Efeito Trumpoleta: Ibovespa repercute balanços em dia de agenda fraca; resultado da Petrobras (PETR4) é destaque
Investidores reagem a balanços enquanto monitoram possível reunião entre Donald Trump e Vladimir Putin
O bater das asas de uma borboleta aqui pode causar um tufão do outro lado do mundo. Utilizada pela primeira vez pelo meteorologista Edward Lorenz no fim dos Anos 1960, a metáfora serve de enunciado para o chamado “efeito borboleta”.
Hoje ela ganha uma adaptação peculiar: o tarifaço imposto por Donald Trump lá nos Estados Unidos pode influenciar o fundo imobiliário mais recomendado para investir em agosto aqui no Brasil. Seria o “efeito Trumpoleta”.
Isso porque as incertezas provocadas pela guerra comercial deflagrada pelo presidente norte-americano contra o resto do mundo vai forçar o Banco Central (BC) do Brasil a manter a taxa básica de juros em níveis restritivos por mais tempo.
Em julho, o Ifix, principal índice de fundos imobiliários da B3, caiu 1,36%. O recuo interrompeu uma sequência de cinco meses consecutivos em alta. O lado bom da notícia ruim é que isso abriu oportunidades no mercado de FIIs.
O fundo mais recomendado de agosto, por exemplo, está sendo negociado com um deságio de 4% em relação a seu valor patrimonial.
A lista completa dos FIIs mais indicados para agosto você confere no trabalho da Dani Alvarenga.
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Esquenta dos mercados
O Ibovespa chega à sexta-feira vindo de quatro altas seguidas.
A bolsa brasileira avança quase 3% em uma semana tumultuada pela entrada em vigor das sobretaxas de Trump contra o Brasil e por uma rebelião de parlamentares de oposição ao fim do recesso legislativo.
Ontem, o Ibovespa subiu 1,48%. Destaque para as ações da Eletrobras. Elas subiram quase 10%. Nada mal para uma empresa do setor elétrico, que costuma ser monótono pra caramba.
A questão que fica é: ainda dá tempo de investir na Eletrobras?
O colunista Ruy Hungria diz que sim, mas faz um alerta muito importante. Confira aqui.
Hoje, diante da agenda fraca, a tendência é de que o índice acompanhe o tom levemente positivo para os ativos de risco observado no exterior.
Eles também monitoram uma possível reunião entre Trump e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e calibram as expectativas para os juros diante da indicação do chefe do conselho de assessores econômicos da Casa Branca, Stephen Miran, para um mandato-tampão no Fed até janeiro de 2026.
Outros destaques do Seu Dinheiro:
REAÇÃO AO BALANÇO
Eletrobras (ELET3) é maior alta do Ibovespa mesmo com prejuízo líquido no 2T25; entenda o que agradou o mercado (inclui dividendo surpresa). Embora tenha vindo em linha com as projeções dos especialistas, o balanço da ex-estatal apresentou surpresas.
EFEITO DOS JUROS
Selic a 15% ainda castiga o Magazine Luiza (MGLU3) e lucro no 2T24 vira prejuízo de R$ 24,4 milhões no 2T25. No resultado ajustado, a empresa reportou lucro líquido de R$ 1,8 milhão e enxerga isso como uma consolidação da estratégia de se blindar do cenário macro.
VAI VENDER?
CEO e diretor da Braskem (BRKM5) respondem a rumores de negociação bilionária para venda de ativos nos EUA. Em meio à forte pressão sobre as finanças da petroquímica, os executivos respondem a questionamentos sobre uma potencial negociação de três fábricas de polipropileno nos EUA.
O QUE HÁ POR TRÁS DO ESTOURO?
Tenda (TEND3) supera (por muito) as expectativas do mercado e lucro explode 4.430% no segundo trimestre de 2025. A companhia atribuiu os resultados ao bom momento do Minha Casa Minha Vida.
TECH MADE IN AMERICA
Trump anuncia tarifa de 100% sobre chips e dispara rali das big techs, mas nem todas escapam ilesas. Empresas que fabricam em solo americano escapam das novas tarifas e impulsionam otimismo em Wall Street, mas Intel não conseguiu surfar a onda.
TÁ NA MODA
Guararapes (GUAR3) vê lucro crescer 151,2% no 2T25 e ações disparam na B3, mas Santander ainda enxerga riscos. No pregão desta quinta-feira (7), o papel da dona da Riachuelo fechou o dia com alta de 13,58%, cotado a R$ 9,20.
REAÇÃO AO BALANÇO
O céu escureceu para a Braskem (BRKM5): petroquímica reverte lucro em prejuízo, queima caixa e alavancagem vai de mal a pior no 2T25. No segundo trimestre, a petroquímica amargou um prejuízo líquido de R$ 267 milhões, revertendo o lucro de R$ 698 milhões do 1T25. Qual a visão dos analistas sobre o balanço?
HORA DE DAR TCHAU?
“Não há outra solução”: Trump pede a renúncia do CEO da Intel (ITCL34) por suposto conflito de interesse envolvendo a China. Após a “cobrança” do republicano, as ações da fabricante de semicondutores sofreram queda na bolsa.
DE DISSIDÊNCIA À LIDERANÇA
Bastidores da Casa Branca apontam novo favorito para o lugar de Powell; entenda a disputa pela liderança do maior banco central do mundo. Segundo matéria exclusiva da Bloomberg, Christopher Waller, crítico de Powell e defensor de cortes nos juros, ganha força entre aliados de Trump como possível sucessor na presidência do Fed.
OS HOMENS DO PRESIDENTE
Aposta no corte de juros nos EUA aumenta com novo indicado de Trump para diretoria; saiba quem é Stephen Miran. Ele vai ocupar a vaga de Adriana Kugler, que renunciou ao cargo na semana passada, mas sua indicação ainda precisa do aval do Senado norte-americano.
O DONO DA BOLA
Trump comemora entrada em vigor de tarifas: ‘Bilhões de dólares estão fluindo para os EUA’. As chamadas “tarifas recíprocas” foram atualizadas à 1h01 desta quinta, pelo horário de Brasília; no total, são 94 países diretamente atingidos.
PORTO ASSET DAY
Inflação perde força, mas economia também: gestores têm motivos para ficar otimista com Brasil, mas com cautela. Política monetária mais dura, inflação em desaceleração e dólar pressionado — confira os principais calls de investimento da Kinea, Itaú Asset e Porto Asset.
DECOLOU
BTG eleva preço-alvo do ADR da Embraer após trimestre “histórico” e alívio com tarifaço de Trump. Relatório do banco destaca avanço operacional, recorde de encomendas e aposta em valorização de 32% nas ações da fabricante brasileira.
PERDEU O PRAZO
CSN (CSNA3) na mira do Cade: disputa com Usiminas (USIM5) pode render multa milionária — saiba o que está em jogo. O Cade reconhece que a CSN reduziu participação na Usiminas, mas ainda avalia se aplicará penalidade por descumprimento anterior.
REESTRUTURAÇÃO EM CURSO
Mapa Capital assume controle da Casas Bahia (BHIA3) após conversão de debêntures. Operação reduz dívida bruta para R$ 2,9 bi e alavancagem pela metade; diluição dos acionistas já era esperada e antecipa movimento previsto para outubro.
NA ROTA DO PREJUÍZO
Localiza (RENT3) afirma que decreto do IPI Verde terá impacto no valor de sua frota; saiba o tamanho estimado do rombo. Mudança na tributação dos carros populares compromete preço de revenda dos seminovos e deve gerar perda contábil já no balanço do 2T25.
FECHANDO A CONTA
Minerva (BEEF3) aprova redução de capital de R$ 577 milhões para cobrir prejuízos; entenda se muda algo para o acionista. Medida não afeta o número de ações nem devolve dinheiro aos investidores; operação serve apenas para reorganizar o balanço contábil da companhia.
ÚLTIMO PEDIDO
Zamp (ZAMP3) pode sair do menu da bolsa e virar prato exclusivo do Mubadala: CVM aprova OPA e define data. Fundo árabe oferece R$ 3,50 por ação da dona do Burger King no Brasil; leilão está marcado para 8 de setembro e depende da adesão de dois terços dos acionistas.
REVIRAVOLTA DIGITAL
Drex abandonará blockchain na próxima fase para entregar solução em 2026, diz jornal. Banco Central acelera agenda e deve lançar versão simplificada, sem tokenização; decisão surpreendeu empresas que testam o projeto.
O PENSADOR DA OPENAI
ChatGPT-5: nova geração da IA promete menos alucinações, mais competência e um doutor. O CEO Sam Altman afirma que a capacidade “cognitiva” da nova inteligência artificial é central na estratégia da empresa para o novo modelo.
NOITE CRIPTO
Trump toca e o mercado dança: bitcoin (BTC) volta aos US$ 117 mil e impulsiona altas de quase 10%. Decreto do republicano abre caminho para a inclusão de criptomoedas nos planos de aposentadoria 401(k); medida mira mercado trilionário e anima investidores.
ATENÇÃO, ACIONISTAS
Dividendos e JCP: Engie (EGIE3), Unipar (UNIP3), Energisa (ENGI11) e Fleury (FLRY3) vão distribuir mais de R$ 1 bilhão em proventos. Os dividendos ficam por conta das empresas do setor elétrico e da petroquímica, enquanto a companhia de medicina diagnóstica fica com os juros sobre capital próprio.
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