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Contudo, a decisão só vale para novos contratos, porque há impedimento de suspensão com os que já estão em andamento

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu suspender novos contratos de publicidade no X (antigo Twitter), em reação às atitudes do dono da plataforma, Elon Musk, contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
A informação foi divulgada primeiro pelo ICL Notícias. De acordo com regras da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), há uma norma que "coibe a monetização" em ações publicitárias do governo de sites, aplicativos e produtores de conteúdo na internet que ensejem risco de danos à imagem das instituições do Poder Executivo federal.
Contudo, a decisão só vale para novos contratos, porque há impedimento de suspensão com os que já estão em andamento.
Segundo os dados do portal de despesas com publicidade organizado pela própria Secom, cerca de R$ 5,4 milhões foram veiculados em anúncios do governo no X entre 2023 e 2024. No ano passado, o X recebeu menos verbas do que a Meta, TikTok e Google.
Musk vem recebendo apoio de bolsonaristas, desbloqueou contas de investigados por fake news, e agora também é investigado pela Polícia Federal.
O representante e administrador responsável pelo X, antigo Twitter, no Brasil, o advogado Diego de Lima Gualda, renunciou ao cargo, segundo documento da Junta Comercial de SP.
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A ficha cadastral da empresa no órgão data a carta de renúncia como tendo sido protocolada no dia 8 de abril, dois dias após Elon Musk, dono da empresa, ameaçar descumprir ordens judiciais do Supremo Tribunal Federal (STF) e atacar o ministro Alexandre de Moraes.
Gualda assumiu o cargo em agosto de 2023 como procurador e administrador da empresa no País, e já havia ocupado a função de diretor jurídico.
Em sua conta no LinkedIn, o advogado data o fim de sua atuação na empresa em abril de 2024. Não há registros no sistema da Junta de um novo nome ocupando a função. A reportagem tenta contato com o advogado.
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