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Expulso do Facebook por Mark Zuckerberg, Eduardo Saverin transformou sua fatia mínima na empresa em bilhões e hoje é o brasileiro mais rico do mundo.

A Forbes divulgou recentemente a lista dos brasileiros mais ricos do mundo — e no topo aparece um bilionário que deixou o país ainda na infância e foi expulso da empresa que o ajudou a chegar no topo dos ricaços: Eduardo Saverin.
Nascido na cidade de São Paulo em 1982, Saverin se mudou com 11 anos para Miami e cursou Economia na Universidade de Harvard, onde conheceu Mark Zuckerberg. Em 2003, o brasileiro foi o responsável pelo primeiro investimento em um projeto até então despretensioso: o Facebook
Além do aporte inicial, o primeiro servidor do Facebook foi instalado na garagem da casa dos pais de Saverin.
A princípio, quem encabeçava a companhia que viria a se tornar a Meta eram Mark Zuckerberg, Chris Hughes, Dustin Moskovitz e Andrew McCollum.
Mais tarde a dança das cadeiras viria a começar.
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No início, Saverin e Zuckerberg tinham uma parceria promissora: enquanto o brasileiro cuidava das finanças e da administração, Mark Zuckerberg, com sua visão revolucionária, dava vida ao código. Mas, conforme o Facebook ganhava força, a amizade entre os dois cofundadores se deteriorava.
As divergências começaram a surgir, especialmente após a mudança de Zuckerberg para a Costa Oeste dos EUA, onde ele se envolveu com novos investidores e parceiros, como Sean Parker.
O ponto de ruptura aconteceu quando Saverin, que estava mais distante do desenvolvimento diário da rede social, congelou a conta bancária da empresa em um momento crítico. Isso levou Zuckerberg a tomar uma medida drástica: em 2005, ele reestruturou a empresa para diluir a participação do empresário brasileiro, criando uma nova empresa no estado de Delaware. O movimento foi calculado, e a participação de Saverin, que antes era de 24%, caiu para menos de 10%.
Em um ato final, atual brasileiro mais rico do mundo foi formalmente expulso do Facebook, sem direito a ação ou voz na companhia que ajudou a fundar. O que restou foi uma batalha jurídica que culminou com uma compensação financeira para Saverin, e o deixou com apenas 2% da empresa.
Essa história, inclusive, ganhou destaque no filme "A Rede Social".
Com o IPO da Meta em 2012, Eduardo Saverin viu sua fortuna crescer disparar.
Com o valor das ações disparando no mercado, sua participação na empresa, ainda que pequena, se traduziu em bilhões de dólares. Em 2012, a Meta atingiu uma avaliação de US$ 104 bilhões, e Saverin, com seus 2%, foi um dos principais beneficiados.
Além da gigante da tecnologia, Saverin também cofundou a B Capital Group em 2016, uma companhia de investimentos em startups, principalmente as focadas em inteligência artificial, saúde e finanças. A empresa, inclusive, levantou recentemente US$ 750 milhões para ampliar sua presença no mercado de venture capital global.
Em 2009, o brasileiro se mudou para Singapura, onde vive até hoje.
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