BTG inicia a cobertura da Moura Dubeux (MDNE3) com recomendação de compra; o que o banco vê na construtora do Nordeste?
A construtora combina algumas das características mais importantes para uma construtora, segundo o banco

A Moura Dubeux (MDNE3) estreou, nesta quinta-feira (25), na cobertura do BTG Pactual, que tem uma visão positiva das ações da construtora. A tese do banco é baseada na diversificação de mercados da empresa e na forte presença no segundo maior mercado de imóveis do Brasil.
Em 2025, os papéis da companhia já acumulam alta de mais de 160%, passando de R$ 10,80, no final do ano passado, para os atuais R$ 28,50.
A primeira recomendação do BTG para a Moura Dubeux é de compra dos papéis, com preço-alvo de R$ 40, um potencial de valorização de cerca de 39%.
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Em relatório, os analistas do banco afirmam que a empresa combina algumas das características mais importantes para uma construtora, sendo uma delas a liderança no Nordeste.
Entre as incorporadoras listadas em Bolsa, o BTG ressalta que a Moura Dubeux é a única com forte exposição à região, onde há o segundo maior mercado do país.
Atualmente, 100% do estoque de terrenos da companhia está localizado no Nordeste, distribuído em Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Sergipe, Bahia, Alagoas e Paraíba.
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“A experiência regional e o conhecimento local conferem à construtora uma vantagem competitiva significativa, funcionando como barreira para a entrada de novos concorrentes.”
Diversificação da Moura Dubeux
O BTG também afirma que a diversificação do portfólio da Moura Dubeux está se expandindo por meio das marcas Mood e Única, voltadas para o público de baixa renda, especialmente pelo Minha Casa, Minha Vida (MCMV).
Esse movimento oferece resiliência para as receitas, já que o mercado de baixa renda é mais estável e se beneficia do programa habitacional do governo, na opinião do banco.
“A Moura Dubeux reúne a maior parte do que você espera de uma construtora. Sua estrutura de capital enxuta permite crescimento com menores necessidades de capital de giro, resultando em forte ROE e baixa alavancagem”, diz o relatório.
Avaliação atrativa
Desde sua oferta pública inicial (IPO), em fevereiro de 2020, a Moura Dubeux já lançou mais de 68 empreendimentos, acumulando R$ 8 bilhões em valor geral de vendas (VGV).
Mesmo assim, os analistas do BTG projetam que a construtora continue avançando significativamente, com um crescimento anual composto (CAGR) de 30% nos lucros por ação entre 2024 e 2027.
De acordo com o BTG, a empresa negocia a um múltiplo de preço/lucro (P/L) atrativo, de 4,5 vezes o lucro estimado para 2026. Na visão do banco, isso justifica a recomendação de compra e o potencial de valorização.
“Em termos de valuation, vemos as ações com um desconto de 19% em relação às empresas de médio e alto padrão listadas, além de um desconto de 24% em relação às companhias de MCMV.”
Principais riscos
O BTG também aponta os principais riscos à tese de investimento, como fatores macroeconômicos.
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O mercado imobiliário é sensível às movimentações de taxas de juros e à disponibilidade de financiamento, o que pode reduzir a capacidade de compra dos consumidores.
Outro ponto de atenção é a captação da caderneta de poupança, principal fonte de financiamento do setor, que tem registrado saídas significativas.
Além disso, o crescimento pode ser limitado pelo próprio mercado do Nordeste, onde, apesar da valorização recente, os lançamentos de média e alta renda ainda estão abaixo dos níveis observados entre 2010 e 2014.
*Com informações do Money Times
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