O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A definição de “surpresa”, neste escopo, se refere a um evento para o qual o consenso de mercado atribui uma probabilidade igual ou inferior a 33%, enquanto, na nossa opinião, ele goza de uma chance superior a 50% de ocorrência
Usamos o último Day One do ano para divulgar nossa já tradicional lista de “10 surpresas” para 2026. Esse texto foi publicado originalmente para os assinantes do Palavra do Estrategista e agora é estendido a todos os leitores.
Começo com uma rápida nota metodológica. Não há aqui qualquer pretensão de prever o futuro. Desde a fundação da Empiricus, nossa bola de cristal segue quebrada, o baralho de tarô foi perdido. Esse texto replica a abordagem de Byron Wien, da Blackstone, que desde 1986 publica suas “surprises for the year”.
A definição de “surpresa”, neste escopo, se refere a um evento para o qual o consenso de mercado atribui uma probabilidade igual ou inferior a 33%, enquanto, na nossa opinião, ele goza de uma chance superior a 50% de ocorrência.
Ou seja, é um evento sobre o qual o mercado atribui baixa probabilidade, de modo que sua potencial materialização implicaria um bom payoff, mais ganho potencial do que perda potencial.
Como desdobramento lógico, se você acerta cinco e erra cinco, mas cada acerto paga mais do que cada erro lhe gera prejuízo, então você acaba saindo com lucro consolidado.
Evidentemente, não se espera a realização de todas as surpresas, nem algo perto disso. A rigor, dada a matriz de payoff, um acerto de metade dos eventos já seria bastante interessante.
Leia Também
Pensamos em probabilidade e retornos potenciais associados a cada caso. Não é um exercício de futurologia. É um instrumental analítico em favor da captura de assimetrias convidativas.
Feitos os esclarecimentos, vamos lá:
Permito-me juntar os dois potenciais candidatos porque, em termos práticos, eles representam coisas bastante parecidas para os mercados.
Se for Tarcísio, será por uma grande convergência da direita e da centro-direita em torno de seu nome, após eventual desistência de Flávio Bolsonaro à corrida eleitoral.
Se for Ratinho Jr, virá pelo empurrão dado, ainda no primeiro turno, pelo voto útil em seu favor — a centro-direita e a direita convergem em torno de seu nome para levar um candidato mais competitivo e com menos rejeição ao segundo turno.
O evento catalisa importante compressão dos prêmios de risco brasileiros, em todos os níveis e classes de ativos, além de um incremento pronunciado no investimento direto no País.
...empurrado pela continuidade do ciclo em favor de mercados emergentes, pelos cortes da taxa básica de juro, pelo fluxo de reinvestimento dos dividendos extraordinários anunciados entre novembro e dezembro e pela expectativa de uma política fiscal menos perdulária em 2027.
Além das mesmas forças supramencionadas em favor do Ibovespa, as ações de menor liquidez têm um catch up maior a fazer em termos de valuation, são mais sensíveis à queda das taxas de juro e se beneficiam mais diretamente do fluxo comprador doméstico, cuja inflexão pode acontecer em 2026.
O impacto da isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil por mês é bastante expressivo. O sujeito com esse nível de renda passará a ter até R$ 313 a mais por mês de renda líquida. É um cara que, na média, poupava algo como R$ 500 por mês. Ceteris paribus, pra ele, começa a sobrar por mês mais de 60% do previamente poupado. É um efeito relevante.
As mesmas forças deste ano em prol do “debasement trade" (de redução da exposição às moedas fiduciárias) continuarão sobre a mesa.
As sociedades polarizadas seguirão sem conseguir resolver adequadamente o conflito distributivo, de tal modo que a pressão sobre as trajetórias de dívida permanecerá.
Os juros devem cair adicionalmente nos países desenvolvidos e em boa parte dos emergentes.
A tensão geopolítica global estará por todo canto. Os metais preciosos são a resposta pragmática a essa reunião de elementos.
Pela primeira vez desde o final dos anos 1970, não coincidentemente quando os irmãos Hunt provocaram um grande short squeeze na prata, o preço de uma onça da prata equivale ao preço do barril do petróleo.
Se acreditamos em relações razoavelmente estáveis ao longo do tempo entre os preços de commodities e em reversões à média, um bom contrarian trade para 2026 seria long (comprado) em petróleo e short (vendido) em prata.
O ambiente estará um pouco mais limpo de investidores atraídos pela especulação ao final de 2024, o arcabouço regulatório continuará avançando, os juros serão menores nos EUA e, embora em menor magnitude, as criptomoedas também se beneficiam do debasement trade.
A infinita capacidade de trabalho chinesa, somada à energia barata e um grid mais eficiente e atualizado, a China se coloca como rival cada vez mais à altura.
Se a nova ordem mundial caminha para algo mais próximo a um G2 (mundo dividido em duas grandes zonas de influência, entre EUA e China), o peso de Ásia (e particularmente China) nos portfólios deveria aumentar, enquanto investidores globais seguem reduzindo sua exposição ao dólar.
...com Milei conseguindo engendrar sua plataforma de reformas e com a Argentina voltando a marcar presença nos índices de ações globais, de América Latina e de mercados emergentes.
A abertura dos spreads, somada a um interesse crescente por renda variável, levará a uma espiral de resgates no segmento, cujo início dispara um ciclo vicioso.
O resgate a ser honrado hoje é uma pressão adicional sobre a cota de amanhã, pois força o gestor a se desfazer de determinado papel, exercendo força para baixo em seu preço.
Isso machuca a cota e leva o investidor marginal — intolerante à volatilidade em fundos de “renda fixa”, sobretudo após vendas mal conduzidas pelo canal de distribuição — a solicitar novos resgates. O ciclo se repete.
Antes de terminar, registro um grande agradecimento por mais um ano juntos. É uma honra, um privilégio e uma responsabilidade contar com a confiança de vocês em nosso trabalho. Desejo Boas Festas e um excelente ano novo!
Quedas recentes nas ações de construtoras abriram oportunidades de entrada nas ações; veja quais são as escolhas nesse mercado
Uma mudança de vida com R$ 1.500 na conta, os R$ 1.500 que não compram uma barra de chocolate e os destaques da semana no Seu Dinheiro Lifestyle
A Equatorial decepcionou quem estava comprado na ação para receber dividendos. No entanto, segundo Ruy Hungria, a força da companhia é outra; confira
Diferente de boa parte das companhias do setor, que se aproveitam dos resultados estáveis para distribui-los aos acionistas, a Equatorial sempre teve outra vocação: reter lucros para financiar aquisições e continuar crescendo a taxas elevadíssimas
Os brechós, com vendas de peças usadas, permitem criar um look mais exclusivo. Um desses negócios é o Peça Rara, que tem 130 unidades no Brasil; confira a história da empreendedora
Entre ruídos políticos e desaceleração econômica, um indicador pode redefinir o rumo dos juros no Brasil
Mesmo o corte mais recente da Selic não será uma tábua de salvação firme o suficiente para manter as empresas à tona, e o número de pedidos de recuperação judicial e extrajudicial pode bater recordes neste ano
Confira qual a indicação do colunista Matheus Spiess para se proteger do novo ciclo de alta das commodities
O conflito acaba valorizando empresas de óleo e gás por dois motivos: a alta da commodity e a reprecificação das próprias empresas, seja por melhora operacional, seja por revisão de valuation. Veja como acessar essa tese de maneira simples
O Grupo Pão de Açúcar pode ter até R$ 17 bilhões em contas a pagar com processos judiciais e até imposto de renda, e valor não faz parte da recuperação extrajudicial da varejista
Veja qual foi a empresa que venceu o Leilão de Reserva de Capacidade e por que vale a pena colocar a ação na carteira
Mesmo após salto expressivo dos papéis, a tese continua promissora no longo prazo — e motivos para isso não faltam
Entenda por que é essencial separar as contas da pessoa física e da jurídica para evitar problemas com a Receita
Em geral, os melhores hedges são montados com baixa vol, e só mostram sua real vitalidade depois que o despertador toca em volume máximo
Saiba o que afeta a decisão sobre a Selic, segundo um gestor, e por que ele acredita que não faz sentido manter a taxa em 15% ao ano
O conflito no Oriente Médio adiciona mais uma incerteza na condução da política monetária; entenda o que mais afeta os juros e o seu bolso
O foco dos investidores continua concentrado nas pressões inflacionárias e no cenário internacional, em especial no comportamento do petróleo, que segue como um dos principais vetores de risco para a inflação e, por consequência, para a condução da política monetária no Brasil
Entenda qual é a estratégia da britânica Revolut para tentar conquistar a estatueta de melhor banco digital no Brasil ao oferecer benefícios aos brasileiros
Crescimento das despesas acima da renda, ascensão da IA e uberização da vida podem acabar com a classe média e dividir o mundo apenas entre poucos bilionários e muitos pobres?
O custo da campanha de um indicado ao Oscar e o termômetro das principais categorias em 2026