🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Trump vai recuar e mesmo assim cantar vitória?

Existe um cenário onde essa bagunça inicial pode evoluir para algo mais racional. Caso a Casa Branca decida abandonar o tarifaço indiscriminado e concentrar esforços em setores estratégicos surgirão oportunidades reais de investimento.

15 de abril de 2025
6:05 - atualizado às 19:47
O presidente dos EUA, Donald Trump, no Super Bowl.
O presidente dos EUA, Donald Trump, no Super Bowl. - Imagem: Ben Liebenberg/NFL

Como era de se esperar, a guerra comercial desencadeada por Donald Trump segue ditando o ritmo dos mercados globais. Nos últimos dias, porém, alguns recuos da Casa Branca permitiram uma recuperação parcial dos ativos, depois do verdadeiro massacre que se seguiu ao anúncio das tarifas supostamente “recíprocas”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A retomada dos mercados, contudo, tem sido lenta e desconfiada. Afinal, o pano de fundo segue inalterado: o consenso de menor crescimento para os EUA se consolida, enquanto o risco de choques inflacionários derivados das tarifas permanece no radar. Em outras palavras: os investidores até respiram, mas não largam o colete salva-vidas.

A grande dúvida, evidentemente, é se o protecionismo mais agressivo dos EUA veio para ficar — um novo regime estrutural — ou se tudo não passa de mais um capítulo caótico da já tradição trumpista de negociação.

Por ora, o mercado parece ter feito sua aposta: o excepcionalismo americano, que ancorou carteiras globais especialmente nos últimos anos, está sendo corroído em câmera lenta — mas de forma consistente.

Não à toa, o dólar escorregou para a mínima em seis meses, os Treasuries perderam sua aura de porto seguro, e os índices de ações dos EUA derreteram. Nada mais lógico: credibilidade, uma vez colocada em xeque, não se recompõe do dia para noite.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Trump começou sua guerra comercial acreditando que travaria uma disputa de fluxo comercial. Acabou criando um problema de crescimento econômico. E, no meio do caminho, produziu um dano reputacional considerável — uma crise de confiança.

Leia Também

É dentro desse cenário que novos recuos da Casa Branca funcionam muito mais como tentativas de contenção de danos do que propriamente como viradas de jogo. O problema, como sempre, é que a destruição de reputação é rápida.

Trump e o dano reputacional

Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, os EUA não foram apenas a maior economia do planeta — foram o fiador institucional da ordem econômica global. Eram eles que seguravam as pontas do comércio internacional, da estabilidade financeira e, principalmente, da previsibilidade geopolítica. Era uma questão de confiança.

Foram décadas construindo instituições multilaterais, fomentando a redução de tarifas, defendendo o livre fluxo de capitais e a resolução de conflitos dentro de um sistema de regras — regras que, vale lembrar, os próprios EUA ajudaram a escrever. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Pois bem. O problema central da crise atual não é só a tarifa de 145% sobre produtos chineses. O problema maior — e muito mais difícil de reverter — é o dano reputacional.

O que acontece com a arquitetura do comércio global quando justamente o arquiteto original resolve jogar fora o manual que ele próprio criou? Essa dúvida é o que está alimentando a desconfiança dos mercados — e explica o mau humor do mercado.

Ainda assim, nos últimos dias, vimos algum alívio. A decisão da Casa Branca de adiar por 90 dias a implementação das tarifas mais duras — estabelecendo uma alíquota padrão de 10% para quase todos os parceiros (com exceção óbvia da China) — trouxe ao menos um simulacro de previsibilidade para um cenário que beirava o descontrole.

Além disso, na sexta-feira à noite, o governo americano apresentou, em um memorando tardio, “esclarecimentos” sobre as exceções ao tarifaço — não por espírito conciliador, mas por pura necessidade política, já que havia cutucado o setor mais barulhento e influente da economia americana: o de tecnologia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na prática, o documento livra temporariamente da tarifa recíproca de 125% cerca de 20 categorias de produtos eletrônicos — justamente os itens mais sensíveis para o consumidor americano e para as grandes empresas.

Semicondutores, smartphones, computadores, cartões SD, TVs de tela plana. Estamos falando de algo próximo a US$ 390 bilhões em importações por ano — sendo mais de US$ 100 bilhões só da China.

Não parou por aí. Em mais um recuo, Trump também resolveu aliviar tarifas de 25% sobre peças automotivas.

O padrão, no entanto, permanece o mesmo: recuar quando necessário, mas vender isso como vitória. Trump não tem problema algum em dar dois passos para trás — desde que consiga gritar que, na verdade, avançou três.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas é bom não se enganar: o alívio das gigantes de tecnologia está longe de ser definitivo. Os produtos eletrônicos podem até ter escapado da tarifa recíproca de 145%, mas permanecem sujeitos à tarifa geral de 10% sobre todas as importações para os EUA e, se fabricados na China, enfrentam um adicional de 20%.

O veneno de Trump

Ocorre que, mais do que o nível das tarifas em si, o verdadeiro veneno está na natureza errática da política comercial.

Anuncia-se um tarifaço, depois recua-se em parte, depois volta-se a ameaçar, depois concede-se exceção, depois insinua-se que a exceção será retirada. Não é só sobre o custo das tarifas. É sobre a impossibilidade de se planejar diante de um governo que opera no improviso e na base da chantagem.

E aí reside o maior pecado econômico da atual política americana: não é só o protecionismo em si que assusta — é a completa imprevisibilidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O custo adicional de uma tarifa pode até ser absorvido ou repassado. Já o custo da incerteza é estrutural: corrói investimentos, desorganiza cadeias produtivas e mina a confiança no país que, ironicamente, sempre vendeu previsibilidade como principal ativo.

Fica cada vez mais claro o desenho por trás da estratégia de Trump: dissociar (decoupling), à força, os Estados Unidos de parte relevante do comércio global. Forçar uma redução dos déficits bilaterais e, de quebra, financiar cortes de impostos.

O problema? É uma visão romântica e anacrônica da economia americana. Não estamos em 1950. Os Estados Unidos não serão, de novo, a nação das fábricas de sapatos, torradeiras ou camisetas. A realidade logística, econômica e social de 2025 é outra.

Não há escala viável, não há custo competitivo e, convenhamos, não há trabalhador americano disposto a trocar um emprego de alto valor agregado, ar-condicionado e benefícios, por uma linha de montagem de baixa qualificação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Claro que há espaço — e até necessidade — para uma rediscussão das cadeias globais de suprimentos, na questão do comércio internacional, sobretudo em setores críticos como tecnologia e defesa. Há argumentos sólidos para políticas industriais bem desenhadas em áreas estratégicas. Mas não é isso que estamos vendo.

O que temos hoje é muito menos um plano industrial — e muito mais um tarifaço improvisado, indiscriminado e, em muitos casos, contraproducente. Um protecionismo que não aponta para reindustrialização real, mas para inflação, incerteza e isolamento.

O plano original?

Se há um exemplo do que deveria estar no centro da estratégia comercial americana, ele certamente passa longe de tarifas indiscriminadas sobre qualquer bem que cruze a fronteira.

Um caso emblemático dessa lógica correta foi o anúncio de que a Nvidia irá projetar e fabricar, pela primeira vez, supercomputadores de inteligência artificial inteiramente nos Estados Unidos. A gigante da tecnologia vai instalar unidades de produção de chips no Arizona e montar seus supercomputadores no Texas. Ótimo!

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É exatamente esse o tipo de movimento — tecnologia de ponta, com alto valor agregado e relevância estratégica — que justificaria o esforço da Casa Branca.

A estratégia de Donald Trump, entretanto, parece ter sido pensada para tornar produtos importados artificialmente caros para, assim, empurrar os consumidores a comprarem produtos "Made in USA".

Na prática, o resultado penaliza as famílias americanas, encarece insumos para as próprias empresas locais, reduz a diversidade de produtos disponíveis e, ironicamente, dificulta ainda mais a vida da indústria doméstica.

Ainda assim, sejamos justos: existe, sim, um cenário onde essa bagunça inicial pode evoluir para algo mais racional. Caso a Casa Branca decida abandonar o tarifaço indiscriminado e concentrar esforços em setores estratégicos — tecnologia, semicondutores, infraestrutura crítica — surgirão oportunidades reais de investimento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas para chegar lá, Trump precisará recuar em mais algumas frentes, sentar à mesa, negociar, ajustar o discurso e, acima de tudo, tentar recuperar parte da credibilidade perdida no início de seu segundo mandato.

Tudo isso, claro, sem jamais admitir que errou — porque, bem, sabemos com quem estamos lidando. Resta a dúvida: o mundo vai comprar essa reviravolta silenciosa como se fosse parte do plano original?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DÉCIMO ANDAR

Hora de olhar quem ficou para trás: fundos imobiliários sobem só 3% no ano, mas cenário pode estar prestes a virar

1 de março de 2026 - 8:00

Primeiro bimestre de 2026 foi intenso, mas enquanto Ibovespa subiu 18%, IFIX avançou apenas 3%; só que, com corte de juros à vista, é hora de começar a recompor posições em FIIs

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Turismo avança e cidades reagem – mas o luxo continua em altitude de cruzeiro

28 de fevereiro de 2026 - 9:02

Entre as cabines de primeira classe e os destinos impactados pelo excesso de visitantes, dois olhares sobre a indústria de viagens atual

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os dividendos da Vivo, a franquia do bolo da tarde e o nascimento de um gigante na saúde: tudo o que você precisa saber antes de investir hoje 

27 de fevereiro de 2026 - 9:07

Veja por que a Vivo (VIVT3) é vista como boa pagadora de dividendos, qual o tamanho da Bradsaúde e o que mais afeta o mercado hoje

SEXTOU COM O RUY

Quer investir com tranquilidade e ainda receber bons dividendos? Você precisa da Vivo (VIVT3) na sua carteira

27 de fevereiro de 2026 - 6:13

Mesmo sendo considerada uma das ações mais “sem graça” da bolsa, a Vivo subiu 50% em 2025 e já se valoriza quase 30% em 2026

ALÉM DO CDB

Renda fixa: com prêmios apertados, chegou a hora de separar o joio do trigo no crédito privado

26 de fevereiro de 2026 - 17:35

Mesmo com a perspectiva de queda nos juros, os spreads das debêntures continuam comprimidos, mas isso pode não refletir uma melhora nos fundamentos das empresas emissoras

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Pausa para um anedótico — janeiro crava o ano para o Ibovespa? 

25 de fevereiro de 2026 - 19:58

Estudo histórico revela como o desempenho do mês de janeiro pode influenciar expectativas para o restante do ano no mercado brasileiro

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A incerteza que vem de Trump, as armas do Mercado Livre (MELI34), e o que mais move os mercados hoje

24 de fevereiro de 2026 - 10:09

Entenda o que as novas tarifas de exportação aos EUA significam para aliados e desafetos do governo norte-americano; entenda o que mais você precisa ler hoje

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

Derrota de Trump, volatilidade no mundo: a guerra comercial entra em nova fase 

24 de fevereiro de 2026 - 7:15

Antigos alvos da política comercial norte-americana acabam relativamente beneficiados, enquanto aliados tradicionais que haviam negociado condições mais favoráveis passam a arcar com custos adicionais

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A carta curinga no jogo dos FIIs, a alta do petróleo, e o que mais movimenta o seu bolso hoje

20 de fevereiro de 2026 - 8:46

Os FIIs multiestratégia conseguem se adaptar a diferentes cenários econômicos; entenda por que ter essa carta na manga é essencial

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como saber seu perfil e evitar erros ao abrir uma franquia, a queda da Vale (VALE3) na bolsa, e o que mais movimenta o mercado hoje

19 de fevereiro de 2026 - 8:46

Saiba quais são as perguntas essenciais para se fazer antes de decidir abrir um negócio próprio, e quais os principais indicadores econômicos para acompanhar neste pregão

EXILE ON WALL STREET

Ruy Hungria: Não tenha medo da volatilidade 

18 de fevereiro de 2026 - 20:00

Após anos de calmaria no mercado brasileiro, sinais de ruptura indicam que um novo ciclo de volatilidade — e de oportunidades — pode estar começando

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja quando as small caps voltarão a ter destaque na bolsa, liquidação do banco Pleno e o que mais afeta os mercados hoje

18 de fevereiro de 2026 - 8:39

Depois que o dinheiro gringo invadiu o Ibovespa, as small caps ficaram para trás. Mas a vez das empresas de menor capitalização ainda vai chegar; veja que ações acompanhar agora

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os investimentos mais “fora da caixa” da bolsa, propostas para a Raízen, Receita de olho no seu cartão, e o que mais você precisa ler hoje

16 de fevereiro de 2026 - 8:08

Confira as leituras mais importantes no mundo da economia e das finanças para se manter informado nesta segunda-feira de Carnaval

VISÃO 360

A hora da Cigarra: um guia para gastar (bem) seu dinheiro — e não se matar de trabalhar

15 de fevereiro de 2026 - 8:01

Nem tanto cigarra, nem tanto formiga. Morrer com dinheiro demais na conta pode querer dizer que você poderia ter trabalhado menos ou gastado mais

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Zuck está de mudança: o projeto californiano que está deslocando o eixo dos bilionários nos EUA

14 de fevereiro de 2026 - 9:02

Miami é o novo destino dos bilionários americanos? Pois é, quando o assunto são tendências, a única certeza é: não há certezas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Por que Einstein teria Eneva (ENEV3) na carteira, balanço de Vale (VALE3) e Raízen (RAIZ4), e outras notícias para ler antes de investir

13 de fevereiro de 2026 - 8:52

Veja a empresa que pode entregar retornos consistentes e o que esperar das bolsas hoje

SEXTOU COM O RUY

Por que Einstein seria um grande investidor — e não perderia a chance de colocar Eneva (ENEV3) na carteira?

13 de fevereiro de 2026 - 6:03

Felizmente, vez ou outra o tal do mercado nos dá ótimas oportunidades de comprar papéis por preços bem interessantes, exatamente o que aconteceu com Eneva nesta semana

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Japão como paraíso de compras para investidores, balanços de Ambev (ABEV3), Vale (VALE3) e Raízen (RAIZ4), e o que mais move a bolsa hoje

12 de fevereiro de 2026 - 8:59

O carry trade no Japão, operação de tomada de crédito em iene a juros baixos para investir em países com taxas altas, como o Brasil, está comprometido com o aumento das taxas japonesas

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Podemos dizer que a Bolsa brasileira ficou cara? 

11 de fevereiro de 2026 - 19:50

Depois de uma alta de quase 50% em 12 meses, o mercado discute se os preços já esticaram — e por que “estar caro” não significa, necessariamente, fim da alta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja se vale a pena atualizar o valor de um imóvel e pagar menos IR e se o Banco do Brasil (BBAS3) já começa a sair do fundo do poço

11 de fevereiro de 2026 - 9:39

Confira as vantagens e desvantagens do Rearp Atualização. Saiba também quais empresas divulgam resultados hoje e o que mais esperar do mercado

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar