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Guilherme Castro Sousa

TECH MADE IN AMERICA

Trump anuncia tarifa de 100% sobre chips e dispara rali das big techs; Apple, AMD e TSMC sobem, mas nem todas escapam ilesas

Empresas que fabricam em solo americano escapam das novas tarifas e impulsionam otimismo em Wall Street, mas Intel não conseguiu surfar a onda

Guilherme Castro Sousa
7 de agosto de 2025
14:52 - atualizado às 13:52
Gráfico de ações sobre bandeira dos Estados Unidos
Imagem: iStock.com/Galeanu Mihai

Enquanto alguns choram, outros riem. Na cruzada de Donald Trump para devolver vida aos mercados norte-americanos, o ditado virou regra. Pode soar contraintuitivo à primeira vista, mas o anúncio de tarifas de 100% sobre chips e semicondutores fabricados fora dos Estados Unidos provocou um rali entre as ações das big techs.

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O detalhe está no aviso: quem estiver construindo dentro dos EUA não paga nada.

As palavras exatas de Trump no Salão Oval da Casa Branca, durante uma reunião com o CEO da Apple, foram claras. “Estaremos aplicando uma tarifa de aproximadamente 100% sobre chips e semicondutores.” Mas completou: “se você estiver construindo nos Estados Unidos da América, não há cobrança.”

Em resposta ao anúncio, as ações da Nvidia (NVDA), líder na fabricação de chips de inteligência artificial, chegaram a subir até 2,5% nesta quinta-feira, atingindo uma nova máxima intradiária de US$ 183,88 antes de devolver parte dos ganhos ao meio-dia.

Já o índice de semicondutores da Filadélfia, conhecido como SOX, que reúne as 30 maiores ações de semicondutores negociadas nos EUA, avança 1,44% por volta das 14h15. 

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  • LEIA TAMBÉM: Market Makers destrincham o ‘método de investimento de Mugler e Buffett’ em 3 aulas gratuitas; veja

Batendo de cara na porta 

Mas nem todas as big techs escaparam ilesas. Quem saiu com o olho roxo foi a Intel.

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Se investir nos EUA é a condição para passar ileso pela nova política tarifária, a empresa enfrenta desafios muito mais específicos diante do governo Trump.

Em uma publicação no Truth Social, o presidente norte-americano pediu a renúncia do CEO da Intel, Lip-Bu Tan, afirmando que ele "está em grande conflito e deve renunciar imediatamente" e que "não há outra solução para este problema".

O ataque veio depois de o senador Tom Cotton, republicano do Arkansas, levantar suspeitas sobre os vínculos de Tan com empresas chinesas. 

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Em uma carta enviada ao presidente da Intel, Frank Yeary, Cotton destacou que Tan, ex-CEO da Cadence Design Systems, teria investido em companhias de semicondutores com ligações com as forças armadas chinesas.

Trump toca, o mercado dança; como as big techs estão reagindo

Apple

A Apple pode não ser uma fabricante tradicional de semicondutores, mas seus próprios chips estão no centro da tempestade. Na quarta-feira, Donald Trump anunciou que a companhia vai investir mais US$ 100 bilhões em empresas e fornecedores norte-americanos nos próximos quatro anos.

Apesar de sediada nos Estados Unidos, a Apple há muito concentra sua produção no exterior. Cerca de 90% dos iPhones, por exemplo, são montados na China. Desde o início do governo Trump, Tim Cook já se reuniu diversas vezes com o presidente para negociar um aumento da produção em território norte-americano.

A empresa afirma que sua cadeia de suprimentos nos EUA será responsável por mais de 19 bilhões de chips para seus produtos neste ano. Entre as fornecedoras está a TSMC, cuja unidade no Arizona vem ganhando protagonismo.

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As ações da Apple sobem 2,79% na Nasdaq na tarde desta quinta-feira.

TSMC

Do outro lado do mundo, a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC), a maior fabricante terceirizada de chips do planeta, garantiu isenção da tarifa. 

A informação veio de uma autoridade taiwanesa durante um briefing parlamentar nesta quinta. Já o principal enviado comercial da Coreia do Sul, Yeo Han-koo, afirmou que tanto a Samsung quanto a SK Hynix também estariam livres da taxa de 100%.

A TSMC prometeu um total de US$ 165 bilhões em investimentos nos Estados Unidos. Desse montante, US$ 65 bilhões já estão sendo destinados à planta de produção de chips avançados em Phoenix, no Arizona, e outros US$ 100 bilhões foram anunciados em março.

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 As ações da companhia sobem quase 4,77% em Nova York hoje.

Samsung

A Samsung, por sua vez, mantém uma base sólida no Texas e já comprometeu bilhões em investimentos nos EUA. Na quarta-feira, a Apple revelou que sensores de imagem dos seus dispositivos seriam produzidos nas instalações da coreana em Austin.

As ações da Samsung encerraram o dia em alta nas negociações sul-coreanas. Embora esteja presente no solo americano, a empresa fabrica principalmente chips menos sofisticados, mas amplamente usados em diferentes segmentos industriais.

Após o fechamento, as ações da Samsung subiram 2,47% no mercado sul-coreano.

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Nvidia

A Nvidia também não ficou parada. Em abril, a empresa anunciou planos de investir até US$ 500 bilhões em infraestrutura de inteligência artificial nos EUA por meio de parcerias de manufatura ao longo dos próximos quatro anos.

Seus chips da série Blackwell já começaram a ser produzidos na unidade da TSMC no Arizona. 

Após a nova máxima intradia, as ações da Nvidia registram uma alta 0,6% na Nasdaq.

*Com informações da CNBC

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