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O mercado avalia que a Natura vivencia uma verdadeira perda, dada a saída de um executivo visto como essencial para a resolução da Avon. O que fazer com as ações NTCO3 agora?
A reestruturação organizacional anunciada pela Natura&Co (NTCO3) gerou sentimentos mistos no mercado — que não comprou a tese das mudanças, mas acompanha as ações tomarem fôlego na bolsa brasileira na manhã desta sexta-feira (21).
Por volta das 11h45, as ações NTCO3 subiam 0,41%, negociadas a R$ 9,69. No entanto, diante da sangria recente que sucedeu a divulgação de um balanço aquém das expectativas, os papéis amargam desvalorização da ordem de 23% desde o início do ano.
Basicamente, a nova fase da empresa prevê foco maior nos negócios da América Latina e expansão da marca Natura, além de mudanças na alta administração. Você confere aqui os detalhes da reestruturação proposta pela empresa.
Em geral, os analistas de mercado avaliam que a Natura vivencia uma verdadeira perda, dada a saída de Guilherme Castellan, atual diretor financeiro (CFO) e de RI, executivo visto como essencial para a resolução da Avon.
E por que as ações sobem, então? O JP Morgan avalia que os papéis NTCO3 inclusive deveriam reagir negativamente ao anúncio, mas a atividade potencial de recompra de papéis pela empresa poderia compensar as pressões negativas nesta sessão.
O Itaú BBA é um dos bancos que avalia as notícias como predominantemente negativas.
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Segundo os analistas, o principal problema está no timing da operação, e não na reestruturação por si só, já que ela já era amplamente antecipada e deve gerar ganhos materiais de eficiência à Natura.
O banco afirma que a maioria dos investidores esperava que esses desenvolvimentos, com destaque para a saída do “bem conceituado CFO”, acontecessem apenas depois de uma resolução definitiva sobre a Avon International.
“As notícias de hoje adicionam mais camadas de incerteza e podem aumentar a volatilidade em torno das ações”, projetaram os analistas Rodrigo Gastim, Victor Rogatis, Vinicius Pretto e Kelvin Dechen, que assinam o relatório.
A XP Investimentos também destaca que a saída de Guilherme Castellan é negativa, já que o CFO era visto pelo mercado como o “homem chave” por trás do plano de desinvestimento da Natura, o que poderia trazer riscos adicionais à resolução da Avon.
A empresa, no entanto, afirma que as mudanças propostas não mudam a estratégia para a Avon e que segue explorando alternativas para o ativo como uma potencial venda.
Se por um lado, a reestruturação da Natura&Co (NTCO3) é vista como negativa do ponto de vista da alta administração, por outro, o mercado elenca diversos pontos positivos sob a ótica das finanças da companhia.
Uma das implicações positivas da fusão para o balanço são as economias mais rápidas maiores no nível da holding. Nas contas do Itaú BBA, a previsão é de potenciais reduções de custos na faixa dos R$ 100 milhões a R$ 150 milhões anualmente.
Os analistas também destacam impostos mais baixos, já que a Natura Cosméticos poderia usar as perdas acumuladas da controladora para compensar os pagamentos de impostos, desbloqueando eficiências fiscais.
A XP ainda avalia que a fusão deve permitir potenciais pagamentos de dividendos aos acionistas devido às reservas de lucros positivas da Natura Cosméticos.
No entanto, o Itaú destaca que, dada a volatilidade persistente dos lucros na América Latina e a situação não resolvida da Avon International, um aumento de curto prazo nos pagamentos de dividendos parece injustificado.
Apesar do alto potencial de geração de valor previsto com as medidas, o JP Morgan avalia que o mercado não estará disposto a pagar antecipadamente por isso e comprar a tese agora, dadas as tendências operacionais fracas da companhia.
“O foco deve ser nas mudanças de gestão e nas tendências de rentabilidade abaixo do esperado, além da provável desaceleração do faturamento”, avaliam Joseph Giordano AC, Guilherme A. Vilela, Nicolas Larrain, Estela Strano e Froylan Mendez, que assinam o relatório.
Apesar da visão majoritariamente negativa sobre os impactos da operação, a XP manteve recomendação de compra para as ações da Natura.
O Itaú BBA também seguiu com recomendação “outperform”, equivalente à compra.
Já o Citi decidiu dar um passo para trás da tese e revisou para baixo a classificação para Natura (NTCO3), de compra para “Neutro/Risco Alto”, dada a maior incerteza na trajetória da margem e os efeitos negativos persistentes da Avon International.
A visão mais conservadora se baseia nas perspectivas mais cautelosas para a América Latina em 2025, além de maiores dificuldades para realizar o desinvestimento da Avon International sinalizarem que a queima de caixa dessa divisão provavelmente continuará.
“Vemos a Natura sendo negociada a múltiplos de 11,7 vezes o preço/lucro estimado para 2025, o que, apesar de estar com um grande desconto em relação aos pares internacionais, não representa um ponto de entrada atraente em relação à nossa cobertura no Brasil”, avaliaram os analistas.
O JP Morgan também permaneceu com visão neutra para as ações NTCO3.
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