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Como esperado, o banco central dos EUA manteve a taxa referencial inalterada na faixa entre 5,25% e 5,50% ano; saiba o que vem por aí na política monetária norte-americana e que mexe diretamente com o seu bolso
O presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, dançou o moonwalk nesta quarta-feira (20) para todo o mercado: manteve os juros inalterados — o que, para muitos, é um passo para trás na política monetária norte-americana — enquanto parece caminhar para frente com o otimismo sobre a inflação.
E, de fato, tudo o que os investidores esperam é que o banco central norte-americano tenha feito a dança popularizada por Michael Jackson: criado a ilusão de estar sendo puxado para trás e que o corte de juros virá em junho.
Até porque no encontro de hoje, os passos do comitê de política monetária (Fomc, na sigla em inglês) já estavam coreografados: 99% dos investidores esperavam a manutenção dos juros na faixa entre 5,25% e 5,50% ao ano, como, de fato, aconteceu.
A reação do mercado assim que a decisão saiu foi positiva — o comitê de política monetária (Fomc, na sigla em inglês) manteve a projeção de três cortes de juros este ano. A expectativa da maioria dos investidores é que essa previsão poderia cair para duas reduções em 2024.
Em Wall Street, o Dow Jones, o S&P 500 e o Nasdaq aceleraram levemente o ritmo de de ganhos. Por aqui, o Ibovespa também subiu, já o dólar bateu na mínima do dia. Acompanhe nossa cobertura ao vivo dos mercados.
“People always told me: be careful of what you do… and don't go around breaking young girl's hearts… My mother always told me: be careful of who you love… And be careful of what you do, 'cause the lie becomes the truth…”
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O moonwalk ficou conhecido mundialmente quando Michael Jackson fez os passos durante apresentação de Billie Jean, em 1983. O trecho da música fala dos conselhos que o cantor recebeu e dos cuidados que ele deveria tomar "porque uma mentira pode se tornar verdade".
O mesmo fez Powell nas diversas vezes que veio a público indicar que o Fed não tinha a confiança de que a inflação estaria realmente caminhando para a meta de 2%. Mas, no fim de 2023 com dados positivos sobre a inflação nas mãos, o mercado dobrava a aposta de que os juros seriam cortados na reunião de hoje, o que não aconteceu.
No comunicado com a decisão de hoje, o Fed mandou mais um recado, ainda que tenha mantido os três cortes de juros neste ano.
"O Comitê não espera que seja apropriado reduzir o intervalo dos juros até que tenha ganhado maior confiança de que a inflação está a evoluir de forma sustentável para 2%", diz o comunicado.
A próxima reunião do Fomc está marcada para 30 de abril e 1 de maio e, pelo menos dessa vez, apenas 8% acreditam no início do ciclo de corte de juros neste encontro, de acordo com dados compilados pelo CME Group.
O grosso das apostas continua se concentrando na reunião de 11 e 12 de junho — com as chances passando de 65% antes da reunião de hoje para 73,2% — e de 30 e 31 de julho, com a probabilidade passando de 80% para 86,6%, segundo a ferramenta FedWatch do CME.
A reunião de política monetária de março não trouxe o primeiro corte de juros do ciclo, mas trouxe as projeções econômicas dos membros do Fomc, atualizadas a cada três meses.
O famoso dot plot, ou gráfico de pontos mostra que os membros do Fed ainda projetam três cortes nos juros em 2024, apesar de uma melhoria das perspectivas para o crescimento econômico dos EUA.
As previsões do Fomc indicam juros médios de 4,6% em 2024. Com a atual taxa na faixa de 5,25% a 5,50%, o gráfico de pontos implica três cortes de 0,25 pontos percentuais (pp). A projeção anterior de dezembro também mostrava três cortes nas taxas em 2024.
No entanto, o crescimento projetado para o PIB dos EUA em 2024 saiu de 1,4% em dezembro para 2,1% nas estimativas de agora. As previsões deste ano para a inflação foram mantidas, mas o núcleo — que exclui alimentos e energia — subiu de 2,4% para 2,6%.
Essas previsões dão uma ideia do ritmo em que o Fed vai dançar nos próximos meses. Confira os números:
Juros
PIB dos EUA
Inflação medida pelo PCE
Taxa de desemprego
Powell bem que poderia, mas não entrou na coletiva após a decisão que manteve os juros inalterados fazendo o moonwalk — pelo menos não fisicamente.
Nas palavras, no entanto, o presidente do Fed fez todas as variações que o passo permite: deslizou para frente, para o lado e até mesmo em círculos.
Powell começou a coletiva reconhecendo os avanços da economia e do quadro geral da inflação, mas voltou evitou cravar o momento do corte de juros, afirmando que precisa ver mais dos dados e que as decisões serão tomadas reunião por reunião.
"A inflação fez progressos notáveis, está desacelerando, mas segue muito elevada. O caminho adiante ainda é incerto. O progresso da inflação não é garantido", disse Powell.
"O mercado de trabalho segue aquecido, mas caminha para um equilíbrio maior. O crescimento nominal dos salários tem desacelerado", afirmou ele, acrescentando que "se o quadro seguir como o previsto, será adequado relaxar a política monetária em algum momento este ano".
Questionado sobre se em maio, quando acontece a próxima reunião, o Fed teria a confiança necessária para começar a cortar os juros, Powell se limitou a dizer que "não tomamos qualquer decisão hoje sobre reuniões futuras". "Não falamos hoje sobre cortar juros em algum mês específico", afirmou.
Embora tenha afirmado que será um governador low-profile, a permanência no conselho até 2028 pode ser uma barreira para possíveis interferências políticas no banco central norte-americano
A taxa seguiu inalterada como esperado pelo mercado, mas a maior rebelião interna do Fed desde 1992 marca o que deve ser a última reunião de Powell como presidente do banco central norte-americano
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