Banco Master negocia com ‘vários grupos’ fatia rejeitada pelo BRB, segundo jornal
Entre eles estariam a família Batista, do grupo J&F, os bancos Safra e BTG, além da Prisma Capital e da Jive Mauá

O Banco Master continua negociando com “vários grupos” os seus ativos que o Banco de Brasília (BRB) não tem interesse em comprar, de acordo com interlocutores ligados à empresa, informa o jornal “O Estado de S.Paulo”.
Entre eles grupos estariam a família Batista, do grupo J&F, os bancos Safra e BTG, além da Prisma Capital e da Jive Mauá.
Procurado pelo jornal, o Banco Master não se manifestou.
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O Master ainda aguarda o fim da auditoria realizada pelo BRB em seus ativos. A expectativa é de que o negócio seja analisado pelo Banco Central (BC) até o fim de maio.
O BC ainda precisa esperar o término dessa análise para só então ter um quadro completo do desenho dessa operação pelo BRB, banco estatal que é controlado pelo Distrito Federal.
Joesley Batista, do grupo J&F, foi ao BC na quinta-feira para falar de assuntos “regulatórios”. De acordo com o jornal, este foi o terceiro encontro entre integrantes da família Batista e o BC nos últimos 30 dias.
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Apesar de ser apontado como possível comprador, o BTG emitiu nota oficial, após ser provocado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), negando que esteja em negociação com o Master. Porém, pessoas a par das conversas afirmam que o banco avalia ativos e pode fazer proposta, a depender das condições das negociações.
Em março deste ano, o BRB revelou a intenção de adquirir o Banco Master por R$ 2 bilhões. A proposta prevê que o BRB detenha 58% do capital total e 49% das ações ordinárias do Master. A concretização da operação está sujeita à aprovação do Banco Central.
O imbróglio do Master
A proposta do Banco de Brasília (BRB) de comprar o controle do Banco Master chamou a atenção para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), entidade que protege os depósitos de clientes em caso de falência ou intervenção de instituições financeiras, cobrindo valores até R$ 250 mil por CPF e por instituição.
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A operação foi vista pelo mercado como um resgate, já que o Master é conhecido por oferecer CDBs com taxas acima da média, amparado pela cobertura do FGC. Em março, o banco somava R$ 52 bilhões em CDBs, sendo que R$ 16 bilhões vencem ainda em 2025.
Porém, o banco pode não ter caixa suficiente para honrar esses compromissos, pois seus ativos estão em investimentos de longo prazo. Existe, portanto, o risco de acionar o FGC.
Na proposta do BRB, apenas metade da dívida em CDBs será absorvida — os títulos emitidos pelas subsidiárias Banco Master de Investimentos e Voiter ficaram fora do acordo.
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