O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Miguel Gutierrez é descrito como o principal responsável pelo rombo na varejista, denunciado por crimes como insider trading, manipulação e organização criminosa
Dois anos após um dos maiores escândalos da história do mercado financeiro brasileiro, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou na última segunda-feira (31) o antigo CEO e outros 12 ex-executivos da Americanas (AMER3) acusados de envolvimento na fraude multibilionária na varejista.
A notícia foi divulgada pela primeira vez pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
Segundo fontes informaram à publicação, o MPF acusa o ex-CEO, Miguel Gutierrez, a ex-diretora Anna Christina Ramos Saicali e outros ex-executivos por fraudes estimadas em R$ 25 bilhões.
Confira as denúncias:
De acordo com a procuradoria, a primeira prova de fraude dentro da varejista data de fevereiro de 2016. No entanto, o suposto esquema foi revelado apenas no início de 2023, quando a empresa divulgou um fato relevante sobre o rombo contábil de R$ 20 bilhões.
Procurada pelo Seu Dinheiro, a assessoria da Procuradoria-Geral da República afirmou que o caso está sob sigilo. Já a Americanas não havia retornado o contato até o momento de publicação desta matéria.
Leia Também
Miguel Gutierrez é descrito pela procuradoria como o principal responsável pelo rombo na varejista.
O antigo presidente da Americanas foi denunciado pelos crimes de insider trading, manipulação, organização criminosa e falsidade ideológica, segundo informações da Reuters.
“Enquanto comandava as Lojas Americanas, Gutierrez estava ciente de todas fraudes praticadas, inclusive sugerindo ele mesmo alterações nos balanços que seriam anunciados”, escreveu o MPF na denúncia, em documento visto pel’O Globo.
Na avaliação do ministério, o executivo realizou dezenas de “manobras fraudulentas” em busca de aumentar ou manter elevada a cotação das ações das empresas Americanas S.A, B2W e Lojas Americanas.
O objetivo, segundo o MPF, seria “obter vantagem indevida ou lucro, para si ou para outrem, ou, ainda, causar dano a terceiros".
A procuradoria ainda fixou um valor mínimo de indenização pela manipulação do mercado de capitais, no montante de R$ 22,8 bilhões.
O MPF também estipulou as indenizações pelo uso indevido de informação privilegiada:
Foi em 11 de janeiro de 2023 que o mercado se deparou pela primeira vez com notícias de inconsistências contábeis na varejista. Após adiar várias vezes seu balanço, foi confirmado um rombo multibilionário estimado em R$ 25,2 bilhões.
Além disso, o “maior lucro da história” da Americanas em 2021 se converteu em um prejuízo líquido de mais de R$ 6 bilhões — em perdas que começaram a se amontoar nos meses que se seguiram.
A revelação do buraco nos balanços da gigante do varejo levou a empresa à recuperação judicial e à fuga de investidores com temores sobre a saúde financeira da companhia.
Aliás, a crise na varejista foi tamanha que a empresa acabou por perder (ao menos temporariamente) o selo do Novo Mercado, o patamar mais elevado de governança corporativa da B3.
Após a identificação das inconsistências, a Americanas encontrou evidências que indicavam que a diretoria anterior vinha fraudando as demonstrações financeiras e realizando esforços para ocultar do conselho de administração e do mercado a real situação de resultado.
Em março, a Americanas também entrou com um processo arbitral contra o ex-CEO e outros três executivos envolvidos na fraude.
Passados mais de dois anos desde o escândalo, a varejista ainda não está nem perto de superar os efeitos causados pela fraude contábil multibilionária.
No quarto trimestre de 2024, a companhia não só reverteu lucro em prejuízo, como também enfrentou pressão sobre a rentabilidade e viu o e-commerce encolher pela metade.
Em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro, o CEO Leonardo Coelho afirmou que a empresa deve levar mais cinco ou seis trimestres no “processo de transformação”.
“Essa crise demora ainda para ser superada. Estamos apenas no começo da transformação, ainda tem muita coisa para acontecer. O lado bom é que esse início está caminhando na direção que a gente esperava”, avaliou Coelho.
*Com informações do Globo, Valor Econômico e da Reuters.
Estudos indicam que quase 14% das empresas abertas no Brasil funcionam sem gerar lucro suficiente para honrar suas dívidas
O que explica esse desempenho é a emissão de ações da companhia, para trocar parte de suas dívidas por participação.
Em entrevista ao Money Times, Daniel Szlak fala sobre aceleração de capex, revisão de política de dividendos e a nova postura da companhia para aquisições
A contratação servirá para dar suporte ao plano aprovado pelo conselho de administração em novembro
Estado americano começa a testar modelo em que a inteligência artificial (IA) participa legalmente da renovação de prescrições médicas
Para o banco, desempenho tímido do setor em 2025 pode se transformar em alta neste ano com ciclo de juros menores
Presidente do TCU afirma que Corte de Contas não tem poder para “desliquidar” banco; veja a quem caberia a decisão
Mudança nos critérios de avaliação do banco sacode as ações do setor: Ânima vira top pick e dispara fora do Ibovespa, Cogna entra na lista de compras, enquanto Yduqs e Afya perdem recomendação e caem na bolsa
Relatório do Bank of America aponta potencial de valorização para os papéis sustentado não só pelos genéricos de semaglutida, mas também por um pipeline amplo e avanço na geração de caixa
João Ricardo Mendes, fundador do antigo Hotel Urbano, recebe novo pedido de prisão preventiva após descumprir medidas judiciais e ser detido em aeroporto
O bilionário avaliou que, mesmo com a ajuda da Nvidia, levaria “vários anos” para que as fabricantes de veículos tornassem os sistemas de direção autônoma mais seguros do que um motorista humano
O patinho feio da mineração pode virar cisne? O movimento do níquel que ninguém esperava e que pode aumentar o valor de mercado da Vale
Segundo relatos reunidos pela ouvidoria do Sebrae, as fraudes mais frequentes envolvem cobranças falsas e contatos enganosos
Empresa de logística aprovou um aumento de capital via conversão de debêntures, em mais um passo no plano de reestruturação após a derrocada pós-IPO
Relatório aponta impacto imediato da geração fraca em 2025, mas projeta alta de 18% nos preços neste ano
Com a abertura do mercado de semaglutida, analistas do Itaú BBA veem o GLP-1 como um divisor de águas para o varejo farmacêutico, com um mercado potencial de até R$ 50 bilhões até 2030 e que pressionar empresas de alimentos, bebidas e varejo alimentar
Companhia fecha acordo de R$ 770 milhões para fornecimento de vagões e impulsiona desempenho de suas ações na B3
Dona da Ambev recompra participação em sete fábricas de embalagens metálicas nos Estados Unidos, reforçando presença e mirando crescimento já no primeiro ano
Empresa teria divulgado números preliminares para analistas, e o fechamento de 2025 ficou aquém do esperado
Após um ano de competição agressiva por participação de mercado, a Shopee inicia 2026 testando seu poder de precificação ao elevar taxas para vendedores individuais, em um movimento que sinaliza o início de uma fase mais cautelosa de monetização no e-commerce brasileiro, ainda distante de uma racionalização ampla do setor