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ENTREVISTA EXCLUSIVA

CEO da Americanas vê mais 5 trimestres de transformação e e-commerce menor, mas sem ‘anabolizantes’; ação AMER3 desaba 25% após balanço

Ao Seu Dinheiro, Leonardo Coelho revelou os planos para tirar a empresa da recuperação e reverter os números do quarto trimestre

Leonardo Coelho, CEO da Americanas (AMER3).
Leonardo Coelho, CEO da Americanas (AMER3). - Imagem: Divulgação

Já faz dois anos desde que a Americanas (AMER3) entrou em crise — e, na avaliação do CEO Leonardo Coelho, a varejista ainda não está nem perto de superar os efeitos causados pela fraude contábil multibilionária

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Na realidade, na noite passada, a varejista entregou um balanço que amargou entre os investidores — e levou as ações AMER3 a operarem em forte queda nesta quinta-feira (27). 

Por volta das 14h45, os papéis caíam 25,41%, negociados a R$ 6,75. No acumulado do ano, AMER3 marca desvalorização de 87% na B3.

No quarto trimestre de 2024, a companhia não só reverteu lucro em prejuízo, como também enfrentou pressão sobre a rentabilidade e viu o e-commerce encolher pela metade.

“Essa crise demora ainda para ser superada. Estamos apenas no começo da transformação, ainda tem muita coisa para acontecer. O lado bom é que esse início está caminhando na direção que a gente esperava”, avaliou Coelho, em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro.

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Americanas (AMER3): com balanço no vermelho, varejista tem longa transformação pela frente, diz CEO

Do lado das perdas, a varejista registrou um prejuízo líquido de R$ 586 milhões entre outubro e dezembro, uma piora considerável frente ao lucro de R$ 2,5 bilhões apurado no mesmo período de 2023. 

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A cifra de 2023, no entanto, foi impactada positivamente por eventos operacionais extraordinários, como reversão de impostos e efeitos da execução do plano de recuperação judicial, enquanto o balanço do 4T24 não teve esses efeitos positivos. 

Se desconsiderados os R$ 4,8 bilhões de impostos diferidos, a companhia teria registrado um prejuízo de aproximadamente R$ 2,2 bilhões no quarto trimestre de 2023.

Na visão do CEO, a base de comparação vai ser cada vez mais difícil daqui para frente devido ao amadurecimento da operação, o que deve reduzir o ritmo das melhorias futuras.

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“Você deve enxergar uma curva de inflexão diferente, mas com o compromisso da gestão de continuar melhorando trimestre a trimestre, mesmo com a taxa de juros mais alta e toda a inadimplência decorrente da Selic elevada”, afirmou.

A expectativa é que o “processo de transformação” se estenda por mais cinco ou seis trimestres, segundo o executivo.

A diretora financeira (CFO), Camille Loyo Faria, afirmou durante a teleconferência de resultados que a varejista poderia deixar o processo de recuperação judicial em fevereiro de 2026, se o plano traçado pela administração evoluir conforme o previsto. 

Veja os destaques financeiros da Americanas:

Indicador4T24Var a/a (%)2024Var a/a (%)
GMV físicoR$ 5,13 bilhões0,071R$ 15,74 bilhões0,119
GMV digitalR$ 652 milhões-47%R$ 3,08 bilhões-48,90%
Receita líquidaR$ 4,37 bilhões-4,50%R$ 14,35 bilhões-2,80%
Lucro líquido-R$ 586 milhõesR$ 8,28 bilhões
Ebitda ajustadoR$ 180 milhõesR$ 947 milhões
Fonte: Balanço da Americanas enviado à CVM.

A Americanas continuou a queimar caixa no último trimestre, apesar de ter registrado avanços na comparação anual. 

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O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), indicador usado para mensurar o potencial de geração de caixa de um negócio, foi negativo em R$ 232 milhões, cifra bem inferior aos R$ 1,3 bilhão negativos apurados no 4T23.

Em termos ajustados, que excluem itens como as despesas relacionadas à recuperação judicial, a varejista teria encerrado o trimestre com um Ebitda positivo de R$ 180 milhões, melhora significativa em relação ao resultado negativo de R$ 1,2 bilhão registrado no mesmo intervalo de 2023. 

Vale reforçar que a rentabilidade da companhia em 2024 foi positivamente impactada pela reversão de uma baixa contábil de créditos a compensar de ICMS no valor de R$ 502 milhões, além dos impactos na margem bruta comentados anteriormente.  

Mesmo com a reversão, a CFO da Americanas destaca que a varejista ainda possui cerca de 50% de créditos fiscais acumulados nos últimos anos que devem ajudar a conservar o caixa da empresa nos próximos trimestres.

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Pressão sobre o e-commerce

Outra pressão do balanço do quarto trimestre de 2024 veio justamente da performance do e-commerce. Assim como seus pares locais, a Americanas viu as vendas no canal digital caírem no ano passado.

O GMV (volume bruto de mercadorias) online da varejista encolheu quase que pela metade no período, com queda de 47% na comparação anual, para R$ 652 milhões.

Por outro lado, o canal físico continuou em expansão de 7,1% no trimestre e se tornou ainda mais relevante para o negócio, passando a responder por 79% do GMV total da Americanas.

Segundo a companhia, a Americanas registrou crescimento em vendas e maior rentabilidade na operação de lojas físicas em 2024, resultado de ações focadas na ampliação da eficiência comercial, operacional e financeira a partir da implementação do plano de negócios. 

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"O online foi o mais difícil para reestruturar porque não tínhamos uma proposta de valor consistente para o canal. Basicamente, a gente pagava para o consumidor no nosso site, porque estávamos oferecendo aos clientes tanto cashback, frete grátis e parcelamento em 12 vezes sem juros que, financeiramente, já não fazia sentido”, avaliou o CEO.

Agora, a nova estratégia da varejista para o canal digital é segmentar os vendedores na plataforma, com foco maior em sellers com exposição maior ao site ou que já realizavam vendas nas lojas físicas da Americanas. 

“Quando falamos de estagnação e de um resultado estabilizado, significa que paramos de sangrar no digital. Agora, estamos focados em atender o componente de omnicanalidade do cliente e fazer com que essas 50 milhões de pessoas que passam dentro das lojas no mundo físico redescubram a americanas.com”, afirmou o CEO. 

A expectativa de Leonardo Coelho é que esse cenário comece a melhorar a partir do terceiro trimestre de 2025, com uma retomada do crescimento para o início do ano que vem.

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No entanto, o presidente da Americanas já afirma que, mesmo quando a estratégia for consolidada, o resultado será “muito menor do que o marketplace era no passado”. 

“Antes, a Americanas era referência no marketplace, e muito por conta de anabolizantes que colocava nesse processo. Não era um processo de valor consistente para uma empresa em recuperação judicial, e precisamos rever isso. Agora, estamos vendo uma estabilização do digital. Eu não tenho problema com isso, desde que seja um lugar onde eu consiga jogar e a gente consiga ganhar dinheiro."

Americanas quer iniciar oferta de crédito

Mesmo sob o peso dos juros elevados no Brasil, o CEO da Americanas (AMER3) elenca o início de uma nova oferta de crédito como uma das estratégias para 2025.

O objetivo será retomar a criação de produtos financeiros, com a volta do cartão de crédito e do Crédito Direto ao Consumidor (CDC) — o famoso carnê — e com a ampliação da parceria para seguros garantia. 

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“Tudo isso você deve enxergar na Americanas em 2025, mas em um caminho conservador. Você não vai ver a varejista voltando a dar crédito em 12 vezes sem juros, mas sim montando uma carteira de clientes razoável”.

O carnê digital já está na fase final de lançamento e a expectativa do presidente é disponibilizar o crediário ao público até o terceiro trimestre deste ano.

Isso não significa que os juros não estejam entre as preocupações da Americanas. 

Segundo o diretor-presidente, as taxas elevadas impactam a varejista tanto do lado do endividamento — cujo impacto deve começar a ser sentido a partir do último trimestre de 2025, quando a Americanas começará a pagar os juros sobre as debêntures — como também do bolso dos consumidores. 

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“Muito da renda disponível para consumo das classes onde a Americanas tem participação é bastante sensível à taxa de juros. Mas isso talvez poderá ter um efeito positivo: em um cenário de juros altos, talvez a prestação de um celular fique fora da renda disponível do cliente, mas esse dinheiro possa ser redirecionado para produtos de sortimento mais barato.”

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