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O banco americano considera que, além dos bons resultados ainda iniciais, a modalidade é uma tendência em ascensão
O consignado privado já movimenta R$ 15 bilhões em empréstimos e ganha tração mesmo em sua fase inicial — e o Banco do Brasil (BBAS3) está na dianteira quando o assunto é essa nova modalidade de crédito.
Em relatório divulgado nesta quinta-feira (26), o Bank of America (BofA) analisou o desempenho de bancos e fintechs desde o lançamento do consignado privado e concluiu que, apesar dos resultados ainda iniciais, a modalidade é uma tendência em ascensão.
Desde a implementação desse novo modelo, em março deste ano, o volume mensal de concessões triplicou, saltando de uma média de R$ 1,6 bilhão para cerca de R$ 5 bilhões por mês, segundo dados do Ministério do Trabalho e do portal Jota.
O Banco do Brasil (BBAS3) desponta como favorito — apesar de não ser o preferido dos investidores —, assumindo a liderança no mercado, com uma participação de 26%. Logo atrás aparecem financeiras especializadas menos conhecidas, como Parati e Facta.
“O protagonismo também veio de financeiras menores, como Parati e Facta, que ocuparam a segunda e terceira posições no ranking de atuação, com 13% e 10% de participação, respectivamente”, destacou o BofA em relatório.
Segundo o BofA, o Banco do Brasil é o grande destaque até aqui, com R$ 3,9 bilhões em concessões (26%), valor bem acima de sua participação média no mercado geral de crédito ao consumo (17%).
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Entretanto, o desempenho que surpreendeu o banco americano veio da Parati e da Facta, que superaram nomes consagrados como o Banco Inter (7º lugar) e o Nubank (10º lugar).
Entre as fintechs, o Banco Pan aparece com 8,6% de participação, e o Inter, com 4,1% — ambos muito acima dos cerca de 1% que detêm no crédito tradicional ao consumo.
Já o Nubank adotou uma postura mais cautelosa, segundo o BofA, originando apenas R$ 23 milhões em crédito consignado privado, o equivalente a apenas 0,15% do mercado. A decisão provavelmente foi tomada para evitar a canibalização de outros produtos do banco digital e limitar o risco de inadimplência.
| Posição | Instituição | Participação (%) | Valor estimado originado (R$ bilhões) |
|---|---|---|---|
| 1º | Banco do Brasil | 26% | R$ 3,90 bi |
| 2º | Parati | 13% | R$ 1,95 bi |
| 3º | Facta | 10% | R$ 1,50 bi |
| 4º | Itaú Unibanco | 10% | R$ 1,50 bi |
| 5º | Banco Pan | 8,60% | R$ 1,29 bi |
| 6º | Caixa Econômica Federal | 8% | R$ 1,20 bi |
| 7º | Banco Inter | 4,10% | R$ 615 mi |
| 8º | Bradesco | 1,00% | R$ 150 mi |
| 9º | Santander | 0,40% | R$ 60 mi |
| 10º | Nubank | 0,15% | R$ 23 mi |
O BofA considera tímida a participação dos grandes bancos privados no novo consignado, apesar de representarem 32% do mercado de crédito ao consumo no Brasil. Eles são responsáveis por apenas 11% do total concedido.
O Itaú lidera entre os bancos privados, com 10% das concessões, enquanto Bradesco (BBDC4) e Santander (SANB11) foram quase ausentes, com 1% e 0,4%, respectivamente.
“O movimento indica um apetite seletivo ao risco, com o Itaú (ITUB3) aproveitando sua capacidade de precificação para entrar de forma mais assertiva”, ressalta o banco americano no relatório.
Apesar da expansão do produto, o impacto nas taxas de juros foi limitado. A média registrada nas operações é de 3,47% ao mês, uma queda marginal em relação aos níveis anteriores.
Os bancos com as menores taxas são:
Já os bancos maiores operam com taxas significativamente mais altas, o que explica parte da atratividade do segmento na visão do BofA, mas também levanta alertas regulatórios sobre o custo do crédito.
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O que explica esse desempenho é a emissão de ações da companhia, para trocar parte de suas dívidas por participação.
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