🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

VISÃO DO MERCADO

Agora vai, Natura (NTCO3)? Mercado não “compra” a nova reestruturação — mas ações tomam fôlego na B3

O mercado avalia que a Natura vivencia uma verdadeira perda, dada a saída de um executivo visto como essencial para a resolução da Avon. O que fazer com as ações NTCO3 agora?

Camille Lima
Camille Lima
21 de março de 2025
12:01 - atualizado às 12:02
Fachada de loja da Natura (NATU3)
Fachada de loja da Natura (NATU3) - Imagem: Divulgação/Natura

A reestruturação organizacional anunciada pela Natura&Co (NTCO3) gerou sentimentos mistos no mercado — que não comprou a tese das mudanças, mas acompanha as ações tomarem fôlego na bolsa brasileira na manhã desta sexta-feira (21).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por volta das 11h45, as ações NTCO3 subiam 0,41%, negociadas a R$ 9,69. No entanto, diante da sangria recente que sucedeu a divulgação de um balanço aquém das expectativas, os papéis amargam desvalorização da ordem de 23% desde o início do ano.

Basicamente, a nova fase da empresa prevê foco maior nos negócios da América Latina e expansão da marca Natura, além de mudanças na alta administração. Você confere aqui os detalhes da reestruturação proposta pela empresa. 

Em geral, os analistas de mercado avaliam que a Natura vivencia uma verdadeira perda, dada a saída de Guilherme Castellan, atual diretor financeiro (CFO) e de RI, executivo visto como essencial para a resolução da Avon.

E por que as ações sobem, então? O JP Morgan avalia que os papéis NTCO3 inclusive deveriam reagir negativamente ao anúncio, mas a atividade potencial de recompra de papéis pela empresa poderia compensar as pressões negativas nesta sessão. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O mercado não “comprou” a reestruturação da Natura (NTCO3)?

O Itaú BBA é um dos bancos que avalia as notícias como predominantemente negativas. 

Leia Também

Segundo os analistas, o principal problema está no timing da operação, e não na reestruturação por si só, já que ela já era amplamente antecipada e deve gerar ganhos materiais de eficiência à Natura.

O banco afirma que a maioria dos investidores esperava que esses desenvolvimentos, com destaque para a saída do “bem conceituado CFO”, acontecessem apenas depois de uma resolução definitiva sobre a Avon International. 

“As notícias de hoje adicionam mais camadas de incerteza e podem aumentar a volatilidade em torno das ações”, projetaram os analistas Rodrigo Gastim, Victor Rogatis, Vinicius Pretto e Kelvin Dechen, que assinam o relatório.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A XP Investimentos também destaca que a saída de Guilherme Castellan é negativa, já que o CFO era visto pelo mercado como o “homem chave” por trás do plano de desinvestimento da Natura, o que poderia trazer riscos adicionais à resolução da Avon. 

A empresa, no entanto, afirma que as mudanças propostas não mudam a estratégia para a Avon e que segue explorando alternativas para o ativo como uma potencial venda.

Os pontos positivos da reestruturação

Se por um lado, a reestruturação da Natura&Co (NTCO3) é vista como negativa do ponto de vista da alta administração, por outro, o mercado elenca diversos pontos positivos sob a ótica das finanças da companhia.

Uma das implicações positivas da fusão para o balanço são as economias mais rápidas maiores no nível da holding. Nas contas do Itaú BBA, a previsão é de potenciais reduções de custos na faixa dos R$ 100 milhões a R$ 150 milhões anualmente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os analistas também destacam impostos mais baixos, já que a Natura Cosméticos poderia usar as perdas acumuladas da controladora para compensar os pagamentos de impostos, desbloqueando eficiências fiscais.

A XP ainda avalia que a fusão deve permitir potenciais pagamentos de dividendos aos acionistas devido às reservas de lucros positivas da Natura Cosméticos.

No entanto, o Itaú destaca que, dada a volatilidade persistente dos lucros na América Latina e a situação não resolvida da Avon International, um aumento de curto prazo nos pagamentos de dividendos parece injustificado.

Apesar do alto potencial de geração de valor previsto com as medidas, o JP Morgan avalia que o mercado não estará disposto a pagar antecipadamente por isso e comprar a tese agora, dadas as tendências operacionais fracas da companhia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O foco deve ser nas mudanças de gestão e nas tendências de rentabilidade abaixo do esperado, além da provável desaceleração do faturamento”, avaliam Joseph Giordano AC, Guilherme A. Vilela, Nicolas Larrain, Estela Strano e Froylan Mendez, que assinam o relatório.

Ações NTCO3: o que fazer agora?

Apesar da visão majoritariamente negativa sobre os impactos da operação, a XP manteve recomendação de compra para as ações da Natura.

O Itaú BBA também seguiu com recomendação “outperform, equivalente à compra. 

Já o Citi decidiu dar um passo para trás da tese e revisou para baixo a classificação para Natura (NTCO3), de compra para “Neutro/Risco Alto”, dada a maior incerteza na trajetória da margem e os efeitos negativos persistentes da Avon International.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A visão mais conservadora se baseia nas perspectivas mais cautelosas para a América Latina em 2025, além de maiores dificuldades para realizar o desinvestimento da Avon International sinalizarem que a queima de caixa dessa divisão provavelmente continuará. 

“Vemos a Natura ​​sendo negociada a múltiplos de 11,7 vezes o preço/lucro estimado para 2025, o que, apesar de estar com um grande desconto em relação aos pares internacionais, não representa um ponto de entrada atraente em relação à nossa cobertura no Brasil”, avaliaram os analistas.

O JP Morgan também permaneceu com visão neutra para as ações NTCO3.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CONFLITO COM OS DIAS CONTADOS?

A guerra vai acabar? Verde diz o que pode parar Trump no Irã — e não é a disparada do petróleo

10 de março de 2026 - 12:35

Na carta de fevereiro, o fundo de Stuhlberger avalia o conflito no Oriente Médio e diz quais as peças do tabuleiro foram mexidas — o lendário investidor deu tchau para o euro

O CÉU É O LIMITE

Até onde o petróleo pode chegar após atingir o maior nível desde 2022?

9 de março de 2026 - 18:29

Segundo analistas, os preços da commodity só vão se acomodar se ficar claro para o mercado quanto tempo o conflito no Oriente Médio vai durar

EM BUSCA DE ABRIGO

Brasil vira porto seguro do UBS: por que o banco suíço está comprado em câmbio, juros e ações brasileiras?

9 de março de 2026 - 18:00

Enquanto o Oriente Médio ferve, o UBS vê o Brasil como um dos emergentes menos expostos ao conflito

AO LADO DA PRIO

O que o gringo vê na Petrobras (PETR4)? Saiba por que a estatal é uma das preferidas entre os investidores estrangeiros

9 de março de 2026 - 15:04

Embora o risco político da Petrobras afete a inclinação dos investidores brasileiros em investir na ação, os estrangeiros são mais otimistas com a ação

REAÇÃO AOS RESULTADOS

O calcanhar de Aquiles da MRV (MRVE3) ainda é o mesmo: o que está por trás da queda forte nas ações após balanço do quarto trimestre?

9 de março de 2026 - 14:19

Resultado do quarto trimestre mostra avanço nas operações de incorporação, mas perdas da Resia continuam pressionando o balanço e preocupando analistas

MERCADOS HOJE

Petróleo dispara com guerra no Oriente Médio, volta aos US$ 100 e coloca mercados em alerta; Focus prevê Selic mais alta no Brasil

9 de março de 2026 - 9:37

Alta da commodity chegou a superar 25% durante a madrugada, empurrou investidores para ativos de proteção e reacendeu temores de inflação e juros altos — inclusive no Brasil

VALE ENTRAR?

Compass, Aegea, BRK: quais são as empresas na fila do IPO e como elas podem não repetir os erros de 2021

9 de março de 2026 - 6:03

A possibilidade de reabertura da janela de IPOs atrai empresas dispostas a abrir o capital, mas movimento nessa direção ainda é tímido

ATENÇÃO, INVESTIDORES

Novos horários da B3: confira a programação da bolsa do Brasil a partir de segunda-feira, 9 de março

8 de março de 2026 - 17:01

Com o início do horário de verão nos Estados Unidos e na Europa, a bolsa brasileira encurta o tempo de negociação para manter a sincronia com os mercados globais

DESTAQUES DA SEMANA

Braskem (BRKM5), Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR3) lideram as maiores altas do Ibovespa na semana

7 de março de 2026 - 14:50

Escalada da guerra no Oriente Médio e disparada do petróleo marcaram a semana na bolsa brasileira; veja as ações com maiores altas e quedas

DECEPCIONOU O MERCADO

Tarifaço de Trump afeta lucro da Embraer (EMBJ3) no 4º trimestre de 2025, mesmo com receita recorde; ações caem mais de 5%

6 de março de 2026 - 12:00

A fabricante de aeronaves registrou resultados abaixo do esperado pelo mercado e ações reagem em queda: o que aconteceu com a Embraer?

FII DO MÊS

Fundo imobiliário defensivo para lucrar com juros ainda altos domina as recomendações de analistas para março; saiba qual é 

6 de março de 2026 - 6:04

Veja quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas neste mês e como posicionar sua carteira de FIIs agora

O MAPA DO TESOURO

Onde apostar na bolsa agora? Itaú BBA revela 26 ações que podem brilhar em meio ao caos de mercado em 2026

5 de março de 2026 - 18:10

Mesmo com juros altos e volatilidade global, analistas veem um grupo seleto de empresas capaz de atravessar a turbulência e se valorizar na bolsa neste ano

ONDE INVESTIR

Onde Investir em março: as ações para ganhar com dividendos, uma pimentinha de olho na valorização e os FIIs e criptos favoritos para o mês

4 de março de 2026 - 7:00

Ao Seu Dinheiro, analistas da Empiricus Research recomendaram seus investimentos preferidos para março, entre ações, fundos imobiliários e criptoativos

MERCADOS HOJE

Medo generalizado com Irã vs. EUA toma conta e Ibovespa despenca quase 5%; dólar sobe acima de R$ 5,30

3 de março de 2026 - 12:19

O principal índice de ações do Brasil tomba 4,64% por volta das 12h10, aos 180.518,33 pontos; dólar avança mais de 3,18%, negociado aos R$ 5,3045

DA ROÇA PARA A BOLSA

ROCA11: Ceres Investimentos semeia crédito do agronegócio entre investidores de varejo

2 de março de 2026 - 19:35

Gerido por gestora próxima ao agro, novo Fiagro negociado na bolsa brasileira pretende levar o setor para mais perto dos investidores comuns; conheça

ATÉ QUANDO

Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR4) em alta com conflito no Oriente Médio; vale investir? Veja por que a resposta não é tão simples

2 de março de 2026 - 14:32

O que determina que empresas petroleiras vão ganhar mais com esse conflito não é só o preço da commodity; entenda

SUCESSOR DO ORÁCULO DE OMAHA

Novo CEO da Berkshire Hathaway destaca 4 ações favoritas na primeira carta pós era Warren Buffett

2 de março de 2026 - 13:10

Greg Abel defende quatro empresas norte-americanas favoritas que devem continuar na carteira por décadas — e cinco empresas japonesas que também compõem o portfólio

FECHAMENTO DOS MERCADOS

Ibovespa supera medo da guerra entre EUA e Irã e fecha em alta; petroleiras dominam o pregão

2 de março de 2026 - 8:56

Escalada no Oriente Médio fez os preços do petróleo subirem e levou junto as petroleiras no B3; ouro terminou o dia com alta de mais de 1%, enquanto a prata caiu

SOBE E DESCE

Raízen (RAIZ4) desaba quase 40% e vira a pior ação do Ibovespa em fevereiro; MRV (MRVE3) dispara no mês

28 de fevereiro de 2026 - 15:01

Fluxo estrangeiro impulsiona a bolsa brasileira, mas resultados fracos e endividamento pesado derrubam algumas ações no mês; veja os destaques

SOB TENSÃO

Petróleo a US$ 100? O que a escalada das tensões no Oriente Médio significa para o mercado — e para a Petrobras (PETR4)

28 de fevereiro de 2026 - 13:21

Se o risco virar escassez real, o barril pode mudar de patamar; entenda os três fatores que o mercado monitora e o possível efeito sobre a Petrobras

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar