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O risco de um conflito ampliado é tamanho que nesta quinta-feira (11), a Rússia e a Alemanha instaram os países do Médio Oriente a mostrarem moderação
O Irã jogou mais gasolina na fogueira e pode incendiar o Oriente Médio de vez. Teerã prometeu vingança pelo ataque aéreo de 1º de abril ao complexo da sua embaixada em Damasco, que matou um importante general iraniano e seis outros oficiais militares iranianos, aumentando a tensão na região que já enfrenta a guerra de Gaza.
O risco de um conflito ampliado é tamanho que nesta quinta-feira (11), a Rússia e a Alemanha instaram os países do Médio Oriente a mostrarem moderação.
Mais cedo, a companhia aérea alemã Lufthansa — uma das duas únicas transportadoras ocidentais que voam para Teerã — prolongou a suspensão dos seus voos para a capital iraniana, enquanto a Rússia alertou contra viagens para o Médio Oriente.
Israel não assumiu a responsabilidade pelo ataque de 1º de abril, pelo qual o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, disse que Israel "deve ser punido e será".
Israel disse que estava preparando para "satisfazer todas as necessidades de segurança" em uma região nervosa devido à ameaça iraniana de atacar Tel Aviv.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que continuaria a guerra em Gaza, mas seguiria com preparativos de segurança em outras regiões do país.
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"Quem quer que nos prejudique, nós os prejudicaremos. Estamos preparados para atender a todas as necessidades de segurança do Estado de Israel, tanto defensivamente quanto ofensivamente", disse.
O presidente dos EUA, Joe Biden, disse que o Irã estava ameaçando lançar um "ataque significativo em Israel" e que havia dito a Netanyahu que "o compromisso com a segurança de Israel contra essas ameaças do Irã e seus representantes é rígido".
Já a ministra das Relações Exteriores da Alemanha, Annalena Baerbock, telefonou ao seu homólogo iraniano, Hossein Amirabdollahian, para pedir “contenção máxima” para evitar uma nova escalada.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse aos cidadãos que não deveriam viajar para o Médio Oriente, especialmente para Israel, Líbano e territórios palestinos.
*Com informações da Reuters
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