🔴 SAIBA PROGRAMAR A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PARA O SEU TRABALHO COM A ‘FÁBRICA DE AGENTES DE IA’ – DESCUBRA AQUI

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

MEMÓRIA (DO) REAL

Nos 30 anos do Plano Real, Pedro Malan relata como o Brasil venceu a “marcha da insensatez”

Em evento em SP, Malan revelou bastidores da formação da equipe econômica responsável pela criação do Plano Real

Pedro Malan, ex-ministro da Fazenda
Pedro Malan fala sobre o Plano Real no MKBR24. Imagem: Divulgação

O brasileiro é frequentemente acusado de ser um povo sem memória. No que depender do economista Pedro Malan, essa premissa está longe de ser verdadeira. Aos 81 anos, o ex-ministro da Fazenda esbanja uma memória invejável ao falar sobre o Plano Real.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um dos protagonistas na concepção e execução do plano, Malan fez uma minuciosa retrospectiva dos meses que antecederam a introdução da nova moeda e das medidas sem as quais o Brasil dificilmente deixaria para trás a hiperinflação.

Foi por pouco, inclusive, que o Plano Real não foi pelo ralo na véspera de seu lançamento — conforme relato feito pelo ex-banqueiro central Gustavo Franco no mesmo evento.

A reportagem do Seu Dinheiro acompanhou a participação de ambos no MKBR24, realizado no início de junho, bem como o lançamento do livro “30 Anos do Real — Crônicas no Calor do Momento”, com artigos escritos por Malan, Franco e pelo também economista Edmar Bacha.

As memórias de Malan sobre o Plano Real

Pedro Malan não esconde o gosto por falar da história e resgatar as memórias dos tempos de ministro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A história é um infindável diálogo entre o passado e o futuro”, afirma ele.

Leia Também

ELEIÇÕES 2026

Lula e Flávio Bolsonaro empatam tecnicamente no 1º e no 2º turno; confira os números da nova pesquisa Datafolha

ELEIÇÕES 2026

Ninguém pode ser preso durante as eleições — mas há exceção; entenda a lei para candidatos e eleitores

E isso serve para contar a história de uma pessoa, de um país ou até mesmo do mundo como o conhecemos.

A marcha da insensatez

Aos presentes no MKBR24, muitos dos quais jovens sem memória do período, Malan falou sobre a “marcha da insensatez”.

Era o modo como economistas e a mídia muitas vezes se referiam ao período entre o fim dos anos 1960 e o início dos anos 1990, durante o qual o Brasil ostentou inconteste o infame título de campeão mundial de inflação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O programa de ação imediata, que continha as diretrizes sobre os primeiros passos do Plano Real, destacava o fato de que, naquele início de 1994, somente outros três países no mundo registravam inflação anualizada acima dos 1.000%.

Eram eles Congo, Rússia e Ucrânia — todos em situação social mais crítica que o Brasil naquele momento.

Enquanto a Rússia e a Ucrânia reerguiam-se dos escombros da dissolução da União Soviética, o Congo estava imerso em uma sangrenta guerra civil.

Inflação Voldemort

Por aqui, porém, a “marcha da insensatez” fez a alta dos preços partir de taxas moderadas no fim dos anos 1960 para se transformar em inflação galopante em meados da década de 1980 e, em sua fase mais crítica, em uma hiperinflação aparentemente incontornável.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“As pessoas tinham até medo de pronunciar a palavra hiperinflação”, disse Gustavo Franco em um momento do painel.

Nem ele nem Malan fizeram o paralelo com o vilão de Harry Potter, mas havia quem preferisse não chamar o monstro pelo nome. Talvez para não invocá-lo.

De qualquer modo, essas superstições pareciam não integrar o repertório dos economistas do Plano Real.

Não fosse assim, Malan talvez tivesse recusado o convite do então ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso para assumir o Banco Central, feito em uma sexta-feira, 13 de agosto (de 1993).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De onde vieram os pais do Plano Real

Ao longo das últimas três décadas, muito se discutiu sobre a paternidade do Plano Real.

Politicamente, quem colheu a maior parte dos louros foi Fernando Henrique Cardoso, eleito e reeleito presidente na esteira do sucesso no combate à inflação.

Ao mesmo tempo, partidários do ex-presidente Itamar Franco ressentiram-se por anos do pouco crédito atribuído a ele.

Embora fosse pouco conhecido nacionalmente antes do processo de impeachment que levou à renúncia de Fernando Collor de Mello, em 1992, era Itamar quem tinha a caneta e tomou a decisão de tirar FHC da chefia do Itamaraty para colocá-lo à frente do Ministério da Fazenda com a missão de estabelecer novos rumos econômicos para o Brasil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa história começa em meados de maio de 1993.

Ainda como ministro das Relações Exteriores, FHC fazia uma escala em Nova York na volta de uma viagem a Tóquio.

Foi quando ele recebeu um telefonema de Itamar dizendo que estava pensando colocá-lo no lugar de Eliseu Resende na posição de ministro da Fazenda.

Confortável na condição de chanceler, FHC pediu a Itamar que esperasse ele chegar ao Brasil para conversarem melhor, o que ocorreria dali a dois dias, e foi dormir.

“No dia seguinte ele acorda com a notícia da nomeação dele como ministro da Fazenda no Diário Oficial”, disse Malan.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um tanto contrariado com a indicação, Fernando Henrique ainda tentou conversar com Itamar.

“Olhe, fique tranquilo. Está sendo muito bem recebida a indicação de seu nome”, respondeu Itamar, segundo o relato de Malan.

FHC começou então a montar a equipe econômica.

“Naquele mesmo dia ele me ligou, pediu o telefone de alguns economistas e pediu que eu fosse a Brasília”, disse Malan.

Desses economistas, Gustavo Franco e Winston Fritsch imediatamente aceitaram o convite. Depois deles vieram André Lara Resende, Pérsio Arida e Edmar Bacha para postos-chave.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com FHC na posição de fiador político, estava formado o núcleo duro habilitado a reivindicar a paternidade do Plano Real.

Apagando as velinhas junto com o Plano Real

Malan também puxou o fio da memória por uma série de aniversários que acompanham os 30 anos do real:

  • 25 anos e meio do câmbio flutuante;
  • 25 anos do regime de metas de inflação;
  • 24 anos e um mês da aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) pelo Congresso.

Talvez tenha omitido os dias para não parecer detalhista demais.

Ainda assim, outros números mencionados por Malan chamam a atenção.

Lembrou que 400 dias separaram a posse de Fernando Henrique Cardoso como ministro da Fazenda, em 19 de maio de 1993, do lançamento do Real, em 1º de julho de 1994.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quando Gustavo Franco comentou que o salário mínimo foi definido à época em US$ 64, Malan acrescentou sem cerimônia: “vírgula 79.”

Números que não teriam relevância sem as memórias que suscitam.

Um raro dia de bom humor

Depois da palestra, Malan e Franco sentaram-se a uma mesa para autografar os livros, distribuídos gratuitamente aos presentes no evento.

Entre um e outro comentário elogioso à memória de ambos, a dupla respondia com um bom humor raro segundo o próprio Malan.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A gente não passa no antidoping”, disse Gustavo Franco.

Malan, por sua vez, preferiu brincar com a idade: “Velhinho perde a memória recente. A memória mais antiga segue intacta.”

Leia também

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (esquerda) e Flávio Bolsonaro (direita) aparecem em uma montagem com um fundo de urna eletrônica 17 de setembro de 2026 - 19:49
Imagem de A Justiça, a escultura localizada em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília 16 de setembro de 2026 - 19:45
O ministro Alexandre de Moraes durante sessão do STF 15 de setembro de 2026 - 19:57

UM DIA (QUASE) HISTÓRICO

Alexandre Moraes e Banco Master: um resumo sobre como acabou o julgamento do STF

15 de setembro de 2026 - 19:57
Mapa do Brasil de cabeça para baixo em ilustração sobre cartografia e orientação geográfica. A imagem mostra o território brasileiro invertido para demonstrar que não existe uma posição cientificamente correta para representar países em mapas, tema relacionado aos mapas-múndi do IBGE com Brasil no centro e hemisfério Sul no topo. 12 de setembro de 2026 - 14:00
Montagem traz uma imagem de gráfico de ações ao fundo e uma urna eletrônica no centro eleições 2026 12 de setembro de 2026 - 9:00
O ministro Alexandre de Moraes durante sessão do STF 11 de setembro de 2026 - 9:04
O presidente do STF, Edson Fachin, veste toga preta e está sentando em uma mesa, segurando papéis 9 de setembro de 2026 - 18:36
Imagem do prédio sede da Polícia Federal 8 de setembro de 2026 - 19:50
Bandeira do Brasil 7 de setembro de 2026 - 17:00
Montagem traz uma imagem de gráfico de ações ao fundo e uma urna eletrônica no centro eleições 2026 6 de setembro de 2026 - 9:00

Conteúdo Market Makers

Seus investimentos e patrimônio estão preparados para as Eleições 2026?

6 de setembro de 2026 - 9:00
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva em pé, de frente a um púlpito, com bandeira do Brasil atrás. 3 de setembro de 2026 - 19:03
O ministro Alexandre de Moraes aparece sentado, olhando para o lado, com cara de poucos amigos. 3 de setembro de 2026 - 13:41
banco master pesquisa atlasintel bloomberg 2 de setembro de 2026 - 19:46
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar