Após entrar com pedido de recuperação judicial, Azul (AZUL4) será excluída do Ibovespa e demais índices da B3; entenda
A companhia aérea formalizou nesta quarta-feira (28) um pedido de proteção contra seus credores nos Estados Unidos — o temido Chapter 11

Na esteira do pedido de proteção contra seus credores nos Estados Unidos — o temido Chapter 11 —, a Azul (AZUL4) também terá seu papel excluído do Ibovespa (IBOV) e demais índices da B3.
O procedimento é padrão na bolsa brasileira após o pedido de recuperação judicial, e os valores mobiliários de emissão da companhia aérea passam a ser negociados sob o título de "Outras Condições".
A ação da Azul será excluída dos seguintes índices da B3: IGCX, IBXX, IGCT, IBRA, IVBX, ISEE, ITAG, SMLL, IBXL, IDVR, IBHB, IBBR, IBEP, IBEW, IBBE, IBBC e IBOV.
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“Sua participação será redistribuída proporcionalmente aos demais integrantes da carteira, com o pertinente ajuste nos redutores e levando em consideração o preço de fechamento após o encerramento do pregão desta sexta-feira (29)”, informou a B3, em nota.
Nesta semana, a Azul também informou que a bolsa de Nova York (NYSE) decidiu suspender a negociação dos ADRs (American Depositary Receipts) da companhia devido ao mesmo motivo.
Segundo comunicado da empresa, a NYSE também solicitará à SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA) o cancelamento oficial da listagem dos papéis da Azul, seguindo o procedimento padrão da bolsa em casos de Chapter 11.
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A companhia aérea brasileira pediu para ser enquadrada no Chapter 11 da Lei de Falências dos EUA. A medida equivale a um pedido de recuperação judicial.
Não se trata de uma surpresa. A decisão do comando da Azul vem à tona na esteira de resultados trimestrais fracos e endividamento elevado.
Ao anunciar o pedido voluntário de recuperação judicial, a Azul tirou da mesa as projeções para 2025.
A companhia aérea afirma ter chegado a um acordo de apoio à reestruturação com seus principais stakeholders.
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O acordo inclui detentores de títulos da Azul, entre eles a AerCap, principal arrendadora de aeronaves à empresa.
Parceiros estratégicos da Azul, como a United Airlines e a American Airlines, também estão engajados no processo, informa a companhia aérea.
"Esses acordos marcam um passo significativo na transformação do nosso negócio, pois nos permitirá emergir como líderes do setor nos principais aspectos da nossa atividade”, afirma o CEO da Azul, John Rodgerson.
A Azul entra na lista de aéreas que tomaram medidas similares nos últimos anos.
A Latam iniciou seu processo de recuperação judicial durante a pandemia e saiu dele em 2022.
A Gol (GOLL4), por sua vez, aderiu ao Chapter 11 no início de 2024. A expectativa é de que o processo seja concluído já no mês que vem.
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