COP30: Na contramão de Trump, multilateralismo é único caminho para enfrentar a crise climática, dizem especialistas
Em evento sobre expectativas relacionadas à Conferência do Clima em Belém, autoridades e especialistas destacam importância do apoio empresarial para o financiamento climático e a busca por novas parcerias

A COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), que será realizada em Belém em novembro, ocorrerá em um momento de intensas turbulências geopolíticas e ataques ao multilateralismo provocados, principalmente, pela saída dos EUA do Acordo de Paris, que visa limitar o aquecimento global, e pelas novas tarifas comerciais de Donald Trump anunciadas ontem.
No entanto, o multilateralismo segue relevante e a cooperação internacional é o único caminho para enfrentar a crise climática global, destacaram autoridades e especialistas em evento realizado nesta quinta-feira (3) na capital paraense.
“Em Belém, temos a oportunidade de virar um símbolo da importância do multilateralismo (...) Sabemos que, para combater a mudança do clima, não há outra saída a não ser de maneira internacional, porque as moléculas do carbono não entendem as nossas fronteiras de Estados-Nação”, disse Ana Toni, secretária nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente e diretora-executiva da COP30.
- E MAIS: Onde investir em abril? Analistas revelaram gratuitamente as principais recomendações de ações, FIIs, BDRs e criptomoedas para buscar lucros
EUA na COP30: entre o apoio empresarial e a instabilidade política
No evento, Ana Toni lembrou que, apesar da saída dos EUA do Acordo de Paris, 197 países permanecem, demonstrando a importância da cooperação multilateral no combate às mudanças climáticas.
Além disso, a secretária destacou que as empresas americanas e os governos subnacionais dos EUA vêm demonstrando interesse em participar da Conferência em Belém.
Toni também chamou a atenção para a necessidade de maior mobilização de recursos financeiros para a agenda de enfrentamento às mudanças climáticas, que compete com setores de defesa.
Leia Também
Segundo ela, alguns países estão tentando colocar recursos para o clima dentro dos orçamentos de defesa, pois se trata da segurança da humanidade. “Guerras são intrinsecamente anti-ecológicas e desviam a atenção do que queremos construir em termos de ecologia e desenvolvimento sustentável”, alertou.
Além disso, a secretária ressaltou que há um esforço para atingir US$ 1,3 trilhão em financiamento climático. Um relatório está sendo elaborado por ministros da Fazenda de diversos países, liderados por Fernando Haddad, para definir como esse montante pode ser direcionado a países emergentes. “O recurso existe, então o desafio é fazer ele fluir para os países do Sul, como o Brasil, que têm muitas propostas na mesa”, afirmou.
Financiamento climático e novas oportunidades para o Brasil
Helder Barbalho, governador do Pará, reforçou a preocupação com o financiamento climático e criticou a postura dos Estados Unidos. “Quanto efetivamente o governo americano tem colocado de dinheiro para o financiamento climático? Muito pouco! (O ex-presidente dos EUA) Biden esteve aqui e foi um desastre”, afirmou.
Barbalho defende que, diante desse cenário, é necessário estruturar políticas indutoras e garantir que bancos públicos e privados apoiem projetos sustentáveis.
Além disso, o governador destacou que é preciso conversar com estados americanos, como Califórnia e Texas, que podem ter autonomia para firmar acordos mesmo diante de uma postura nacional menos engajada, e fortalecer relações com outros países emergentes.
Rafaela Guedes, senior fellow no Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), também apontou que o cenário de incerteza com os EUA abre oportunidades para o Brasil fortalecer laços com outros parceiros.
“O Oriente Médio e a Ásia têm muito interesse no Brasil. Quais novas rotas comerciais podemos buscar com parceiros não-óbvios? Essa é uma oportunidade que tenho certeza que teremos”, destacou.
SD ENTREVISTA
Agência com cara de hotel? A aposta do Bradesco (BBDC4) para atrair clientes endinheirados
27 de outubro de 2026 - 12:03APOSTA NO LUXO
Massagem, hotéis Fasano e descontos: a nova cartada do Itaú (ITUB4) e da JHSF (JHSF3) para conquistar os clientes ricos
27 de outubro de 2026 - 8:33VAI DE BOLSA
Após SpaceX (SPCX), Anthropic quer entrar no grupo do ‘IPO do trilhão’ com documento enviado à SEC
26 de outubro de 2026 - 14:45AQUISIÇÃO BILIONÁRIA
Itaú (ITUB4) desembolsa R$ 2,925 bilhões para comprar NeoSpace e fortalecer operação de inteligência artificial
26 de outubro de 2026 - 9:12AGORA VAI?
Oncoclínicas (ONCO3) avança em reestruturação e apresenta novo plano para renegociar R$ 5,7 bilhões em dívidas
23 de outubro de 2026 - 19:43MAIS UM RECORDE
Embraer (EMBJ3) tem novo recorde na carteira de pedidos, que totalizou US$ 35,7 bilhões no 3T26; veja os números
23 de outubro de 2026 - 16:48BARATA DEMAIS?
Petz Cobasi (AUAU3) quer recomprar até 17,6 milhões de ações; o que isso significa para o acionista?
23 de outubro de 2026 - 16:21Conteúdo Empiricus
A Warner vale US$ 110 bilhões? Entenda por que saber o preço justo da sua empresa pode fazer a diferença em uma negociação
23 de outubro de 2026 - 14:00DEPOIS DO RESULTADO....
Crédito sob pressão: CEO do Bradesco (BBDC4) defende qualidade da carteira, mas mercado teme perda de ritmo
23 de outubro de 2026 - 11:46BALANÇO
Lucro do Bradesco (BBDC4) sobe 14% no 3T26, a R$ 7,1 bilhões; calotes podem frear a virada?
22 de outubro de 2026 - 18:07NEGÓCIO EM ANDAMENTO
CSN (CSNA3): Agora vai? Venda da CSN Cimentos deve sair nas próximas 2 semanas, mas sem exclusividade, diz jornal
22 de outubro de 2026 - 17:58O QUE PESOU NO 3T26?
A conta chegou para a WEG (WEGE3): custos e tarifas dos EUA pressionam margens; veja o que diz a empresa
22 de outubro de 2026 - 17:18ALTA DE 22% EM DÓLAR
Petrobras (PETR4) supera gigantes globais e emplaca a maior valorização do setor em outubro. Além do petróleo, o que está por trás?
22 de outubro de 2026 - 16:42O QUE DIZEM OS ANALISTAS?
JBS (JBSS32): balanço do 3T26 deve ser fraco, mas bancos veem espaço para alta de até 41% nas ações
22 de outubro de 2026 - 14:22PÉ NO FREIO
Viagem tranquila da Motiva (MOTV3) ficou para trás: Citi corta recomendação para neutra e sobe preço-alvo; ação cai 2%
22 de outubro de 2026 - 13:31BEM RECEBIDO
Sinistralidade sobe, mas lucro fala mais alto: por que o balanço da Bradsaúde (SAUD3) agradou o mercado
22 de outubro de 2026 - 13:03NOVO CAPÍTULO
Outra reestruturação no radar? Credores pedem Chapter 11 involuntário de subsidiária da Braskem (BRKM5) nos EUA
22 de outubro de 2026 - 12:29IA CHINESA
IPO vem aí? DeepSeek capta US$ 15 bilhões em nova rodada de financiamento antes de abrir capital em Xangai
22 de outubro de 2026 - 12:00REESTRUTURAÇÃO
Raízen (RAIZ4) tenta ganhar fôlego com aumento de capital de até R$ 3,5 bilhões; veja o que muda para acionistas
21 de outubro de 2026 - 20:42BALANÇO DO 3T26