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Na última quarta-feira (9), o presidente dos EUA anunciou uma tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros, que devem entrar em vigor em 1º de agosto

As tarifas de 50% de Donald Trump sobre o Brasil parecem ter sido mais um tiro no pé do presidente dos Estados Unidos do que uma bala de prata na visão do UBS Wealth Management (WM). Em relatório, o banco suíço vê impacto limitado aos países emergentes alvo do tarifaço norte-americano.
O UBS WM afirma que os países devem continuar performando bem, mesmo com o impacto das novas tarifas, com o efeito econômico das medidas sobre o Brasil limitado.
A tese dos analistas se apoia em quatro pilares:
O presidente norte-americano confirmou uma tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros na última quarta-feira (9). A taxa começa a ser cobrada em 1º de agosto.
Junto do anúncio veio a justificativa de que a medida teve motivos comerciais e políticos — incluindo críticas ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro — e o pedido de investigação contra práticas desleais brasileiras que prejudicam o comércio norte-americano.
Apesar da retórica, o UBS WM considera improvável que a tarifa se torne permanente, já que os EUA têm superávit comercial com o Brasil e enfrentariam dificuldades legais para justificar a medida.
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O impacto direto sobre a economia brasileira seria modesto, na opinião do banco suíço.
“O Brasil continua sendo uma economia relativamente fechada, com exportações e importações somando apenas 28% do Produto Interno Bruto. Mesmo que totalmente implementada, a tarifa de 50% afetaria menos de 2% do PIB brasileiro”, diz o banco suíço em relatório.
Se entrarem em vigência em 1º de agosto, os setores mais afetados são os ligados ao ferro e aço semimanufaturados, aeronaves, materiais de construção, etanol e madeira.
O relatório também destaca que a fraqueza do dólar continuará favorecendo os mercados emergentes — especialmente em um cenário em que a moeda norte-americana deve ser pressionada em caso de corte nos juros dos EUA pelo Federal Reserve (Fed).
“Esperamos mais 100 pontos-base de cortes nos próximos 12 meses. Juros mais baixos nos EUA favorecem o fluxo de capital para os mercados emergentes.”
No ano, o índice DXY, uma média do valor do dólar em relação a moedas selecionadas, acumula queda de 9,82% em 2025, abrindo espaço para o real ganhar espaço na visão dos analistas.
O UBS WM destaca que, historicamente, um dólar mais fraco beneficia os mercados acionários emergentes, a entrada de capital e alivia o peso das dívidas corporativas.
“Além disso, abre espaço para uma política monetária mais flexível nesses países, o que tende a estimular a atividade econômica local, favorecendo o investimento e o consumo.”
Mesmo com possíveis turbulências de curto prazo, o UBS WM mantém visão neutra com viés positivo para ações de mercados emergentes, prevendo alta de 5% a 7% nos próximos 12 meses.
Entre os destaques nesses mercados, o Brasil entra na jogada devido ao valuation atrativo e crescimento sólido, que continua como uma das principais apostas da casa.
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