Brava (BRAV3) despenca 10% em meio à guerra comercial de Trump e Goldman Sachs rebaixa as ações — mas não é a única a perder o brilho na visão do bancão
Ações das petroleiras caem em bloco nesta quinta-feira (3) com impacto do tarifaço de Donald Trump. Goldman Sachs também muda recomendação de outra empresa do segmento e indica que é hora de proteção

Os mercados financeiros ao redor do mundo estão pegando fogo com a guerra comercial traçada por Donald Trump, que anunciou uma série de tarifas aos parceiros comerciais dos EUA. Entre os ativos jogados na fogueira e que enfrentam dia de sangria na bolsa, o petróleo não escapou.
Os futuros do Brent registravam baixa de 6,87%, a US$ 69,80 por barril, às 14h15 (horário de Brasília). Os futuros do petróleo bruto dos EUA (WTI) também caíam 7,15%, a US$ 66,58.
Porém, não são apenas as medidas de Trump que derrubam a cotação da commodity hoje. O segmento ainda lida com a aceleração dos cortes na produção em maio determinada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+).
A pressão no petróleo vem arrastando as petroleiras junto, que caem em bloco na bolsa de valores brasileira nesta quinta-feira (3). No destaque da ponta negativa do Ibovespa hoje, a Brava (BRAV3) lidera a queda, com uma desvalorização de 10%, a R$ 20,41.
Na visão dos analistas do Goldman Sachs realmente chegou a hora de tirar os papéis da carteira. Em meio às preocupações com a perspectiva para os preços do petróleo, o banco rebaixou as ações da Brava (BRAV3) para venda.
- LEIA TAMBÉM: Obrigado, Trump! Dólar vai à mínima e cai a R$ 5,59 após tarifaço e com recessão dos EUA no horizonte
Adeus, Brava (BRAV3)... Olá, Petrobras!
De acordo com o relatório do Goldman Sachs, o cenário macroeconômico não favorece as ações da Brava Energia — e o momento pede proteção.
Leia Também
Entre os principais pontos levantados sobre a empresa está a sensibilidade ao preço do petróleo, já que a empresa é particularmente sensível a flutuações. Isso significa que, se os preços do petróleo caírem, a empresa provavelmente será mais afetada do que seus pares.
O banco também considerou o perfil de fluxo de caixa livre da Brava menos atraente em comparação com outras empresas do setor, tanto para 2025 quanto para 2026.
Além disso, os analistas observaram que a Brava tem um espaço limitado para crescimento em 2026. As estimativas do Goldman Sachs para o Ebitda da Brava em 2026 estão significativamente abaixo do consenso do LSEG.
Parte dessa diferença pode ser atribuída às diferentes projeções dos preços do petróleo, mas o banco também aponta para divergências nas estimativas de produção.
Neste cenário de baixa dos preços da commodity, eles avaliam que os investidores devem ser mais seletivos e dão preferência por ações que possam trazer um rendimento de dividendos atrativos com risco de execução limitada, como é o caso da Petrobras (PETR4).
- E MAIS: Onde investir em abril? Analistas revelaram gratuitamente as principais recomendações de ações, FIIs, BDRs e criptomoedas para buscar lucros
Brava (BRAV3) não está sozinha: Prio (PRIO3) está perdendo o brilho
Não é só a Brava (BRAV3) que está sofrendo na bolsa — e na avaliação do Goldman Sachs. A Prio (PRIO3) também está entre as maiores quedas do Ibovespa hoje e, por volta das 14h15, caía cerca de 6,65%, a R$ 36,95.
Além disso, o banco também rebaixou a avaliação dos papéis, passando de compra para neutra. Segundo relatório, três pontos acenderam um alerta para o futuro da petroleira.
O primeiro é o cronograma do projeto na Bacia de Campos, que segue incerto. Mesmo com o aval do Ibama para perfuração, a Prio ainda precisa de mais licenças e da execução das perfurações. Isso aumenta os riscos de atraso e prejudica a visibilidade do crescimento da produção no curto prazo.
Já o segundo sinal de alerta veio dos campos de produção mais antigos da Prio, que começam a sentir o peso do tempo. Na avaliação do Goldman Sachs, o declínio natural da produção desses ativos levanta dúvidas sobre a duração do fluxo de caixa da empresa.
O terceiro problema para a Prio (PRIO3) é um inimigo de todas as petroleiras no pregão de hoje: o preço do petróleo. O Goldman Sachs destaca a alta incerteza sobre o preço no futuro, o que pode impactar os resultados da companhia.
Porém, apesar dos desafios, o banco reconhece que a Prio tem um potencial de longo prazo, especialmente se o projeto na Bacia de Campos der certo.
O banco destacou que a empresa continua com uma sólida capacidade de geração de caixa e seu potencial de valorização é de 19%, considerando o último fechamento. O preço-alvo é de R$ 47,60.
- VEJA MAIS: Em entrevista ao Seu Dinheiro, especialistas do mercado apontaram os investimentos mais promissores para o mês; confira
Uma mãozinha da Opep+ na derrocada do petróleo
A Opep+ decidiu, nesta quinta-feira (3), avançar com o plano de eliminar gradualmente os cortes na produção de petróleo a partir de maio. A decisão vem adicionando pressão no segmento, que também sofre com as tarifas anunciadas por Donald Trump.
Isso porque, com o anúncio, a organização deve aumentar a produção do óleo bruto em 411.000 barris por dia (bpd) durante o próximo mês. O efeito nos preços é explicado pela relação entre oferta e demanda: quanto maior a oferta, os preços tendem a cair.
Anteriormente, oito membros da Opep+ (Rússia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Iraque, Argélia, Cazaquistão e Omã) já haviam se programado para aumentar a produção em 135 mil barris por dia em maio.
No comunicado, o grupo disse que a decisão foi tomada com base em “fundamentos de mercado saudáveis contínuos e a perspectiva positiva do mercado”.
“Isso inclui o aumento originalmente planejado para maio, além de dois incrementos mensais”, disse a Opep. “Os aumentos graduais podem ser pausados ou revertidos, sujeitos à evolução das condições de mercado.”
A organização também tem 3,65 milhões de bpd de outros cortes de produção em vigor até o final do ano.
Para a Ativa Investimentos, “a antecipação do reestabelecimento das quotas por parte da Opep contribui para aumentar o sentimento negativo em um mercado onde os prognósticos para a oferta já se mostravam mais fortes que para a demanda”.
*Com informações do Money Times
TOUROS E URSOS #292
Juros altos vieram para ficar? Gestor da XP diz que investidor terá de reaprender a investir em um novo mundo
16 de outubro de 2026 - 12:17TARDE DEMAIS?
Casas Bahia (BHIA3) paga aluguel ao HSLG11, mas segue devendo ao FII; entenda como fica a ação de despejo
16 de outubro de 2026 - 10:38ALOCAÇÃO TÁTICA
Adeus ao CDI fácil: UBS rebaixa renda fixa pós-fixada e vê espaço para a bolsa brasileira saltar até 25%
15 de outubro de 2026 - 18:07TURNAROUND DA CARTEIRA
BC Fund (BRCR11) ganha força na bolsa com dividendos e mudanças no portfólio no radar; entenda os planos do FII
15 de outubro de 2026 - 17:30Conteúdo Empiricus
Opções: Como driblar o principal desafio deste mercado e buscar oportunidades com potencial de multiplicar o capital investido
15 de outubro de 2026 - 14:00MUDANÇAS EM CURSO
Os ETFs estão fazendo com os fundos o que os fundos fizeram com as ações há mais de 20 anos
15 de outubro de 2026 - 12:45TANQUE CHEIO NA BOLSA
Petrobras (PETR4) bate R$ 800 bilhões em valor de mercado pela primeira vez. O que está por trás do novo recorde?
14 de outubro de 2026 - 16:27O PÓDIO MUDOU
A Vale ficou para trás: BTG Pactual (BPAC11) toma o lugar de VALE3 no pódio das empresas mais valiosas da bolsa
14 de outubro de 2026 - 15:56DE OLHO NO AGRO
FII do agronegócio fecha venda milionária de fazenda e estima impacto positivo de R$ 5,78 por cota
14 de outubro de 2026 - 11:58É HORA DE COMPRAR?
Próxima parada do Ibovespa: 220 mil pontos. A visão dos gestores sobre a bolsa depois do 2º turno das eleições
13 de outubro de 2026 - 18:00O PESO DA INADIMPLÊNCIA
Crise das Casas Bahia (BHIA3) pesa sobre o HSLG11: FII pede despejo após calote, e cotas caem mais de 4%
13 de outubro de 2026 - 13:02SEM FOLGA EM NOVA YORK
Nasdaq leva uma queda e puxa S&P 500 para o vermelho; confira o que movimentou os mercados lá fora
12 de outubro de 2026 - 17:10HORA DE COMPRAR?
Flávio Bolsonaro eleito? Expectativa após 1° turno derruba dólar abaixo dos R$ 5 e coloca estas 4 ações no radar dos bancões
12 de outubro de 2026 - 13:01AÇÕES
5 ações para buscar ganhos na bolsa e superar o Ibovespa nesta semana, segundo Terra Investimentos
11 de outubro de 2026 - 11:00AÇÕES SE DESTACARAM
Ibovespa bate recorde após eleições e sobe 8,82% na semana; veja quem ganhou e quem perdeu
10 de outubro de 2026 - 11:25VISÃO DO GESTOR
Fundo Verde, de Stuhlberger, vê espaço para novo rali da bolsa com o ‘trade Flávio’ — mas faz alerta para risco lá fora
9 de outubro de 2026 - 17:15OPORTUNIDADE NO RADAR
A janela dos fundos imobiliários está fechando, e o BTG Pactual revela os FIIs para surfar a onda enquanto há tempo
9 de outubro de 2026 - 16:35UM OLHO NA URNA E OUTRO NA BOLSA
Ibovespa renova máxima no dia e dólar cai abaixo de R$ 5, mas IPCA lembra: a conta dos juros ainda não fechou
9 de outubro de 2026 - 12:43RADAR DE FIIS
BTLG11 quer levantar até R$ 1,2 bilhão com nova emissão de cotas; veja quem pode participar
8 de outubro de 2026 - 10:47MERCADOS