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Novos registros estavam suspensos desde o início do governo Lula, que reverteu a política armamentista da gestão de Jair Bolsonaro
O Exército vai voltar a emitir, a partir deste mês, autorizações para colecionadores de armas, atiradores desportivos e caçadores (CACs).
Os novos registros estavam suspensos desde o início do governo de Luiz Inácio Lula da Silva por decreto que reverteu a política armamentista da gestão de Jair Bolsonaro (PL).
A retomada da emissão dos chamados Certificados de Registro (CR) foi expressa em um comunicado e em uma portaria do Exército do fim de dezembro.
O mercado de armas aguardava a nova regulamentação desde julho, quando um novo decreto de Lula sinalizou que a emissão de novos registros aconteceria a partir de uma deliberação do Exército.
A portaria dos militares traz uma série de especificações sobre o acesso de civis aos chamados produtos controlados.
Uma das principais mudanças é referente ao prazo de validade dos CRs. Com Bolsonaro, ele era de dez anos. Agora, os documentos precisarão de renovação a cada três anos.
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Além disso, todos os CRs emitidos antes das novas regras perderão a validade em julho de 2026 e precisarão ser renovados para que permaneçam regulares.
O Departamento de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército publicou nota, em 22 de dezembro, destacando que as solicitações de interessados que já haviam sido enviadas ao Sistema de Gestão Corporativo do Exército serão devolvidas para que a nova documentação exigida seja anexada.
Graças a medidas pró-armas baixadas no governo Bolsonaro, os CACs se tornaram o maior segmento armado do País.
Em 2019, eram 197 mil. Em julho de 2023, 803 mil. Para efeito comparativo, estima-se em cerca de 406 mil o número de policiais militares ativos de todos os Estados e em 365 mil o total de homens das Forças Armadas.
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