Construtoras sobem até 116% em 2025 — e o BTG ainda enxerga espaço para mais valorização
O banco destaca o impacto das mudanças recentes no programa Minha Casa, Minha Vida, que ampliou o público atendido e aumentou o teto financiados para até R$ 500 mil

Apesar das fortes altas no ano, o BTG Pactual mantém recomendação de compra para cinco das principais construtoras brasileiras voltadas ao segmento de baixa renda: Cury (CURY3), Direcional (DIRR3), MRV (MRVE3), Plano&Plano (PLPL3) e Tenda (TEND3).
Em relatório, os analistas Gustavo Cambauva e Gustavo Fabris reiteram a visão positiva para as empresas do setor, que acumulam ganhos entre 45% e 116% em 2025, e afirmam que ainda há espaço para valorização adicional.
O banco destaca o impacto das mudanças recentes no programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), especialmente a criação da Faixa 4, que ampliou o público atendido e aumentou o teto dos imóveis financiados para até R$ 500 mil.
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Segundo os analistas do banco, a combinação de forte demanda, melhora nas margens das companhias e perspectivas de dividendos maiores mantêm o cenário favorável para as construtoras.
O relatório divide as empresas em dois grupos:
- “Com bom carrego”: as com baixo endividamento, margens elevadas e dividend yields na casa de 10 a 13%, caso de Cury, Direcional e Plano&Plano.
- “Maior risco/maior retorno”: nomes mais alavancados, mas com forte potencial de recuperação, como MRV e Tenda.
Desempenho das construtora
Na avaliação da casa, a Cury segue como referência em execução, apresentando o melhor retorno sobre o patrimônio (ROE) do setor e o menor nível de dívida.
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Apesar de negociar a múltiplos acima dos pares, o prêmio é considerado justificável pela liderança em mercados estratégicos, como São Paulo e Rio de Janeiro.
A Direcional, com presença forte no Norte e Nordeste, também se destaca por margens elevadas e potencial de crescimento de lucros. O BTG projeta dividend yield de cerca de 11% para os próximos 12 meses.
Já a Plano&Plano é negociada com desconto em relação às concorrentes e tem retorno estimado em dividendos de 7,5%, apoiado pela expansão do MCMV.
Maior risco e retorno
Entre as construtoras mais alavancadas, a Tenda é a principal escolha do BTG, com potencial de valorização de 67% até 2026.
A instituição avalia que a companhia já superou os problemas operacionais dos últimos anos e agora apresenta margens similares às dos pares, além de geração consistente de caixa
No caso da MRV, maior desenvolvedora do segmento popular no país, os analistas acreditam que o pior já passou, com a conclusão de projetos problemáticos que causaram grandes perdas. A expectativa também é de uma recuperação significativa de lucros.
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