O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Denúncias de assédio sexual por parte do ministro vieram a público na quinta-feira (5); presidente Lula afirmou que “quem pratica assédio não vai ficar no governo”

Silvio Almeida foi oficialmente demitido do cargo de ministro dos Direitos Humanos do governo Lula. A decisão saiu na noite desta sexta-feira e foi divulgada em comunicado oficial do Planalto.
De acordo com a nota, Almeida foi convocado para uma conversa com o presidente, que optou pela dispensa do ministério.
"O presidente considera insustentável a manutenção do ministro no cargo considerando a natureza das acusações de assédio sexual", diz o comunicado.
O Planalto destacou que a Polícia Federal investiga o caso e que a Comissão de Ética Pública da Presidência da República também abriu um procedimento para apurar as denúncias.
"O Governo Federal reitera seu compromisso com os Direitos Humanos e reafirma que nenhuma forma de violência contra as mulheres será tolerada."
A queda de Almeida acontece após uma reportagem do portal Metrópoles divulgada na última quinta-feira (5). De acordo com a publicação, a ONG Me Too Brasil, que luta contra o abuso de mulheres, acolheu denúncias anônimas de assédio moral e sexual contra o ministro.
Leia Também
Apesar do anonimato, uma das muitas vítimas teria sido a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco.
Provas e detalhes sobre as denúncias ainda não foram divulgados. O ministro negou as acusações e afirmou, por meio de suas redes sociais, que estaria sendo vítima de perseguição.
A primeira manifestação pública de uma vítima de Silvio Almeida aconteceu na tarde de sexta-feira (6).
Isabel Rodrigues (PSB), candidata a vereadora na Câmara Municipal de São Paulo, publicou um vídeo em suas redes sociais afirmando ter sido vítima de Almeida em agosto de 2019.
Na época, o ex-ministro integrava o Conselho Pedagógico da Escola de Governo, do qual ela também participava.
"A violência sexual sofrida há cinco anos foi tema em sessões de terapia. Pensei muitas vezes em denunciar. Não o fiz por vários motivos, e o motivo maior, foi o medo disso voltar contra mim. Tomei a decisão porque essas mulheres estão sendo julgadas como mentirosas, como fazendo parte de um grupo contra o ministro. Faço essa declaração pública pelo compromisso com a verdade e a justiça. Infelizmente o ministro Silvio de Almeida cometeu violência sexual sim", afirma.
Na noite da quinta (5), o Palácio do Planalto informou que Silvio Almeida foi chamado a prestar explicações à Controladoria Geral da União e ao advogado-geral da União, Jorge Messias.
A partir do dia seguinte, na sexta (6), as manifestações vieram em cascata, até mesmo por parte da Polícia Federal.
Logo pela manhã, em entrevista à rádio Difusora Goiânia, o presidente Lula afirmou que “alguém que pratica assédio não ficaria no governo” e uma decisão sobre o futuro de Silvio Almeida seria tomada em reunião marcada para às 14h30 do mesmo dia.
A Comissão de Ética da Presidência da República também anunciou que abriu um procedimento preliminar para analisar as denúncias, e que o ministro teria 10 dias para se manifestar.
Já o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou em entrevista à Globo News que um inquérito contra o ministro foi instaurado pela PF ainda na sexta (6), por “iniciativa própria” da corporação.
Enquanto isso, a ministra Anielle Franco não se manifestou sobre ter sido uma das vítimas, mas recebeu apoio público da primeira-dama do Brasil, Rosângela da Silva (Janja), em suas redes sociais, e também da senadora Zenaide Maia (PSD-RN), líder da Procuradoria da Mulher no Senado.
“Nossa solidariedade e nosso apoio à ministra Anielle Franco e às demais denunciantes são irrestritos. O próprio governo federal reconhece a gravidade das denúncias e iniciou investigação. Seguimos unidas e acompanhando o caso", afirmou Zenaide em nota oficial.
Desde que retornou ao Planalto em 2023, o governo Lula passou por cinco trocas de ministros em suas pastas, mas todas aconteceram no ano passado. Silvio Almeida é o primeiro de 2024.
Em 11 de junho, o ministro das Comunicações Juscelino Filho foi indiciado pela Polícia Federal por corrupção passiva e organização criminosa, tornando-se alvo de especulações sobre sua saída do cargo. Porém, permanece na pasta até o momento.
*Com informações do Estadão Conteúdo
DISPUTA PRESIDENCIAL
ELEIÇÕES 2026
ELEIÇÕES 2026
ELEIÇÕES 2026
OPERAÇÃO COMPLIANCE ZERO
ELEIÇÕES DE 2026
Conteúdo Empiricus
VEJA DETALHES DA PESQUISA
ENTENDA
SEM IMPOSTOS
ELEIÇÕES 2026
Conteúdo Empiricus
POLÍTICA
VITÓRIA FORA DA MARGEM DE ERRO
PLANALTO DOBRA A APOSTA
TRABALHO E QUALIDADE DE VIDA
GOVERNO
"SALTO MAIS ALTO"
FRAUDES
PESQUISA ATLAS/BLOOMBERG