Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
‘UM ANÃO POLÍTICO’

Nem todo mundo curtiu: líderes europeus se queixam de acordo fechado com os EUA, e setores pedem tarifa zero; entenda o que incomodou

Setores-chave da economia europeia seguem sendo alvos das tarifas de Trump, e líderes enxergam que a UE saiu enfraquecida

Estados Unidos e União Europeia
Estados Unidos e União Europeia - Imagem: Shutterstock

Inicialmente, o acordo entre os EUA e a União Europeia (UE) anunciado no último domingo (27) foi recebido com alívio, uma vez que reduziu as tarifas de 30% para 15% sobre os produtos europeus importados pelo parceiro comercial.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Porém, os líderes da UE pegaram os óculos, limparam as lentes e estão lendo as letras miúdas. O conteúdo, agora, não está agradando mais. Uma enxurrada de críticas dos países-membros do bloco começaram a circular no mercado.

Karl Falkenberg, ex-diretor-geral adjunto da Direção do Comércio da Comissão Europeia, afirmou que “seria difícil imaginar um acordo pior”.

“Isso nos lembra que a UE ainda é um gigante econômico e um anão político. Trump conseguiu uma mudança substancial nas tarifas, sem qualquer reequilíbrio por parte da União Europeia”, disse Falkenberg.

A negociação entre o bloco e os EUA é criticada principalmente por conta de setores-chave da economia europeia que seguem sendo alvo de tarifas, como carros, vinhos e itens de luxo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o Conselho Europeu, os países comercializaram US$ 2 trilhões em produtos desses segmentos no ano passado.

Leia Também

INVESTIMENTOS

Tesouro Selic, prefixado ou IPCA+? Veja o que os analistas indicam como melhor opção no Tesouro Direto

Conteúdo Empiricus

Selic é reduzida e chega aos 14,25% ao ano, mas é ‘inevitável’ que cortes nos juros sejam pausados eventualmente, diz analista

Além disso, pontos do acordo como a não retaliação por parte da UE, também repercutiram negativamente.

Críticas atrás de críticas

Entre os membros da União Europeia que se posicionaram contra o acordo, o governo da França foi o mais estridente. Para os líderes franceses, o bloco deveria retaliar as taxas de Trump e alertou que a Europa saiu politicamente enfraquecida da mesa de negociações.

As ameaças do republicano eram ainda mais rejeitadas pelo presidente, Emmanuel Macron, que defendia que a única saída para a UE era impor tarifas como demonstração de força.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“É um dia sombrio quando uma aliança de povos livres, reunidos para afirmar seus valores e defender seus interesses, resolve se submeter (aos EUA)”, escreveu o primeiro-ministro François Bayrou por meio de suas redes sociais.

Já Benjamin Haddad, ministro da França responsável por assuntos europeus, indicou que o acordo comercial de Trump constituía uma “tática predatória”. 

“O livre-comércio que trouxe prosperidade compartilhada a ambos os lados do Atlântico desde o fim da 2ª Guerra Mundial está agora sendo rejeitado pelos Estados Unidos, que optaram pela coerção econômica e pelo completo desrespeito às regras da OMC [Organização Mundial do Comércio]”, escreveu em redes sociais.

Mas não foi apenas o humor dos franceses que azedou com as negociações. O pacto firmado com Trump também foi criticado por um membro do alto escalão do conselho da Federação das Indústrias Alemãs (BDI), Wolfgang Niedermark.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele indicou a baixa competitividade da UE como o principal motivo para o fracasso em estabelecer um acordo melhor. “A Comissão Europeia simplesmente não tinha uma boa posição de negociação”, afirmou ao Financial Times.

Além disso, políticos da extrema-direita da França e da Alemanha criticaram duramente as negociações sobre o tarifaço de Trump.

Alice Weidel, líder do partido de extrema-direita alemão, escreveu na rede social X (antigo Twitter): “Tarifas de 15%, a obrigação de obter armas e energia dos EUA não são um acordo, mas um tapa na cara dos consumidores e produtores europeus!”, opinou.

Já a líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, reclamou que a União Europeia, com 27 Estados-membros, recebeu “condições piores do que o Reino Unido”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Copo meio cheio: novos acordos além dos EUA

Apesar da enxurrada de críticas, há quem esteja vendo o copo meio cheio. A associação da indústria alemã VDMA, que representa mais de 3,6 mil empresas, indicou que o pacto firmado não deve ser visto “como um ‘novo normal’”. 

“A UE deve agora fortalecer consistentemente sua competitividade, expandir o mercado interno, aumentar a independência em defesa e matérias-primas, se afirmar como um espaço econômico aberto e concluir acordos comerciais com novos parceiros”, escreveu o presidente da associação, Bertram Kawlath, em comunicado.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, compartilha da mesma avaliação que a VDMA. Em coletiva, ele defendeu que os europeus “precisam agir em conjunto” e devem diversificar suas relações comerciais.

“Na semana passada, estive em dois países que fazem parte do Mercosul. Eu acredito que esse é o caminho, temos de diversificar nossas relações comerciais, fazer isso com regiões e blocos”, disse.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, Sánchez afirmou que valoriza os esforços feitos pela Comissão Europeia e apoia o acordo tarifário, mas “sem nenhum entusiasmo”.

Já para a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, o acordo foi “positivo”. A líder italiana avalia que “uma escalada comercial teria consequências imprevisíveis e potencialmente devastadoras”.

Apesar de apoiar o novo pacto, Meloni afirmou que “ainda há uma luta a ser travada”, pois ainda é preciso garantir que setores mais sensíveis sejam preservados.

Líderes exigem tarifa zero para setores-chaves europeus

A Câmara de Comércio Americana em Bruxelas também comemorou o acordo, afirmando que as negociações trazem alívio às empresas europeias. Porém, pressionou pela tarifa zero em alguns setores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“[A taxa de 15%] ainda representa um aumento significativo no custo de negociação”, afirmou.

E não foi só a entidade que defendeu a presença de setores na lista da tarifa zero. Os produtores de whiskey pedem pelo retorno permanente à isenção de impostos.
*Com informações do Estadão Conteúdo e Financial Times.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Jogadores da Espanha em campo 19 de junho de 2026 - 15:41
Logo da marca Apple em uma fachada de prédio 19 de junho de 2026 - 13:15
suplemento alimentar anvisa ID da foto:2209671901 19 de junho de 2026 - 11:00
toy story 5 calvo cinema 19 de junho de 2026 - 9:30
seleção brasileira no gramado 19 de junho de 2026 - 7:08
brasil 18 de junho de 2026 - 19:52
anvisa antibioticos ID da foto:2224149495 18 de junho de 2026 - 14:56
leilão itau banco itub4 mercado imobiliário (1) 18 de junho de 2026 - 14:15
blackrock ação brasileira 18 de junho de 2026 - 9:47
Irã e EUA 18 de junho de 2026 - 8:00
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar