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Alerta Selic: o que pode impedir o BC de cortar os juros, segundo Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG Pactual

A projeção do banco é que a Selic encerre 2025 em 15% e que os cortes comecem de forma gradual em janeiro, alcançando 12% ao final de 2026

Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG Pactual - Imagem: Montagem Canva Pro/ Seu Dinheiro

O Banco Central deve iniciar o ciclo de corte de juros a partir de janeiro, com um afrouxamento de três pontos percentuais (pp) ao longo de 2026, mas foi fatores podem parar a autoridade monetária, segundo Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG Pactual: movimentos bruscos no câmbio e um cenário fiscal pior do que o esperado.

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A projeção do banco aponta para a Selic encerrando 2025 e que cortes graduais dos juros a partir daí coloque a taxa básica em 12% ao final de 2026 — movimento sustentado pela desaceleração da inflação e pela estabilidade do câmbio.

“No final de janeiro de 2026, teremos a primeira reunião do Banco Central para decidir taxa de juros e acreditamos que ele [o BC] irá iniciar o ciclo de corte de juros”, disse Mansueto em evento do BTG.

O principal risco para a trajetória de cortes, segundo ele, é o comportamento da taxa de câmbio. “Em ano de eleição, em geral, costuma ter muita volatilidade no mercado”, afirmou.

O economista avalia que, caso ocorra algum movimento inesperado na taxa — como o dólar avançar para patamares entre R$ 5,80 e R$ 6,00 —, o BC possivelmente teria que interromper o ciclo de cortes. Ele ressaltou que a projeção de flexibilização da Selic pressupõe um câmbio mais estável, entre R$ 5,30 e R$ 5,40.

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Para o BTG, no entanto, o cenário-base segue favorável, com o câmbio tendendo a não se afastar muito do nível atual.

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Política fiscal: uma fonte de risco para o corte de juros

A política fiscal também aparece entre os riscos. Parte dos agentes do mercado teme que o governo adote novos programas no ano eleitoral, potencialmente gerando uma surpresa indesejada na inflação.

Mansueto, porém, avaliou que esse risco é limitado devido à fragilidade do governo no Congresso.

Ele também chamou atenção para possíveis pressões vindas dos Estados. “Vários Estados estão com caixa relativamente gordo. Se eles aumentarem muito o gasto público, isso também será inflacionário”, disse.

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“Se vier um impulso fiscal muito grande dos governos estaduais e do governo federal, gastando muito além do que a gente espera, pode mudar totalmente o cenário de inflação”, afirmou.

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