O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Mercado já começa a reajustar as estimativas para a taxa básica de juros e agora espera uma alta de 0,75 ponto percentual na próxima reunião do Copom
O anúncio do pacote de corte de gastos pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, entre a noite de quarta (27) e a manhã de quinta (28), motivou uma forte reação negativa do mercado, derrubando o Ibovespa de volta para o patamar dos 124 mil pontos e levando o dólar a ultrapassar o patamar dos R$ 6 pela primeira vez. O pessimismo continua nesta sexta-feira (29).
Já os contratos de juros futuros (DIs), que cristalizam as expectativas dos investidores para a taxa básica de juros em datas futuras e baliza o rendimento dos ativos de renda fixa, dispararam em todos os vencimentos.
A alta dos juros de prazos mais longos significa que o mercado está considerando o Brasil um país mais arriscado para se investir, enquanto o avanço dos juros de prazos mais curtos representa as expectativas para política monetária, isto é, para onde o Banco Central deve levar a Selic nas próximas reuniões do seu Comitê de Política Monetária (Copom).
Embora algumas medidas de cortes de gastos tenham sido bem avaliadas por economistas de mercado, que veem o governo indo na direção correta, ainda assim o pacote foi considerado insuficiente para atingir a economia necessária para o reequilíbrio das contas públicas.
Além disso, a decisão de conjugar o anúncio do pacote com o da isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês foi considerada populista e passou a impressão, aos agentes de mercado, de que o governo Lula não está se mostrando realmente compromissado com o ajuste fiscal.
Assim, de cara o mercado passou a projetar que o BC terá que aumentar a Selic com mais intensidade para conter o efeito inflacionário advindo da disparada do dólar e do estímulo à demanda que a futura isenção de IR deve provocar.
Leia Também
Para a próxima reunião do Copom, a ser realizada em 10 e 11 de dezembro, as expectativas majoritárias de alta para a taxa Selic passaram de 0,50 ponto percentual para 0,75 ponto percentual, elevando a taxa de 11,25% diretamente para 12,00% ao ano.
Estimativas de alta de 1,00 ponto percentual também já começam a ganhar relevância, de acordo com as opções de Copom negociadas na B3, o que levaria a taxa básica para 12,25% ao ano.
Para as duas primeiras reuniões de 2025, realizadas em janeiro e março, as estimativas predominantes são de altas de mais 0,75 e 0,50 ponto, respectivamente, o que elevaria a Selic para 13,25% já ao final do primeiro trimestre do ano, mas também já aparece uma probabilidade relevante de alta de 1,00 ponto na reunião de janeiro.
Economistas de mercado contestam a economia de R$ 71,9 bilhões nos próximos dois anos anunciada por Haddad na divulgação das medidas de corte de gastos.
Para Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos, a economia do pacote deve ser de 62% do valor anunciado, ou cerca de R$ 45 bilhões.
O Itaú Unibanco calcula um potencial de economia de R$ 53 bilhões nos próximos dois anos, 2025 e 2026, enquanto nas contas da Monte Bravo, as medidas resultarão numa contenção de despesas em torno de R$ 40 bilhões a R$ 45 bilhões.
Na estimativa mais otimista de José Márcio Camargo, economista-chefe da Genial Investimentos, a economia seria de R$ 48,9 bilhões nos próximos dois anos.
Já na visão de Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG Pactual e ex-secretário do Tesouro Nacional, a estimativa é de um impacto de R$ 46 bilhões em dois anos e R$ 242 bilhões até 2030, ante uma estimativa do governo de R$ 327 bilhões nesse período.
Dados o ruído comunicacional do governo e as estimativas de economia consideradas insuficientes, as instituições financeiras já começam a recalcular a rota das suas projeções para a Selic não apenas no curtíssimo prazo, como também a taxa do fim do atual ciclo de altas nos juros.
Se antes as projeções mais pessimistas de Selic terminal (ao fim do ciclo) se situavam pouco acima dos 13,00%, agora este patamar parece comedido.
Ontem, o JP Morgan elevou sua projeção de Selic terminal para 14,25% no meio do ano que vem. Mas os investidores já estão de fato colocando dinheiro em um cenário de Selic neste patamar no fim do ano que vem.
Os DIs que vencem a partir de janeiro de 2026 já vem sendo negociados no patamar de 14%, o qual se estende até janeiro de 2029.
Com isso, os títulos de renda fixa prefixados e indexados à inflação, os quais têm uma parte da remuneração prefixada, vêm sofrendo forte desvalorização nos últimos dias, uma vez que, quando as taxas sobem, seus preços caem.
Os títulos públicos, que caminhavam para terminar novembro em leve alta, agora devem fechar o mês em queda mais uma vez. Veja aqui o ranking do Tesouro Direto de novembro.
Em compensação, as remunerações oferecidas para quem comprar esses papéis agora e levá-los até o vencimento deram um salto, com os títulos Tesouro IPCA+ com vencimento em 2029 passando a oferecer uma rentabilidade de mais de 7% ao ano acima da inflação. Os demais vencimentos também já se aproximam da marca, digna de momentos de crise no Brasil..
Os golpistas e fraudadores estão utilizando indevidamente do nome do FGC, bem como tentando interferir no regular processo de pagamento
Apesar da pressão dos juros altos, a maioria das empresas fez ajustes importantes, e o setor segue com apetite por crédito — mas nem todas escaparam ilesas
Banco afirma que o mercado “exagerou na punição” à dívida da companhia e vê retorno atrativo para investidores em meio ao forte desconto
Itaú BBA e XP divergem em suas recomendações de títulos públicos no início deste ano; corretoras e bancos também indicam CRI, CRA, debêntures e CDB
Demora no ressarcimento pelo FGC faz a rentabilidade contratada diluir ao longo do tempo, e o investidor se vê com retorno cada vez menor
Melhor desempenho entre os títulos públicos ficou com os prefixados, que chegaram a se valorizar mais de 20% no ano; na renda fixa privada, destaque foram as debêntures incentivadas
Investimentos como CRI/CRA, debêntures e outros reduziram a participação dos bancos nos empréstimos corporativos
Novos títulos têm vencimento fechado, sem a possibilidade de resgate antecipado
O Copom ainda não cortou a taxa de juros, mas isso deve acontecer em breve — e o mercado já se move para ajustar os retornos para baixo
BTG Pactual, BB Investimentos, Itaú BBA e XP recomendam aproveitar as rentabilidades enquanto a taxa de juros segue em 15% ao ano
Em carta mensal, Sparta analisa por que os eventos de crédito deste ano não doeram tanto no mercado de debêntures quanto os de empresas como Americanas e Light em 2023 e avalia os cenários de risco e oportunidades à frente
Pierre Jadoul não vê investidor disposto a tomar risco e enfrentar volatilidade enquanto juros continuarem altos e eleições aumentarem imprevisibilidade
O produto estará disponível por tempo limitado, entre os dias 24 e 28 de novembro, para novos clientes
Após o tombo do Banco Master, investidores ainda encontram CDBs turbinados — mas especialistas alertam para o risco por trás das taxas “boas demais”
Levantamento da Anbima mostra que a expectativa de queda da Selic puxou a valorização dos títulos de taxa fixa
A correção de spreads desde setembro melhora a percepção dos gestores em relação às debêntures incentivadas, com o vislumbre de retorno adequado ao risco
Surpresa da divulgação do IPCA de outubro foi gatilho para taxas do Tesouro Direto se afastaram dos níveis mais altos nesta terça-feira (11)
BTG Pactual, BB Investimentos, Itaú BBA e XP recomendam aproveitar as rentabilidades enquanto a taxa de juros segue em 15% ao ano
Queda inesperada de demanda acende alerta para os fundos abertos, porém é oportunidade para fundos fechados na visão da gestora
Queda inesperada de demanda por debêntures incentivadas abriu spreads e derrubou os preços dos papéis, mas movimento não tem a ver com crise de crédito