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Apesar do lucro menor no trimestre, o BB anunciou mais uma distribuição de proventos; veja o valor que cairá na conta dos acionistas
O Banco do Brasil (BBAS3) pode ter enfrentado um tombo de 60% no lucro, mas uma coisa ficou clara: os acionistas não passarão fome quando o assunto for dividendos.
Em meio a um trimestre difícil para as finanças, o banco anunciou o pagamento de R$ 410,59 milhões em juros sobre o capital próprio (JCP), referentes ao terceiro trimestre de 2025.
O montante corresponde a cerca de R$ 0,07192 por ação BBAS3.
Vale lembrar que os JCP estão sujeitos à mordida do Leão, com retenção de 15% de imposto de renda na fonte.
Para ter direito à remuneração, é necessário possuir ações do Banco do Brasil até o fim do pregão do dia 1º de dezembro.
A partir do dia seguinte, os papéis passam a ser negociados “ex-direitos” e tendem a sofrer ajustes na cotação.
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Ou seja, o investidor pode optar por adquirir ações do BB até a data de corte e ter direito aos dividendos, ou esperar pelo dia 2 de dezembro e comprar os papéis por um preço inferior, mas sem poder receber os JCP.
Já o pagamento deve cair na conta dos acionistas em 11 de dezembro.
Apesar da alegria com os dividendos, o balanço do Banco do Brasil no 3T25 deixou a desejar.
O lucro líquido recorrente foi de R$ 3,78 bilhões, uma queda de 60,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado, que projetava R$ 4,03 bilhões, de acordo com o consenso da Bloomberg.
Mas a verdadeira frustração veio na linha da rentabilidade, que foi novamente pressionada pelo alto nível de inadimplência e as elevadas provisões.
O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE, na sigla em inglês) chegou a 8,4%, o nível mais baixo em quase uma década, com uma queda de 12,7 pontos percentuais (p.p) na base anual.
Esse desempenho refletiu diretamente o alto nível de inadimplência e as elevadas provisões do banco, fatores que continuam a pressionar sua rentabilidade.
Veja aqui todos os destaques do resultado do Banco do Brasil no 3T25.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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