🔴 CRIPTO VOLTOU? VEJA COMO BUSCAR MULTIPLICAÇÕES DE ATÉ 214 VEZES – CLIQUE AQUI

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

APÓS O ROMBO

Ex-CEO da Americanas (AMER3) na mira do MPF: Procuradoria denuncia 13 antigos executivos da varejista após fraude multibilionária

Miguel Gutierrez é descrito como o principal responsável pelo rombo na varejista, denunciado por crimes como insider trading, manipulação e organização criminosa

Miguel Gutierrez, ex-CEO da Americanas, em montagem ao lado de loja da rede
Miguel Gutierrez, ex-CEO da Americanas, em montagem ao lado de loja da rede - Imagem: Montagem Brenda Silva

Dois anos após um dos maiores escândalos da história do mercado financeiro brasileiro, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou na última segunda-feira (31) o antigo CEO e outros 12 ex-executivos da Americanas (AMER3) acusados de envolvimento na fraude multibilionária na varejista.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A notícia foi divulgada pela primeira vez pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. 

Segundo fontes informaram à publicação, o MPF acusa o ex-CEO, Miguel Gutierrez, a ex-diretora Anna Christina Ramos Saicali e outros ex-executivos por fraudes estimadas em R$ 25 bilhões.

Confira as denúncias:

  • Miguel Gutierrez (ex-CEO da Americanas);
  • Anna Saicali (ex-CEO da B2W, encarregada pelo canal digital);
  • Thimoteo Barros (vice-presidente);
  • Marcio Cruz (vice-presidente);
  • Carlos Padilha (ex-diretor);
  • João Guerra (ex-diretor);
  • Murilo Corrêa (ex-diretor);
  • Maria Christina Nascimento (ex-diretor);
  • Fabien Picavet (ex-diretor);
  • Raoni Fabiano (ex-diretor);
  • Luiz Augusto Saraiva Henriques;
  • Jean Pierre Lessa e Santos Ferreira;
  • Anna Christina da Silva Sotero.

De acordo com a procuradoria, a primeira prova de fraude dentro da varejista data de fevereiro de 2016. No entanto, o suposto esquema foi revelado apenas no início de 2023, quando a empresa divulgou um fato relevante sobre o rombo contábil de R$ 20 bilhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Procurada pelo Seu Dinheiro, a assessoria da Procuradoria-Geral da República afirmou que o caso está sob sigilo. Já a Americanas não havia retornado o contato até o momento de publicação desta matéria.

Leia Também

RENDA EXTRA NA CONTA

Enquanto três gatilhos não fazem preço na CPFL (CPFE3), Itaú BBA defende a compra pelos dividendos

VIRADA À FRENTE

IRB Brasil (IRBR3): mudança tributária abre caminho para dividendos generosos; JP Morgan turbina preço-alvo para ação

A denúncia contra os ex-executivos da Americanas (AMER3)

Miguel Gutierrez é descrito pela procuradoria como o principal responsável pelo rombo na varejista. 

O antigo presidente da Americanas foi denunciado pelos crimes de insider trading, manipulação, organização criminosa e falsidade ideológica, segundo informações da Reuters.

“Enquanto comandava as Lojas Americanas, Gutierrez estava ciente de todas fraudes praticadas, inclusive sugerindo ele mesmo alterações nos balanços que seriam anunciados”, escreveu o MPF na denúncia, em documento visto pel’O Globo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na avaliação do ministério, o executivo realizou dezenas de “manobras fraudulentas” em busca de aumentar ou manter elevada a cotação das ações das empresas Americanas S.A, B2W e Lojas Americanas. 

O objetivo, segundo o MPF, seria “obter vantagem indevida ou lucro, para si ou para outrem, ou, ainda, causar dano a terceiros".

A procuradoria ainda fixou um valor mínimo de indenização pela manipulação do mercado de capitais, no montante de R$ 22,8 bilhões. 

O MPF também estipulou as indenizações pelo uso indevido de informação privilegiada:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • Miguel Gutierrez: R$ 158,5 milhões; 
  • Anna Saicali: R$ 57,8 milhões; 
  • Timotheo Barros: R$ 20,2 milhões; 
  • Marcio Cruz Meirelles: R$ 5,6 milhões;
  • João Guerra: R$ 3,8 milhões; 
  • Jean Pierre: R$ 1,17 milhão; 
  • Maria Christina Nascimento: R$ 803,7 mil; 
  • Raoni Fabiano: R$ 1,29 milhão; e 
  • Anna Sotero: R$ 157,1 mil.

Relembre a crise na varejista

Foi em 11 de janeiro de 2023 que o mercado se deparou pela primeira vez com notícias de inconsistências contábeis na varejista. Após adiar várias vezes seu balanço, foi confirmado um rombo multibilionário estimado em R$ 25,2 bilhões. 

Além disso, o “maior lucro da história” da Americanas em 2021 se converteu em um prejuízo líquido de mais de R$ 6 bilhões — em perdas que começaram a se amontoar nos meses que se seguiram.

A revelação do buraco nos balanços da gigante do varejo levou a empresa à recuperação judicial e à fuga de investidores com temores sobre a saúde financeira da companhia.

Aliás, a crise na varejista foi tamanha que a empresa acabou por perder (ao menos temporariamente) o selo do Novo Mercado, o patamar mais elevado de governança corporativa da B3.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Após a identificação das inconsistências, a Americanas encontrou evidências que indicavam que a diretoria anterior vinha fraudando as demonstrações financeiras e realizando esforços para ocultar do conselho de administração e do mercado a real situação de resultado.

Em março, a Americanas também entrou com um processo arbitral contra o ex-CEO e outros três executivos envolvidos na fraude.

Passados mais de dois anos desde o escândalo, a varejista ainda não está nem perto de superar os efeitos causados pela fraude contábil multibilionária. 

No quarto trimestre de 2024, a companhia não só reverteu lucro em prejuízo, como também enfrentou pressão sobre a rentabilidade e viu o e-commerce encolher pela metade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro, o CEO Leonardo Coelho afirmou que a empresa deve levar mais cinco ou seis trimestres no “processo de transformação”.

“Essa crise demora ainda para ser superada. Estamos apenas no começo da transformação, ainda tem muita coisa para acontecer. O lado bom é que esse início está caminhando na direção que a gente esperava”, avaliou Coelho.

*Com informações do Globo, Valor Econômico e da Reuters.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fachada de escritório do Nubank 1 de outubro de 2026 - 9:35
vale vale3 minério de ferro prévia operacional 3t24 30 de setembro de 2026 - 19:53
30 de setembro de 2026 - 10:33
Sede do IRB (Re) 29 de setembro de 2026 - 14:11
Logo da Copasa (CSMG3), Companhia de Saneamento de Minas Gerais 29 de setembro de 2026 - 10:21
Escritório do banco BTG Pactual (BPAC11). 29 de setembro de 2026 - 10:00
Ambipar (AMBP3) 28 de setembro de 2026 - 19:34
Tupy 28 de setembro de 2026 - 19:24
Cartão do Nubank em um degrau branco. 28 de setembro de 2026 - 15:51
Em um fundo com a bandeira do Brasil, o logo da WEG aparece em primeiro plano 28 de setembro de 2026 - 15:15
caneta emagrecedora ID da foto:2238129168 28 de setembro de 2026 - 7:54
João Vitor Menin, CEO do Inter. Foto Divulgação 28 de setembro de 2026 - 6:14
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar