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Bia Azevedo

Bia Azevedo

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2025, esteve entre os 50 jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já trabalhou como coordenadora e editora de conteúdo das redes sociais do Seu Dinheiro e Money Times. Além disso, é pós-graduada em Comunicação digital e Business intelligence pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

ENTREVISTA

Brasil vai conseguir escapar das garras de Trump? Saiba qual é a ‘bala de bronze’ do país na guerra comercial, segundo este gestor

O Seu Dinheiro conversou com o head de renda variável do ASA, Marcelo Nantes Souza, que apontou para um possível trunfo do Brasil na negociação com os EUA

Bia Azevedo
Bia Azevedo
28 de julho de 2025
16:47 - atualizado às 13:53
Marcelo Nantes de Souza, head de renda variável do Asa, diante de uma escada marrom. Ele está de terno e usa óculos, moreno.
Marcelo Nantes de Souza, head de renda variável no ASA - Imagem: Divulgação

As tarifas de 50% dos Estados Unidos contra as importações brasileiras devem entrar em vigor na sexta-feira (1) se a negociação com o governo Trump não vingar. Por mais que Brasília queira um acordo e esteja trabalhando para isso, as conversas são complicadas já que nascem como uma provocação política dos norte-americanos, sem embasamento econômico. 

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Embora Marcelo Nantes de Souza, head de renda variável do ASA, diga que é difícil tentar prever quanto tempo essa situação vai durar, ele aponta um trunfo brasileiro para remediar a situação: as terras raras — um grupo de 17 elementos químicos essenciais à produção dos “super ímãs”, usados desde motores de carros elétricos até equipamentos militares.

O Brasil detém a segunda maior reserva global desses minérios, com 25% das terras raras disponíveis. Em primeiro lugar vem a China —  que domina tanto a extração como o refino desses elementos — e que já chegou a um entendimento com o governo norte-americano sobre o assunto. 

Esses elementos estiveram no centro das negociações tarifárias entre as duas maiores economias do mundo. Quando Trump começou a escalar sua guerra comercial, Pequim limitou as exportações de sete terras raras e de super-ímãs, pressionando Washington a ir para a mesa de negociações.

Ao New York Times, o consultor automotivo Michael Dunne afirmou que as medidas da China poderiam paralisar completamente a produção de veículos nos EUA, além de colocar em xeque a produção de outras tecnologias e até  mesmo o poderio militar norte-americano — e é aqui que o Brasil entra.

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A “bala de bronze” do Brasil contra as tarifas de Trump

“Parece que os Estados Unidos estão na mão da China e precisam de uma alternativa. Isso pode ser uma boa saída para o Brasil começar uma negociação com a Casa Branca”, afirma Nantes.

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“Eu diria que é mais uma bala de bronze. A bala de prata mesmo é a da China, que cortou o fornecimento diante da ausência de negociações. Com isso, os Estados Unidos ficaram sem alternativa”, disse ele ao Seu Dinheiro.

Cabe lembrar que, apesar do grande volume desses minerais em solo brasileiro, nós ainda não comercializamos terras raras para o mundo dada a complexidade do refino.

Tarifas de Trump: o Brasil vai conseguir sair dessa? 

Nantes não espera que a situação se resolva até a próxima sexta ou que a taxa volte para os 10% anunciados em abril. 

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“Muita gente acha que tudo se resolve no dia primeiro de agosto, mas pode se estender. É uma tarifa provisória, ainda tem espaço para negociação, o próprio Trump já postergou decisões antes”, diz.

“O que a gente tem visto é que a maioria dos países está ali entre 15% e 20%. Se o Brasil conseguir ficar nesse intervalo, todo mundo vai sair cantando vitória, do jeito que Trump gosta. Ele vai se gabar por ter aumentado as taxas contra nós e o governo brasileiro também vai vender como um grande feito por ter conseguido negociar", afirma.

No entanto, o gestor não parece muito alarmado no caso da manutenção da sobretaxa de 50%. “Isso quer dizer que não haverá mais importação [norte-americana]. Com uma tarifa de 10%, o fluxo de café, por exemplo, continuaria. Mas com 50% não vai acontecer. O fluxo para”, acrescenta.

Para ele, o volume de mercadorias que deixaria de ser destinada aos EUA, passaria a ser quase completamente absorvida por outros países.

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“O grosso das exportações brasileiras, tirando aviões, que são um caso à parte, está nas commodities: suco de laranja, carne, café... produtos que estão nas manchetes todos os dias. Esses fluxos se reorganizariam. É ruim, sim, mas não é o fim do mundo”, afirma.

E a bolsa, como fica? 

No primeiro semestre de 2025, a bolsa brasileira se beneficiou do fluxo gringo saindo dos mercados norte-americanos diante da instabilidade causada pela guerra tarifária. No período, o Ibovespa subiu 15%, em boa parte apoiado pelo capital que veio parar aqui.

Nantes destaca que essa tendência começou a se reverter nas últimas semanas, com dois fatores: o acirramento da guerra comercial de Trump e as questões domésticas brasileiras — com a tensão fiscal.

"Acredito que a trajetória dos juros por aqui é ainda mais relevante para a bolsa. Se a inflação seguir sob controle, a atividade econômica desacelerar de forma moderada e o Federal Reserve [Fed, BC dos EUA] começar a cortar juros lá fora, o ambiente para redução dos juros aqui vai melhorar bastante. E isso teria um impacto muito positivo na bolsa”, afirma.

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No entanto, há uma pedra no meio do caminho…

As eleições de 2026

A expectativa de boa parte do mercado até o dia em que Trump anunciou as tarifas de 50% era de que haveria alternância de poder no ano que vem — para um governo com mais responsabilidade fiscal. Mas o embate contra os EUA favoreceu a popularidade de Lula e estremeceu essa tese.

Para ele, no entanto, o ‘pêndulo’ não virou em favor do petista, apenas voltou ao seu ponto de equilíbrio depois de um período de entusiasmo exagerado com a oposição.

“O mercado se antecipou no otimismo sem base nenhuma.Tem gente dizendo que a rejeição do Lula está alta, achando que ele vai simplesmente aceitar isso e ficar parado em Brasília. Isso não faz sentido. A rejeição está voltando para níveis normais. Esse otimismo exagerado com o Tarcísio é que tirou o pêndulo do lugar”, diz Nantes.

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Para o gestor, é cedo para cravar qualquer cenário eleitoral com convicção. Ele acredita que, como em eleições anteriores, a disputa deve continuar acirrada. 

Investimentos promissores diante do cenário

Diante desse cenário, Nantes diz que o foco do ASA tem sido na preparação para uma possível desaceleração da economia brasileira no segundo semestre. 

“Não estamos muito positivos em commodities, com dólar fraco e uma China com atividade mais questionável”, diz.

Com isso, o posicionamento da casa tem se voltado para setores menos expostos ao ciclo econômico. “Quando a gente vê uma desaceleração na atividade do Brasil, não dá para estar em setores muito dependentes disso. Então, estamos procurando áreas menos cíclicas, mais domésticas”. 

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As construtoras voltadas para a baixa renda estão entre as recomendações da casa. Cabe lembrar que, diferente da lógica de outros setores, na construção civil as empresas com exposição às rendas mais baixas são as mais resilientes a momentos delicados da economia por causa do “teto” que o Minha Casa Minha Vida (MCMV) impõe aos juros cobrados. 

Nantes cita as ações de Direcional (DIRR3) e Cury (CURY3). Além disso, a Cyrela (CYRE3), que apesar de ser de alta renda, tem avançado no MCMV. No segundo trimestre de 2025, houve um aumento de quase 180% nas vendas do segmento frente ao mesmo período do ano passado, alcançando R$ 1,3 bilhão.

Junto com a construção civil, o gestor também aposta no setor de logística, com destaque para a Rumo (RAIL3)

“Com a safra forte que tivemos e a ferrovia ligando o Mato Grosso ao Porto de Santos, a demanda está garantida, independentemente de a economia estar aquecida ou não. E, se os juros começarem a cair, ela tende a se beneficiar ainda mais, já que possui uma dívida relativamente alta”, diz. 

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A Ecorodovias (ECOR3) também aparece como uma ação promissora na visão de Nantes.

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