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BALANÇO DO MÊS

Na máxima histórica, Ibovespa é um dos melhores investimentos de outubro, logo atrás do ouro; veja o ranking completo

Principal índice da bolsa fechou em alta de 2,26% no mês, aos 149.540 pontos, mas metal precioso ainda teve ganho forte, mesmo com realização de ganhos mais para o fim do mês

Touro, gráfico e ouro representando alta das ações e do metal precioso
Alta das ações e do ouro. - Imagem: ChatGPT/Seu Dinheiro

Outubro pode até ser o mês das bruxas, mas em 2025 foi também um mês de alívio e não de sustos para os mercados financeiros. Apesar de ter passado por correções, o ouro ainda fechou como o melhor investimento do mês. Em segundo lugar veio a bolsa, cujo principal índice, o Ibovespa, fechou em alta de 2,26%, aos 149.540 pontos, novo recorde de fechamento.

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A dobradinha se repete no desempenho anual. O GOLD11, ETF de ouro que o ranking dos melhores investimentos do Seu Dinheiro acompanha, acumula alta de 32,92% em 2025, enquanto o Ibovespa se valoriza 24,32%.

Os juros futuros de prazos mais curtos também recuaram, o que beneficiou os títulos públicos prefixados e indexados à inflação de curto e médio prazos.

Os juros longos, no entanto, continuaram descolados do movimento de otimismo e tiveram alta, puxando para baixo os preços dos títulos públicos com vencimentos de 2035 em diante. No ano, porém, esses papéis têm desempenho positivo, embora inferior ao CDI.

Quem também esteve descolado do ambiente de alívio e otimismo com os ativos de risco foi o dólar, que fechou em alta, aos R$ 5,38. A cotação PTAX subiu 1,25% no mês, enquanto a cotação à vista avançou 1,08%. De qualquer maneira, no ano a moeda americana ainda perde cerca de 13% ante o real.

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O bitcoin, por sua vez, continuou andando de lado (para os padrões de uma criptomoeda) e fechou em baixa de 3,23%, uma das maiores perdas do mês.

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Veja a seguir o ranking dos melhores e piores investimentos de outubro:

Os melhores investimentos de outubro

InvestimentoRentabilidade no mêsRentabilidade no ano
Ouro (GOLD11)4,61%32,92%
Ibovespa2,26%24,32%
Dólar PTAX1,25%-13,04%
CDI*1,22%11,70%
Tesouro Selic 20281,20%-
Tesouro Selic 20311,18%-
Tesouro Prefixado 20281,08%-
Dólar à vista1,08%-12,94%
Poupança nova**0,67%6,75%
Poupança antiga**0,67%6,75%
Índice de Debêntures Anbima Geral (IDA - Geral)*0,24%13,32%
Tesouro IPCA+ 20290,13%8,89%
IFIX0,12%15,32%
Tesouro Prefixado 20320,09%-
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2035-0,22%15,84%
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035-0,26%8,17%
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060-0,86%-
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045-1,32%7,39%
Tesouro IPCA+ 2050-2,55%-
Bitcoin-3,23%3,13%
Tesouro IPCA+ 2040-3,45%-
(*) Até dia 30/10. (**) Poupança com aniversário no dia 28.
Todos os desempenhos estão cotados em real. A rentabilidade dos títulos públicos considera o preço de compra na manhã da data inicial e o preço de venda na manhã da data final, conforme cálculo do Tesouro Direto.
Fontes: Banco Central, Anbima, Tesouro Direto, Broadcast e Coinbase, Inc..

Outubro foi marcado por uma série de acontecimentos que deram um desfecho positivo a histórias que traziam tensão aos mercados de ações, juros e câmbio.

No campo geopolítico, o avanço das conversas entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o presidente Lula em relação às tarifas, inclusive com um encontro entre ambos, trouxe otimismo com o comércio exterior.

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Outro fator que animou muito os mercados globais e também o doméstico foi o fechamento de um acordo entre Estados Unidos e China após Trump ter ameaçado o país asiático com novas tarifas.

Com esses grandes elefantes deixando a sala, houve espaço para alívio nos juros e aumento do apetite a risco, turbinado pela expectativa de cortes nas taxas, tanto aqui quanto nos Estados Unidos.

Nos EUA, aliás, o Federal Reserve anunciou mais um corte de 0,25 ponto percentual, enquanto bons indicadores de inflação por aqui também reforçaram a expectativa de cortes na Selic no ano que vem.

Do ponto de vista microeconômico, a temporada de balanços animou as bolsas norte-americanas, assim como a B3, com alta das ações de big techs em Wall Street, e bons desempenhos de papéis como Vale (VALE3) e WEG (WEGE3) por aqui.

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As maiores altas do Ibovespa em outubro

EmpresaCódigoVariação
UsiminasUSIM534,04%
CSNCSNA319,49%
Metalúrgica GerdauGOAU416,49%
WEGWEGE315,06%
GerdauGGBR414,03%
HyperaHYPE313,68%
ValeVALE313,34%
CognaCOGN311,98%
EnevaENEV310,63%
YduqsYDUQ39,98%
Fonte: B3/Broadcast

As maiores quedas do Ibovespa em outubro

EmpresaCódigoVariação
BravaBRAV3-17,91%
HapvidaHAPV3-12,75%
Magazine LuizaMGLU3-11,77%
MarcopoloPOMO4-11,45%
FleuryFLRY3-9,85%
AssaíASAI3-9,57%
MBRFMBRF3-7,98%
RaízenRAIZ4-6,86%
Petrobras ONPETR3-6,72%
VamosVAMO3-6,09%
Fonte: B3/Broadcast

Renda fixa

No âmbito da renda fixa, as aplicações pós-fixadas (indexadas ao CDI ou à Selic) continuaram pagando uma remuneração alta, acima de 1%, com a taxa básica de juros estacionada em 15%.

Já entre os prefixados e indexados à inflação, apenas os papéis de médio e curto prazos se valorizaram, animados pelo alívio nos juros desses vencimentos. Afinal, quando as taxas desses papéis caem, os preços sobem, e vice-versa.

Os papéis de prazos mais longos ainda continuam assombrados pelo risco fiscal elevado e a perspectiva de que a Selic, quando cair, não poderá recuar tanto assim.

Ouro e bitcoin

Nas suas máximas históricas, o ouro começou a exibir uma correção no fim deste mês, mas ainda permaneceu com a maior valorização de outubro.

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Há quem acredite que o movimento secular de alta do metal precioso deve prosseguir, com continuidade do movimento de compra para diversificação de reservas por parte dos bancos centrais. Falamos um pouco sobre isso nesta outra matéria.

Já o bitcoin tem falhado na sua suposta vocação de ouro digital e já devolveu boa parte do ganho do ano. Ainda que seu comportamento seja similar ao de ativos de risco, notadamente ações de tecnologia, e não de uma reserva de valor, os preços fecharam o mês em queda mesmo com o alívio das negociações entre EUA e China e o corte de juros pelo Fed.

A principal criptomoeda do mundo começou outubro na sua máxima histórica, o que sugere uma realização de lucros por parte dos investidores diante de um ativo que possa ter "subido demais".

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