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Enquanto Bolsonaro votou contra o Plano Real em 1994, Lula disputava a presidência contra Fernando Henrique Cardoso
A implementação do Plano Real completa 30 anos em 2024. À luz da história, os elogios e as críticas dificilmente se distanciam da engenharia de obra pronta.
No calor do momento, porém, a implementação do plano econômico estava longe de ser um consenso. Os dois principais expoentes políticos da atualidade servem como exemplos vivos disso.
Tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto seu antecessor, Jair Bolsonaro, opuseram-se ao Plano Real três décadas atrás.
Então em seu primeiro mandato como deputado federal, Bolsonaro votou contra a MP 482/1994. A medida provisória em questão estabeleceu a unidade real de valor.
Conhecida pela sigla URV, a moeda virtual ancorou a transição do Cruzeiro Real para o Real e foi o pontapé inicial do projeto que viabilizou o controle da inflação.
Lula, por sua vez, não exercia mandato na ocasião em que o Plano Real entrou em vigor. Ele se preparava para disputar pela segunda vez a Presidência da República.
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Em 1989, licenciado do cargo de deputado constituinte, Lula perdeu a eleição para Fernando Collor de Mello. Em 1994, ele enfrentaria nas urnas o então ministro da Fazenda de Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso.
O petista via o Plano Real como mais um dos desgastantes experimentos econômicos por meio dos quais governo atrás de governo tentava, sem sucesso, colocar sob controle o dragão da inflação em meio ao processo de redemocratização. “Vai apenas congelar a miséria”, disse Lula em 1994.
Na votação da MP 482, a bancada de seu partido, o PT, foi contra a medida.
Quatro anos depois, quando se preparava para seu segundo confronto nas urnas com FHC, Lula começava a dar o braço a torcer.
“Quem viveu com a inflação a 80% ao mês e agora está vivendo com a inflação de 5% ao ano sabe que isso faz uma diferença desgraçada no poder aquisitivo”, afirmou em 1998.
Isso porque a priorização da estabilidade monetária a todo o custo (os juros eram “escorchantes” segundo próprio FHC) relegava a segundo plano o desenvolvimento de uma estrutura social robusta em um momento no qual o Brasil apresentava taxa elevada de desemprego e a economia estava especialmente exposta a turbulências externas devido ao baixo nível das reservas internacionais.
Foi esse conjunto que levou Lula, ao assumir pela primeira vez a Presidência, em 2003, a alegar ter recebido de FHC uma “herança maldita”.
Os anos passaram, as críticas iniciais ao Plano Real ficaram pelo caminho e surgiram outras heranças a serem amaldiçoadas.
Bolsonaro estava no fim de seu primeiro mandato como deputado federal quando o Plano Real foi aprovado.
Por muitos anos, só o que se sabia era que ele havia votado contra a MP 482/1994.
Como Bolsonaro passou a maior parte de seu tempo no Parlamento como um deputado do chamado baixo clero da Câmara, livrou-se de ser cobrado publicamente no calor do momento.
A opinião dele sobre o tema apenas despertou alguma curiosidade quando ele despontou como candidato nas eleições presidenciais de 2018.
Registros de áudios da época dos debates sobre a implementação do Plano Real mostram que sua principal crítica tinha relação com a conversão dos soldos dos militares.
Na ocasião, ele criticou notícias referentes ao apoio de oficiais de alta patente ao Plano Real.
“Os senhores ministros e militares devem parar, refletir e pensar nas consequências para a tropa, para a democracia, para todos neste país, porque, na verdade, eu entendo que será insuportável a política salarial que estão impondo nesta oportunidade”, afirmou.
Questionado pela revista Veja em 2017, limitou-se a dizer: “Acho que agi corretamente no meu voto”.
O Plano Real tinha lá seus defeitos. Tanto que mudanças radicais ocorreram no projeto, em especial na passagem do primeiro para o segundo mandato de FHC.
Olhando em retrospectiva, é fácil afirmar que tanto Lula quanto Bolsonaro estavam errados na ocasião.
Quando o Plano Real veio à tona, o brasileiro médio era um gato escaldado pela sucessão de planos econômicos fracassados.
De 1986 a 1991, o dragão da inflação incinerou cinco iniciativas de governo para conter a hiperinflação. Foram elas os planos Cruzado, Bresser, Verão e os fatídicos Collor I e II.
Plano ia, plano vinha e a inflação só crescia.
Em 1993, ano que antecedeu o Plano Real, os preços subiram à taxa anualizada de 2.693,84%.
É como se a inflação tivesse subido naquele ano 1,32% em cada um de seus 253 dias úteis.
Três décadas mais tarde, um número fala por si: o IPCA encerrou 2023 a 4,62% — no acumulado do ano inteiro.
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