O Brasil vai conseguir escapar das tarifas de Trump? Os principais pontos da discussão entre Alckmin e o secretário de comércio norte-americano
Dados apresentados por Alckmin contrariam alegação de Trump de que o saldo do comércio bilateral seria favorável ao Brasil

Em meio a ameaças de novas tarifas e a iminência de uma guerra comercial cada vez mais ampla no exterior, o Brasil e os Estados Unidos concordaram em fazer reuniões bilaterais nos próximos dias para discutir o comércio entre os dois países.
A decisão foi tomada durante videoconferência entre o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.
A conversa teve como pano de fundo novas discussões sobre a ampliação da política tarifária norte-americana.
O contato acontece enquanto o Brasil busca negociar com os americanos uma forma de escapar da sobretaxa que os EUA querem cobrar do aço importado, o que irá afetar as vendas brasileiras para os americanos.
Vale lembrar que, um dia antes do encontro dos políticos, o presidente norte-americano, Donald Trump, citou em discurso que o Brasil encontra-se entre os países aos quais ameaça impor tarifas comerciais.
Alckmin e secretário dos EUA: o que foi discutido no encontro?
Segundo Alckmin, a reunião com os representantes dos EUA destacou os resultados da balança comercial e apresentou os detalhes da política tarifária recíproca.
Leia Também
Fim da escala 6×1: nova regra pode sair do papel antes do segundo turno? Entenda em que pé está a votação
De acordo com comunicado do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), as visões de ambos os políticos se encontraram quanto aos aspectos positivos da relação entre o Brasil e os Estados Unidos.
“O vice-presidente considerou positiva a conversa e acredita que, através do diálogo, será possível chegar a um bom entendimento sobre a política tarifária e outras questões que envolvam a política comercial entre os países”, afirmou a nota do Mdic.
Alckmin reforçou que as duas nações mantêm um volume de comércio de cerca de US$ 80 bilhões por ano — sendo que, ao considerar a balança comercial (isto é, exportações menos importações), os EUA têm superávit de US$ 200 milhões com o Brasil.
O vice-presidente ainda destacou que o país responde pelo sétimo maior superávit comercial de bens dos Estados Unidos.
Ao somar bens e serviços, o superávit comercial dos Estados Unidos com o Brasil supera os US$ 25 bilhões. Isso significa que o Brasil importa US$ 25 bilhões a mais do que exporta para os EUA. O dado contraria a alegação de Trump de que o saldo seria favorável ao lado brasileiro.
- LEIA MAIS: ‘Onde Investir em Março’ está no ar: conheça os ativos mais promissores para investir neste mês
O vice-presidente brasileiro também ressaltou que, dos dez produtos que o Brasil mais importa dos Estados Unidos, oito têm tarifa zero.
“O vice-presidente ressaltou que a intenção do governo brasileiro é fortalecer a complementaridade econômica entre os países e aumentar a reciprocidade, fortalecer nossas empresas e, acima de tudo, contribuir para as boas práticas comerciais entre os dois países”, disse o Mdic, em nota.
Na última terça-feira (4), Trump reforçou seu plano de impor tarifas de 25% sobre o aço e o alumínio que chegam de fora aos Estados Unidos. Alckmin tem defendido a manutenção dessas cotas de exportação de 2018 e uma saída negociada com os Estados Unidos.
*Com informações do Estadão Conteúdo e da Agência Brasil.
ESTÁ VALENDO
Primeiro dia sem bets e R$ 1,3 bilhão em saldo: o prazo para a restituição das apostas on-line começará a correr
6 de outubro de 2026 - 19:28SD EXPLICA
O Brasil vai dar calote na dívida pública? Entenda os riscos para os títulos públicos do Tesouro Direto
6 de outubro de 2026 - 11:41PISOU NO FREIO
Quer vender seu carro? Mercado de usados já não paga como antes — e exige atenção aos elétricos
6 de outubro de 2026 - 8:00DE OLHO NOS BOLETOS
Inquilino não pagou o condomínio? Saiba quem responde pela dívida e o que pode acontecer com o morador inadimplente
6 de outubro de 2026 - 6:01CORRIDA CONTRA O RELÓGIO
Tem dinheiro esquecido nas bets? Faltam poucas horas para sacar antes do fechamento das plataformas
5 de outubro de 2026 - 14:21NO RETROVISOR
Mega-Sena acumulada se aproxima dos R$ 100 milhões e cola de vez na +Milionária
5 de outubro de 2026 - 7:48ELEIÇÕES 2026
Eleições 2026: como fazer sua ‘colinha’ para votar? Veja a ordem dos candidatos na urna
4 de outubro de 2026 - 11:39LOTERIAS
Lotofácil premia aposta solitária de São Paulo em R$ 1,83 milhão; veja o que aconteceu com a Mega-Sena e outras loterias
4 de outubro de 2026 - 10:21GÁS RENOVADO
Gás do Povo outubro 2026: veja critérios e como receber gás grátis do governo
4 de outubro de 2026 - 5:13O QUE BOMBOU
Chinelo-mule polêmico da Havaianas, o que falta para a Hapvida se recuperar e o fim da greve da Caixa: veja as mais lidas da semana
3 de outubro de 2026 - 17:24VEJA COMO VOTAR
Seu Dinheiro é finalista do Prêmio +Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças 2026; veja como votar
3 de outubro de 2026 - 10:00PARA OS ESTUDANTES
Pé-de-Meia outubro 2026: veja quem recebe a sétima parcela e as datas de depósito
3 de outubro de 2026 - 5:08MOMENTO PROMISSOR
Recuperação do setor de shoppings anima BB Investimentos; veja por que Allos (ALOS3) e Multiplan (MULT3) tiveram preços-alvo elevados
2 de outubro de 2026 - 19:00INDECISÃO?
Já não basta bater recorde para a Embraer (EMBJ3)? Entregas do terceiro trimestre dividem JP Morgan e Santander
2 de outubro de 2026 - 16:30DEPOIS DA QUEDA
A mulher por trás da farsa da Theranos quebra o silêncio: o que esperar do documentário que revela sua versão da história?
2 de outubro de 2026 - 14:07BOLA DIVIDIDA
Lotofácil 3794 posiciona 3 ganhadores a meio caminho do primeiro milhão de reais; Mega-Sena 3065 acumula e prêmio aumenta para R$ 82 milhões
2 de outubro de 2026 - 6:28OLHO NO CALENDÁRIO
INSS e BPC/LOAS outubro 2026: veja quando os benefícios serão depositados
2 de outubro de 2026 - 5:07O FUTURO DA BOLSA
Eleições 2026: o que pode levar o Ibovespa aos 248 mil pontos — ou derrubá-lo a 165 mil, segundo a XP
1 de outubro de 2026 - 19:50AÇÃO NO EXTERIOR