O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Uma certa mudança de Zeitgeist epistemológico pode ser capturada nas últimas décadas, demarcando aquilo que eu ousaria chamar de um renascimento de Dionísio no campo de estudos financeiros
Como era de se esperar, o filosófico embate entre o apolíneo e o dionisíaco encontra também terreno fértil dentro do mercado financeiro.
Se tomarmos por base a linha histórica daquilo que se convencionou nomear de Moderna Teoria de Finanças, podemos concluir que o domínio de Apolo se estendeu durante a maior parte do tempo.
Suas principais contribuições racionais para a investigação de ativos específicos foram a análise de balanços, a comparação de múltiplos, o fluxo de caixa descontado e Black & Scholes.
Em paralelo, o arcabouço técnico para alocação de ativos se pautou em modelos de fronteira eficiente, CAPM e multifatorial - entre outras derivações posteriores.
Naturalmente, todas essas ferramentas continuam sendo úteis e absolutamente imprescindíveis para o financista moderno. Sempre poderemos criticá-las por suas falhas e lacunas intrínsecas, mas só depois de apreendê-las devidamente.
No entanto, uma certa mudança de Zeitgeist epistemológico pode ser capturada nas últimas décadas, demarcando aquilo que eu ousaria chamar de um renascimento de Dionísio no campo de estudos financeiros.
Leia Também
Dois marcos teóricos razoavelmente recentes embasam anedoticamente essa mudança de rumos: os livros “A Economia Narrativa”, de Robert Shiller, e “Narrative and Numbers”, de Aswath Damodaran.
Cada qual à sua maneira, ambos desenvolvem a tese de preponderância da função retórica (antes destacada por Deirdre McCloskey e Pérsio Arida) desempenhada nos campos econômico e financeiro.
Não só a estrutura narrativa importa como importa muito, talvez mais do que qualquer outro multifator.
Só para citar um contexto contemporâneo, peguemos o exemplo de WEGE3.
A empresa é sabidamente reconhecida por comprar outros negócios, menores, a valuations muito mais convidativos que o dela mesma, acumulando eventos de M&A acretivos para os seus acionistas.
E essa sempre foi a história padrão.
Mais recentemente, porém, e em meio a um maior ceticismo com o case (a ação cai -23% nos últimos 6 meses), ouvimos a compra da Heresite por 5x EV/Ebitda (contra as 20x Ebitda da própria WEG) ser tratada de outra maneira.
Será que foi mesmo mais um M&A genial ou WEGE3 é que está terrivelmente esticada a 20x?
A amostra factual é rigorosamente a mesma dentre tantas outras aquisições bem feitas ao longo das últimas décadas, mas algo da narrativa mudou.
Qual o impacto dessa mudança sobre a trajetória exemplar de WEG em longo prazo?
Confesso que não sei.
Não há como prever todas as implicações do retorno de Dionísio ao poder.
Todavia, com o ChatGPT facilitando o acesso ao ferramental clássico da Moderna Teoria de Finanças, podemos imaginar um mundo no qual os futuros Faria Limers terão que ser recrutados na Faculdade de Letras.
Conheça a intensa biografia de Mark Mobius, pioneiro em investimentos em países emergentes, e entenda quais oportunidades ainda existem nesses mercados
Ainda não me arrisco a dizer que estamos entrando em um rali histórico para os mercados emergentes. Mas arrisco dizer que, esteja onde estiver, Mobius deve estar animado com as perspectivas para os ativos brasileiros.
Com transformações e mudanças de tese cada vez mais rápidas, entenda o que esperar dos resultados das empresas no primeiro trimestre de 2026
Com a desvalorização do dólar e a entrada de gringos na bolsa brasileira, o Ibovespa ganha força. Ainda há espaço para subir?
Entenda como a entrada de capital estrangeiro nos FIIs pode ajudar os cotistas locais, e como investir por meio de ETFs
Confira qual é o investimento que pode proteger a carteira de choques cada vez mais comuns no petróleo, com o acirramento das tensões globais
Fundo oferece exposição direta às principais empresas brasileiras ligadas ao setor de commodities, permitindo ao investidor, em um único ativo listado em bolsa, acessar uma carteira diversificada de companhias exportadoras e geradoras de caixa
Conheça a história da Gelato Borelli, com faturamento de R$ 500 milhões por ano e 240 lojas no país
Existem muitos “segredos” que eu gostaria de sair contando por aí, especialmente para quem está começando uma nova fase da vida, como a chegada de um filho
Cerveja alemã passa a ser produzida no Brasil, mas mantém a tradição
Reinvestir os dividendos recebidos pode dobrar o seu patrimônio ao longo do tempo. Mas cuidado, essa estratégia não serve para qualquer empresa
Antes de sair reinvestindo dividendos de qualquer ação, é importante esclarecer que a estratégia de reinvestimento só deve ser aplicada em teses com boas perspectivas de retorno
Saiba como analisar as classificações de risco das agências de rating diante de tantas empresas em dificuldades e fazer as melhores escolhas com o seu dinheiro
Em meio a ruídos geopolíticos e fiscais, uma provocação: e se o maior risco ainda nem estiver no radar do mercado?
A fintech Nubank tem desenvolvido sua operação de telefonia, que já está aparecendo nos números do setor; entenda também o que esperar dos mercados hoje, após o anúncio de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio
Sem previsibilidade na economia, é difícil saber quais os próximos passos do Banco Central, que mal começou um ciclo de cortes da Selic
Há risco de pressão adicional sobre as contas públicas brasileiras, aumento das expectativas de inflação e maior dificuldade no cumprimento das metas fiscais
O TRX Real Estate (TRXF11) é o FII de destaque para investir em abril; veja por que a diversificação deste fundo de tijolo é o seu grande trunfo
Por que uma cultura organizacional forte é um ativo de longo prazo — para empresas e carreiras
Axia Energia (AXIA6) e Copel (CPLE3) disputam o topo do pódio das mais citadas por bancos e corretoras; entenda quais as vantagens de ter esses papéis na carteira