Ouro supera US$ 3.700 pela primeira vez e segue como o refúgio preferido em 2025
Ataque de Israel ao Catar e revisão dos dados de emprego nos EUA aumentaram a busca por proteção e levaram o metal precioso a renovar recorde histórico

O ouro voltou a brilhar nesta terça-feira (9). O metal precioso rompeu pela primeira vez a marca de US$ 3.700 a onça-troy, mas devolveu um pouco do valor ao encerrar o pregão em leve alta de 0,13%, cotado a US$ 3.682,20. Ainda assim, trata-se do maior nível histórico de fechamento.
A disparada do preço do ouro aconteceu em meio a um cenário turbulento. O primeiro fator foi geopolítico: Israel atacou de surpresa a capital do Catar, Doha, nesta terça-feira, mirando autoridades do Hamas.
Pouco depois, nos Estados Unidos, autoridades revisaram para baixo os números de emprego divulgados na última sexta-feira, aumentando a percepção de fragilidade do mercado de trabalho norte-americano.
Com isso, o metal precioso consolidou a posição de ativo de proteção. Segundo Soojin Kim, analista do MUFG, o ouro já acumula alta de mais de 40% em 2025, sustentado por compras de bancos centrais. A demanda por ativos seguros pelas autoridades monetárias se mostra maior diante das sucessivas tensões geopolíticas.
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(In)segurança global = mais ouro na carteira
O pregão, no entanto, foi marcado por volatilidade. O ouro chegou a operar no vermelho pela manhã, mas recuperou força no início da tarde. Para o TD Securities, a dinâmica dos mercados financeiros continua “tóxica”, com risco de vendas generalizadas em diversos ativos.
Robin Brooks, pesquisador sênior do Brookings, lembra que os preços começaram a se comportar de forma “estranha” desde o discurso de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), em Jackson Hole.
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Naquele momento, o mercado passou a precificar cortes de juros nos EUA ainda neste ano, movimento que reforçou o ouro como porto seguro e deixou o dólar praticamente estável.
No radar, os próximos dados de inflação nos EUA, que saem no dia 12, podem definir o rumo do metal precioso. O Commerzbank avalia que o índice de inflação ao consumidor (CPI) tem poder para mudar completamente o jogo: um salto nos preços pode levar a uma correção forte, mas uma surpresa de inflação fraca abriria espaço para novas máximas.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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