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DENTRO DO ESPERADO?

A inflação no Brasil está ‘normal’? Em fórum internacional, Haddad vê indicadores ‘dentro da normalidade’ na era do Plano Real

O ministro da Fazenda participou de painel do Fundo Monetário Internacional, onde comentou também sobre dólar e ajuste fiscal

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad. - Imagem: Flickr/ Ministério da Fazenda

A saga do Brasil com a inflação é uma história de muitos capítulos, o que faz com que o tema da alta de preços seja um tópico relativamente sensível para muitos brasileiros, especialmente aqueles que viveram os períodos de hiperinflação.

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O mercado financeiro também tem estado bem arisco com os indicadores de inflação, mas, para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a taxa em torno de 4 a 5% está “relativamente dentro da normalidade para o Plano Real”.

Haddad reforçou que o Brasil deixou para trás o período em que os indicadores de preço superavam o patamar dos dois dígitos.

O ministro também ponderou que a valorização do dólar no mundo pressionou a inflação. Isso exigiu a ação do Banco Central, que adotou uma política monetária contracionista para controlar a inflação.

Com a valorização do real ante o dólar nas últimas semanas, Haddad espera uma estabilização nos preços.

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As declarações foram feitas nesta segunda-feira (17) no painel "Um caminho para a resiliência dos Mercados Emergentes" na Conferência do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Al-Ula, na Arábia Saudita.

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Além de falar sobre a inflação, Haddad voltou a tocar no tema da reforma tributária sobre o sistema de consumo e disse que o ajuste fiscal que está em curso não é recessivo.

No entendimento do ministro, esse ajuste garantiu uma taxa de crescimento próxima de 3,5% em 2024, mesmo com a elevação dos juros para garantir a convergência da inflação à meta.

"O aumento das taxas será no curto prazo. O dólar voltou a um nível adequado e caiu 10% nos últimos 60 dias. Eu acho que isso vai fazer com que a inflação se estabilize", afirmou.

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Ao iniciar sua fala, Haddad defendeu que o Brasil trabalha para encontrar um caminho de equilíbrio e sustentabilidade, mesmo encarando um ajuste fiscal importante e em meio a adversidades do cenário externo, como o fortalecimento do dólar.

O ministro também falou sobre a presidência do Brasil no G20, reforçando que o país defendeu uma reglobalização sustentável, não só dirigida pelos interesses de mercado, mas também pelo combate às desigualdades regionais e à distribuição de oportunidades econômicas.

A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, que mediou o debate, reforçou no início de sua fala que o foco na resiliência ganhou relevância nos últimos anos com o aumento da frequência e intensidade dos choques.

Por isso, defendeu que as economias tenham capacidade para antecipá-los e também para absorver esses impactos.

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* Com informações do Estadão Conteúdo.

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