O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Aporte marca volta do banco de fomento aos investimentos diretos após quase uma década; operação garante cerca de 20% do capital da produtora de bioinsumos
Depois de quase dez anos longe dos investimentos diretos em empresas, o BNDES está de volta ao jogo. E a retomada começa por uma aposta verde.
O banco, por meio da BNDESPar, aprovou o aporte de R$ 114 milhões no Grupo Santa Clara, companhia de fertilizantes especiais e bioinsumos com sede em Ribeirão Preto (SP).
Com a transação, a BNDESPar passa a deter 19,9% do capital da empresa, e a missão de apoiar o plano de negócios focado em inovação e transição ecológica.
Vale destacar que este é o primeiro investimento direto em renda variável desde que o banco de fomento anunciou a reativação de sua estratégia de participações, em junho.
Fundado em 1997, o Grupo Santa Clara é considerado uma empresa de médio porte e emprega cerca de 300 pessoas. A companhia atua por meio de marcas como Santa Clara Agrociência, Hydromol, Linax e Inflora Biociência.
Com os recursos, o grupo pretende ampliar a capacidade produtiva, reforçar a presença no mercado e acelerar a pesquisa e desenvolvimento de novas soluções sustentáveis para o agronegócio brasileiro.
“A chegada do BNDES possibilita continuarmos a implantação do nosso plano de negócios e sua ênfase em pesquisa, desenvolvimento e inovação, que representam o DNA da Santa Clara”, afirmou João Pedro Cury, CEO da companhia.
Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o investimento no setor de bioinsumos está alinhado à nova política industrial do governo e à prioridade dada à economia verde e à descarbonização.
Leia Também
“A atuação do BNDES é estratégica para impulsionar investimentos em transição ecológica, contribuindo com o desenvolvimento de empresas brasileiras de todos os portes e garantindo a geração de empregos no Brasil”, afirmou.
A tese de investimento também se conecta a políticas públicas como o Programa Nacional de Bioinsumos, o Plano Nacional de Fertilizantes e a Nova Indústria Brasil.
Segundo Mercadante, “o emprego de fertilizantes especiais e de bioinsumos na agricultura contribui para reduzir a pegada de emissões de gases de efeito estufa com o menor uso de fertilizantes químicos, preservando a biodiversidade a partir da diminuição do uso de agrotóxicos”.
A operação com o Grupo Santa Clara é o primeiro investimento aprovado desde que o BNDES anunciou, em junho, um plano para aplicar R$ 10 bilhões até o fim de 2025 em ações de empresas, de forma direta ou via fundos.
Essa retomada representa uma guinada em relação à política dos últimos anos. Após o impeachment de Dilma Rousseff, os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro promoveram o desmonte da carteira acionária da BNDESPar — uma resposta às críticas feitas à política dos "campeões nacionais", marca registrada da era petista.
Entre as vendas de destaque estão a saída total do capital da Vale e uma oferta de R$ 20 bilhões em ações da Petrobras.
Desde 2016, a BNDESPar não realizava investimentos diretos em participações societárias.
Agora, a ideia é diferente: de acordo com Mercadante, o banco volta a investir com foco em empresas de médio porte, inovação tecnológica e sustentabilidade ambiental.
O sucesso ou fracasso dessa primeira operação será observado de perto pelo mercado, pelo setor produtivo e, sobretudo, pelo governo — que busca provar que é possível ter um banco de fomento atuante sem repetir os erros do passado.
Se essa nova safra de investimentos será mais frutífera que a anterior, ainda é cedo para saber. Mas o plantio já começou.
*Com informação da Agência BNDES de Notícias e do jornal O Globo
O balanço mostrou crescimento operacional, melhora de rentabilidade e reversão da queima de caixa, em meio à continuidade dos ajustes na divisão de casas pré-fabricadas
Lucro cresce, ROE segue elevado, mas banco reforça disciplina em meio a sinais de pressão no crédito; confira os destaques do balanço
O Citi vê resultados mais fortes puxados por produção e petróleo, mas mantém cautela com a estatal e enxerga mais potencial de valorização em petroleiras independentes
Qualidade da subscrição surpreende e garante avanço das ações nesta terça-feira (5), mas incerteza sobre crescimento de prêmios ainda divide os grandes bancos sobre o que fazer com os papéis
A empresa entregou aumento no volume de cerveja, principalmente no Brasil, melhora de margens e ganhos estimados de participação em vários mercados
Nova empresa do grupo Bradesco nasce com números robustos, mas CEO Carlos Marinelli revela qual será o grande motor de crescimento futuro
Pressão de dividendos e crédito mais desacelerado devem aparecer no desempenho dos três primeiros meses do ano; analistas revelam se isso compromete a visão de longo prazo para o banco
O banco avalia que, apesar da pressão, algumas construtoras e incorporadoras ainda contam com receitas sustentadas por vendas fortes registradas nos últimos meses, o que deve ajudar nos balanços
Após anos de tentativa e uma reestruturação profunda, a Saint-Gobain finalmente assinou a venda da Telhanorte. Saiba o que motivou a saída da gigante francesa do varejo brasileiro.
Empresa já destinou R$ 30 milhões à recompra e destaca indicador atrelado ao Bitcoin para medir retorno ao acionista
Com o aval da Justiça, a empresa agora tem o caminho livre para reorganizar um passivo de R$ 1,3 bilhão
Enquanto a BradSaúde divulga seus primeiros números oficiais consolidados, a Odontoprev entrega um lucro de R$ 151 milhões; confira outras linhas do balanço
No ano, a seguradora do Banco do Brasil vive questionamentos por parte do mercado em meio à queda dos prêmios da BrasilSeg, também agravada pela piora do agronegócio
Produção recorde, petróleo mais caro e geração de caixa elevada sustentam expectativa de proventos no 1T26
O Citi estima o pedido em torno de US$ 700 milhões, cerca de 16% de toda a carteira de pedidos firmes da divisão de defesa da fabricante brasileira de aeronaves, segundo o Broadcast
A varejista de jogos fez proposta de compra sobre a empresa de e-commerce com valor de mercado quatro vezes maior; qual é o plano da GameStop?
A operação “reforça o compromisso da Axia Energia com a otimização de participações minoritárias”, disse a ex-Eletrobras em fato relevante
Resultado dos três primeiros meses do ano marca estreia da BradSaúde, enquanto mercado tenta entender quanto vale a nova plataforma de saúde do Bradesco; descubra o que esperar
Queda de demanda, piora na hidrologia e avanço dos preços de energia marcaram o período, favorecendo empresas mais expostas ao mercado de curto prazo
Cenário mistura desafios para instituições financeiras e oportunidades para empresas expostas a petróleo e mercado externo