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AÇÃO POPULAR

Cyrela (CYRE3) sobe mais de 5% após Bradesco BBI apontar ação como favorita e mais falada entre investidores. O que ela tem que as outras não tem?

Após alta de mais de 80% em 2025, Cyrela surge entre as maiores altas do Ibovespa nesta quinta-feira (11) com a revisão do preço-alvo para R$ 40

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11 de setembro de 2025
15:47 - atualizado às 13:51
Estande de vendas da Cyrela (CYRE3), empresa com ações listadas na B3 e que paga dividendos
Estande de vendas da Cyrela (CYRE3). - Imagem: Divulgação

Não basta uma ação acumular mais de 80% de valorização no ano. Para os investidores da bolsa, o que importa é mostrar que esse movimento pode ser apenas o começo. É exatamente o que a Cyrela (CYRE3) faz nesta quinta-feira (11), depois de o Bradesco BBI indicar a construtora como a preferida do setor imobiliário e elevar o preço-alvo dos papéis de R$ 36 para R$ 40 em 2026.

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O mercado gostou do que ouviu e por volta das 15h40 as ações da companhia eram negociadas a R$ 30,51, em alta de 4,81%, figurando entre as maiores valorizações do Ibovespa em um dia de novos recordes para o índice.

Segundo o relatório, a “CYRE3 foi a ação mais comentada” em reuniões recentes com investidores em São Paulo e no Rio de Janeiro. E para os analistas isso acontece porque a Cyrela se beneficia tanto de cenários de flexibilização macroeconômica — com redução de juros — quanto do otimismo ligado às eleições do ano que vem.

Os analistas destacam que a construtora tem perfil de alta liquidez e beta elevado, medida que mostra a sensibilidade da ação em relação ao mercado. São características que tendem a se beneficiar nesse cenário.

Cyrela: uma questão de timing

O ponto central de discussão entre investidores, no entanto, é o timing. Parte do mercado já busca antecipar o cenário macroeconômico positivo, enquanto outros preferem cautela diante do risco de desaceleração nas vendas de imóveis de média e alta renda nos próximos seis a 12 meses. 

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Esse movimento ajuda a explicar o avanço de 29% nas posições vendidas em CYRE3 em agosto. Para os analistas, uma queda mais acentuada nesse segmento não deve se concretizar no curto prazo. 

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Pelo contrário, a expectativa é de que os números operacionais do terceiro trimestre de 2025 sejam sólidos, sustentados por projetos de peso em São Paulo, como o Epic na Rebouças, e no Rio de Janeiro, com o Península, além do reconhecimento de receitas de lançamentos feitos no primeiro semestre.

O relatório ressalta também um amortecedor importante, a participação crescente do programa Minha Casa Minha Vida, que já deve responder por 45% do lucro em 2026. Esse avanço reduz a exposição da companhia a uma possível desaceleração no mercado de média e alta renda.

Na avaliação do BBI, a ação oferece uma assimetria atraente. Em um cenário pessimista, o múltiplo P/L, que mede a relação entre preço e lucro por ação, poderia cair até 17%, ainda dentro de margens controladas. 

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Já em um ambiente mais favorável, com estabilidade nos lançamentos em R$ 11 bilhões de VGV (valor geral de vendas) combinada a uma redução de 2 pontos percentuais no custo de capital próprio para 15%, o múltiplo teria potencial de subir 61%, com dividend yield acima de 7% em 2026. 

O cenário base trabalha com um P/L de 6,8 vezes, frente ao atual de 5 vezes, o que sustenta o preço-alvo de R$ 40 por ação.

*Com informações do Money Times

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