que o empresário se encontrou com Galípolo desde que a venda do banco veio a público, de acordo com o Estadão.
Em paralelo às tratativas do Master com a União, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) acatou um pedido do Ministério Público local para impedir que o BRB assine um contrato definitivo de aquisição do Master.
Segundo o MP, há irregularidades na operação.
O documento aponta que o conselho de administração do BRB não convocou uma assembleia de acionistas para deliberar sobre a compra e que falta a autorização do Legislativo do DF para a operação.
Com a decisão do TJDFT, a compra em definitivo está suspensa até o julgamento pela Corte.
Mas os executivos do Master não estão preocupados com a situação, pois pretendem convocar a assembleia e resolver com o Legislativo estadual após o aval do BC para a compra.
Mais dinheiro a caminho
Outra parte do imbróglio Master envolve a aquisição dos R$ 40 bilhões em ativos que não serão adquiridos pelo BRB. Os recursos são, principalmente, precatórios, títulos de dívidas judiciais que não têm liquidez no mercado.
A Folha de S.Paulo afirma que está em negociação a possibilidade de uma liquidação privada desses ativos. Caso seja aprovada, o BTG teria interesse em intermediar a operação e a família Batista, do grupo J&F, estaria interessada nos títulos.
Dasa (DASA3) quer começar o ano mais saudável e vende hospital por R$ 1,2 bilhão
A companhia anunciou a venda do Hospital São Domingos para a Mederi Participações Ltda, por cerca da metade do que pagou há alguns anos
Por R$ 7, Natura (NATU3) conclui a venda da Avon Internacional e encerra capítulo turbulento em sua história
A companhia informou que concluiu a venda da Avon Internacional para o fundo Regent LP. O valor pago pela operação da marca foi simbólico: uma libra, cerca de R$ 7
Cyrela (CYRE3) aprova aumento de capital de R$ 2,5 bilhões e criação de ações preferenciais para bonificar acionistas
Assembleia de acionistas aprovou bonificação em ações por meio da emissão de papéis PN resgatáveis e conversíveis em ações ordinárias, com data-base de 30 de dezembro
Ressarcimento pelos CDBs do Banco Master fica para 2026
Mais de um mês depois de liquidação extrajudicial do Banco Master, lista de credores ainda não está pronta.
Cosan (CSNA3): Bradesco BBI e BTG Pactual adquirem fatia da Compass por R$ 4 bilhões, o que melhora endividamento da holding
A operação substitui e renegocia condições financeiras da estrutura celebrada entre a companhia e o Bradesco BBI em 2022
Petz e Cobasi: como a fusão das gigantes abre uma janela de oportunidade para pet shops de bairro
A união das gigantes resultará em uma nova empresa com poder de negociação e escala de compra, mas nem tudo está perdido para os pequenos e médios negócios do setor, segundo especialistas
Casas Bahia aprova aumento de capital próprio de cerca de R$ 1 bilhão após reestruturar dívida
Desde 2023, a Casas Bahia vem passando por um processo de reestruturação que busca reduzir o peso da dívida — uma das principais pedras no sapato do varejo em um ambiente de juros elevados
Oi (OIBR3) não morreu, mas foi quase: a cronologia de um dos maiores desastres da bolsa em 2025
A reversão da falência evitou o adeus definitivo da Oi à bolsa, mas não poupou os investidores: em um ano marcado por decisões judiciais inéditas e crise de governança, as ações estão entre as maiores quedas de 2025
Cogna (COGN3), Cury (CURY3), Axia (AXIA3) e mais: o que levou as 10 ações mais valorizadas do Ibovespa em 2025 a ganhos de mais de 80%
Com alta de mais de 30% no Ibovespa no ano, há alguns papéis que cintilam ainda mais forte. Entre eles, estão empresas de educação, construção e energia
R$ 90 bilhões em dividendos, JCP e mais: quase 60 empresas fazem chover proventos às vésperas da taxação
Um levantamento do Seu Dinheiro mostrou que 56 empresas anunciaram algum tipo de provento para os investidores com a tributação batendo à porta. No total, foram R$ 91,82 bilhões anunciados desde o dia 1 deste mês até esta data
Braskem (BRKM5) é rebaixada mais uma vez: entenda a decisão da Fitch de cortar o rating da companhia para CC
Na avaliação da Fitch, a Braskem precisa manter o acesso a financiamento por meio de bancos ou mercados de capitais para evitar uma reestruturação
S&P retira ratings de crédito do BRB (BSLI3) em meio a incertezas sobre investigação do Banco Master
Movimento foi feito a pedido da própria instituição e se segue a outros rebaixamentos e retiradas de notas de crédito de agências de classificação de risco
Correios precisam de R$ 20 bilhões para fechar as contas, mas ainda faltam R$ 8 bilhões — e valor pode vir do Tesouro
Estatal assinou contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco bancos, mas nova captação ainda não está em negociação, disse o presidente
Moura Dubeux (MDNE3) anuncia R$ 351 milhões em dividendos com pagamento em sete parcelas; veja como receber
Cerca de R$ 59 milhões serão pagos como dividendos intermediários e mais R$ 292 milhões serão distribuídos a título de dividendos intercalares
Tupy (TUPY3) convoca assembleia para discutir eleição de membros do Conselho em meio a críticas à indicação de ministro de Lula
Assembleia Geral Extraordinária debaterá mudanças no Estatuto Social da Tupy e eleição de membros dos conselhos de administração e fiscal
Fundadora da Rede Mulher Empreendedora, Ana Fontes já impactou mais de 15 milhões de pessoas — e agora quer conceder crédito
Rede Mulher Empreendedora (RME) completou 15 anos de atuação em 2025
Localiza (RENT3) e outras empresas anunciam aumento de capital e bonificação em ações, mas locadora lança mão de ações PN temporárias
Medidas antecipam retorno aos acionistas antes de entrada em vigor da tributação sobre dividendos; Localiza opta por caminho semelhante ao da Axia Energia, ex-Eletrobras
CVM inicia julgamento de ex-diretor do IRB (IRBR3) por rumor sobre investimento da Berkshire Hathaway
Processo surgiu a partir da divulgação da falsa informação de que empresa de Warren Buffett deteria participação na resseguradora após revelação de fraude no balanço
Caso Banco Master: Banco Central responde ao TCU sobre questionamento que aponta ‘precipitação’ em liquidar instituição
Tribunal havia dado 72 horas para a autarquia se manifestar por ter optado por intervenção em vez de soluções de mercado para o banco de Daniel Vorcaro
Com carne cara e maior produção, 2026 será o ano do frango, diz Santander; veja o que isso significa para as ações da JBS (JBSS32) e MBRF (MBRF3)
A oferta de frango está prestes a crescer, e o preço elevado da carne bovina impulsiona as vendas da ave