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Maria Eduarda Nogueira

Maria Eduarda Nogueira

Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (USP), com pós-graduação em Comunicação e Marketing Digital na ESPM. Atualmente, está baseada em Paris, onde faz mestrado em comunicação e mídias digitais na Sorbonne e cobre temas como luxo, turismo e arte.

PERSPECTIVAS PARA O SEGMENTO

Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11) vão ‘sobreviver’ a 2025 após iniciarem o ano em queda? O BTG tem a resposta

Analistas ressaltam que o consumo de celulose é menos afetado pela desaceleração econômica da China em comparação a outras commodities como minério de ferro

Maria Eduarda Nogueira
Maria Eduarda Nogueira
19 de fevereiro de 2025
16:05 - atualizado às 19:52
Homem usando equipamentos de proteção individual com a mão direita numa bobina de papel; imagem simboliza as empresas do setor, como Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11)
Homem usando equipamentos de proteção individual com a mão direita numa bobina de papel; imagem simboliza as empresas do setor, como Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11) - Imagem: Shutterstock

O segmento de papel e celulose, historicamente, segue uma dinâmica inversamente proporcional ao do Ibovespa. Quando as coisas estão indo mal para a maioria dos ativos da bolsa, empresas do setor se sobressaem. E o contrário também ocorre, como neste começo do ano, em que companhias como Suzano (SUZB3) e Klabin (KLBN11) estão vivenciando quedas, enquanto o índice tem um respiro. 

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Ainda assim, o BTG Pactual recomenda ambas as ações para a carteira dos investidores.

O motivo? As duas empresas têm “as histórias de crescimento mais convincentes de 2025”, com teses de investimento sólidas e uma forte disciplina de alocação de capital. 

Portanto, esta queda atual dos papéis é vista como nada menos do que uma oportunidade de compra

"Essas empresas são ‘compounders’ naturais e estão focadas em maximizar o retorno para os acionistas, visando projetos com taxas internas de retorno de pelo menos 15%-20%, o que oferece confiança para os investidores, mesmo em um ambiente de alta taxa de juros no Brasil”, escrevem. 

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Os analistas Leonardo Correa e Marcelo Arazi estimam um aumento do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 20% para a Suzano e de 15% para a Klabin em 2025.

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O crescimento esperado para as companhias neste ano está diretamente ligado à capacidade de executar os projetos Cerrado (Suzano) e Puma II (Klabin) com sucesso. 

Esta não é a primeira vez que o BTG reforça a recomendação de SUZB3 e KBLN4. 

O banco também ressalta que o consumo de celulose é menos afetado pela desaceleração econômica da China em comparação com minério de ferro e aço. 

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  • O país asiático é responsável por cerca de 35%-40% da demanda de celulose, contra 70% da demanda de ferro. 

Suzano ‘aprendeu a lição’ após tentativa de comprar a International Paper

Na visão dos analistas, os fundamentos da Suzano se mantêm sólidos, assim como a tese de investimentos. 

Segundo o relatório, as ações estão sendo negociadas em valores abaixo do ideal. O preço-alvo definido foi de R$ 81, que representa um potencial de valorização de aproximadamente 38%. 

Além disso, os investidores já podem desconsiderar a “pedra do sapato” que foi a tentativa de aquisição da International Paper, algo que afetaria duramente o fluxo de caixa da companhia. 

A mensagem que fica é que a Suzano vai focar em reduzir as dívidas, independentemente do que aconteça, tirando o foco de negócios que possam comprometer esses esforços de desalavancagem. 

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Mais otimistas do que nunca com Klabin

Já para a Klabin, este será um ano mais calmo, em que a empresa vai colher os frutos dos investimentos feitos nos últimos anos. 

Segundo o relatório, a empresa deve acelerar a evolução dos projetos Puma II e Figueira, melhorando o fluxo operacional. 

Os analistas também apontam que o foco da Klabin na desalavancagem contribuirá para um balanço patrimonial mais saudável, com a monetização de ativos florestais ajudando a reduzir a alavancagem até o final do ano. 

O BTG enxerga as ações como baratas, com espaço para alcançar o preço-alvo de R$ 30, uma valorização de aproximadamente 45%. 

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* Com informações do Money Times.

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