🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

PERDEU O BRILHO

Vivara (VIVA3): fundador tenta acalmar mercado após reassumir cargo de CEO, mas ação amplia tombo na B3; saiba o que ele disse aos analistas

A ação chegou a cair mais de 15% em reação ao anúncio da renúncia de Paulo Kruglensky; saiba por que o mercado torceu o nariz para a dança das cadeiras da joalheira

Carolina Gama
18 de março de 2024
14:55 - atualizado às 14:39
Nelson Kaufman, fundador da Vivara (VIVA3)
Nelson Kaufman, fundador da Vivara (VIVA3) - Imagem: Montagem Seu Dinheiro / Divulgação

Aos 18 anos, Nelson Kaufman havia acabado de ingressar na faculdade de engenharia, mas passou a trabalhar com o pai e aprendeu a profissão de joalheiro. Aos 25, ganhou a Joalheria Ipeuna, que tinha apenas um funcionário. Logo depois, mudou o nome da pequena loja para  Confecção de Joias Vivara. Hoje, a marca tem mais de 350 pontos de venda em todo o país.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Foi assim que o “novo” CEO da Vivara (VIVA3) começou a conferência com analistas na tentativa de acalmar o mercado — que reagiu mal à notícia de que Paulo Kruglensky renunciou ao cargo na sexta-feira (15) para a volta de seu fundador, 13 anos depois. 

Mas a história bonita de como a pequena joalheria na galeria Ipê, na rua Sete de Abril, em São Paulo, virou uma gigante do comércio de joias no Brasil não convenceu os investidores das razões para a saída do antigo CEO nem de que Kaufman será capaz de fazer o que é preciso para internacionalizar a marca

As ações VIVA3, que estavam caindo 7% antes das explicações do novo CEO, aceleraram as perdas e passaram a recuar mais de 14% ao fim da conferência. 

Por volta de 14h45, as ações VIVA3 recuavam 13,61%, a R$ 26,47. Ao fim da sessão de segunda-feira (19), as ações da companhia caíam 14.03%. No mês, acumulam perda de cerca de 18% e, no ano, de 23%. Acompanhe nossa cobertura ao vivo dos mercados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vivara perde o brilho na B3…

“Depois de 15 anos vivendo o dia a dia das lojas, eu não conseguia mais ficar nos nossos pontos de venda por conta do tamanho do negócio. A minha falta de contato com a loja afundou várias coleções da Vivara e aprendi que não podia fazer coleções sem passar por pelo menos oito pessoas que estão em contato direto com nosso cliente”, disse Kaufman. 

Leia Também

Logo depois dessa volta ao passado, o novo CEO da Vivara contou uma das primeiras novidades da sua administração: “as pessoas mais importantes dessa empresa, entre elas meus diretores, vão assumir as lojas duas vezes por mês”. 

“Tenho certeza que com isso vou atrair as melhores cabeças. Quem sabe daqui a 5, 6 anos ou mais não aconteça uma transição”, disse Kaufman, acrescentando que “a saúde está boa” para comandar a empresa até lá. 

A mão de ferro de Kaufman na gestão dos negócios não impressionou o mercado, que não esperava mudanças na administração da Vivara no curto prazo, já que os resultados dos últimos trimestres vieram fortes. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mais que isso: ele não conseguiu convencer os investidores de que os aprendizados do passado serão capazes de forjar o plano agressivo de internacionalização e expansão das marcas. 

Cerca de meia hora após o fim da conferência com Kaufman, os papéis da Vivara chegaram a cair 15,20%, cotados a R$ 26,10. 

“Joia não é para rico, é para o povo”

Kaufman contou aos analistas um pouco dos planos de internacionalização da Vivara — um ponto que traz preocupações ao mercado com relação à estratégia de alocação de capital aqui e lá fora. 

“Eu não abriria lojas em grandes avenidas lá de fora”, disse ele tentando acalmar o mercado sobre a agressividade da ida da Vivara ao exterior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

 “As pessoas querem ter acesso ao tipo de produto que vendemos, que pega a classe mais baixa norte-americana, por exemplo. A joia não é para o rico, é para o povo”. 

Nelson Kaufman

A estratégia de globalização da Vivara não estava nos planos do sobrinho Paulo Kruglensky, que deixou a empresa depois de assumir como CEO em fevereiro de 2021.

E, de fato, ainda não há um plano público traçado para essa internacionalização — algo que, segundo Kaufman, deve ser desenhado daqui para frente. O fundador da Vivara disse que não tem pressa para colocá-los em prática e que não fará “loucuras” com o dinheiro do acionista. 

“Eu nunca vou fazer nada para afetar 5% do meu Ebitda. Sei que os investidores estão preocupados. Nosso limite hoje é de 3% do Ebitda e perdemos isso atualmente com falhas operacionais”, contou Kaufman. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Joalheria não faz liquidação”

Quem entrar em uma loja da Vivara daqui um tempo não vai encontrar preços baixos — segundo Kaufman, “uma joalheria não pode fazer liquidação” — mas pode se deparar com um ambiente um pouco diferente. 

Está nos planos do novo CEO fazer mudanças nas lojas — menos por estética e mais pela otimização do negócio. 

“O tempo da ida ao cofre até a joia chegar ao cliente é demorado hoje e perdemos muitas vendas. Isso vai mudar. Vamos fazer pequenas alterações nas lojas que vão ajudar a impulsionar as vendas”, disse Kaufman. 

Embora não tenha dado detalhes sobre as mudanças na Vivara porque, segundo o CEO, “muita gente da concorrência fica sabendo e isso nos prejudica”, elas devem passar pela abertura de novos pontos de venda. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Quando fomos para o Nordeste, muita gente se assustou. Naquele momento, as lojas eram muito pequenas — com 30 metros quadrados, em média. Hoje temos lojas de 180 metros. Vejo espaço para colocar mais lojas em São Paulo e conseguir um valor [para o acionista] ainda maior”, disse. 

O fundador da Vivara também falou de mudanças estratégicas que a marca deve passar sob sua gestão — e deu outro recado aos investidores. 

“Vamos ter mudanças estratégicas, mas eu jamais faria algo que provocasse uma ruptura na estrutura da companhia”, afirmou. “Sempre fui prudente, escolhendo bem os ricos que vou tomar”, acrescentou. 

VALE (VALE3) ESTÁ CHEIA DE IMPASSES: VALE A PENA COMPRAR MESMO ASSIM?

Ter ou não ter Vivara?

A decisão de ter ou não uma joia da Vivara é pessoal — vai do gosto e do bolso de cada um — mas quando se trata das ações VIVA3, os analistas de mercado podem ajudar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O JP Morgan, por exemplo, recomenda a compra dos papéis, embora sinalize que espera uma visibilidade maior sobre as estratégias do negócio depois da mudança de comando da companhia. 

O banco norte-americano chama atenção para o fato de a nomeação de Kaufman não ter sido unânime e ter gerado conflitos dentro do conselho da Vivara. 

“Era esperado que a mudança surpresa causasse uma reação negativa no mercado, já que a Vivara tem sido uma das varejistas com melhor desempenho listadas na bolsa”, diz o JP Morgan em relatório. 

Já o BTG Pactual diz que as mudanças no comando da Vivara, somado ao fato de a ação estar sendo negociada a 14 vezes o preço sobre o lucro, não oferecem ainda uma oportunidade de compra do papel. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Juntamente com as preocupações de governança levantadas pelos investidores durante o fim de semana, e apesar das atuais margens saudáveis e da estrutura de capital da empresa, a troca de comando deverá continuar a pesar nas ações”, diz o BTG. 

O banco disse ainda que a conferência com Kaufman “não forneceu informações importantes sobre quaisquer mudanças potenciais na estratégia atual no Brasil — como a bandeira Life, que tem sido um sucesso nos últimos anos — ou sobre o ritmo da expansão internacional”. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CRISE FINANCEIRA

Cosan (CSAN3) trava queda de braço com Shell sobre capitalização da Raízen (RAIZ4): “Formato atual não resolve”, diz CEO

10 de março de 2026 - 11:58

Cosan diz que modelo proposto não ataca o nó estrutural da Raízen e defende mudanças mais profundas na companhia de energia e combustíveis

TENTATIVA DE RESPIRO

Após rombo bilionário do Master, Banco de Brasília (BRB) tenta captar R$ 8,9 bilhões para reforçar o caixa

10 de março de 2026 - 11:24

Os objetivos do BRB são reforçar a estrutura de capital, fortalecer os indicadores patrimoniais e ampliar a capacidade de crescimento das operações

DÍVIDAS BATENDO À PORTA

Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) fecha acordo de recuperação extrajudicial com credores para negociar dívidas de R$ 4,5 bilhões; o que deu errado?

10 de março de 2026 - 9:08

A rede varejista afirmou que ficam de fora dessas negociações os débitos com fornecedores, parceiros e clientes, bem como obrigações trabalhistas, que não serão afetadas

BALANÇO DO 4T25

Conta da crise na Raízen (RAIZ4) chega à Cosan (CSAN3): prejuízo da holding de Ometto vai a R$ 5,8 bilhões no 4T25

10 de março de 2026 - 7:58

Apesar de bilionária, a cifra representa uma melhora de quase 40% em relação ao 4T24; veja os detaques do balanço

BALANÇO

Direcional (DIRR3) tem recorde de rentabilidade no 4T25: “é o nosso maior mérito no resultado”, diz CEO; lucro sobe a R$ 211 milhões

9 de março de 2026 - 20:07

Direcional reportou lucro líquido de R$ 211 milhões em outubro e dezembro, alta de 28% na base anual, e atingiu ROE recorde de 44%; CEO Ricardo Gontijo atribui avanço à demanda resiliente e aos ajustes no Minha Casa Minha Vida

CÂMBIO

Dólar mergulha no fechamento: como uma única declaração de Trump desarmou a tensão no mercado

9 de março de 2026 - 19:17

A moeda norte-americana terminou o pregão em baixa de 1,52%, a R$ 5,1641, menor valor de fechamento desde 27 de fevereiro

EFEITO DA GUERRA

Até quando a Petrobras (PETR4) vai aguentar? Petróleo acima de US$ 100 aumenta a pressão sobre o reajuste da gasolina

9 de março de 2026 - 19:00

Alta da commodity reacende questionamentos sobre defasagem nos combustíveis e coloca em dúvida a estratégia da estatal para segurar os preços no Brasil; veja o que dizem os analistas

QUERIDINHO DOS ANALISTAS

Ação deste banco “novato” na bolsa pode dobrar de valor — e quatro casas de análise já recomendam a compra

9 de março de 2026 - 17:15

Modelo híbrido que combina atendimento físico e banco digital para aposentados do INSS chama a atenção de analistas; descubra qual a ação

SOB PRESSÃO

Em busca de fôlego: por que a Oncoclínicas (ONCO3) está pedindo mais tempo para pagar suas dívidas

9 de março de 2026 - 13:19

Companhia chama credores e debenturistas para discutir extensão de prazos e possível waiver de alavancagem; entenda

NOVA PREFERIDA

Esqueça a Vivo (VIVT3): para o JP Morgan, há ações de telecom ainda mais interessantes na bolsa brasileira e no exterior

9 de março de 2026 - 11:49

Mesmo após melhorar as projeções para a Telefônica Brasil, banco diz que o preço da ação já reflete boa parte do cenário positivo e revela uma alternativa mais atraente

CONVERSAS AVANÇADAS

A joia da coroa: Chevron negocia compra de 30% da Ipiranga com a Ultrapar (UGPA3), diz jornal

9 de março de 2026 - 10:39

A Ipiranga não é apenas mais uma peça no portfólio da Ultrapar; é, de longe, o ativo que mais sustenta a geração de caixa do conglomerado.

REESTRUTURAÇÃO

Para não entrar pelo cano, a Dexco (DXCO3), dona da Deca e Duratex, reduz linhas de produtos e vende ativos

9 de março de 2026 - 10:02

O desafio de recolocar os negócios no prumo é ainda maior diante do desaquecimento do mercado de materiais de construção e dos juros altos, que elevaram bastante as despesas com empréstimos

RECOMENDAÇÃO

Investindo no agronegócio: Cosan (CSAN3) e Suzano (SUZB3) dominam as recomendações de analistas para março

8 de março de 2026 - 14:23

Com foco em desalavancagem e novos projetos, as gigantes do setor lideram a preferência dos especialistas

BOLSO CHEIO

Disparada no preço do petróleo pode aumentar os dividendos da Petrobras (PETR4); saiba o que esperar e o que já está no radar

8 de março de 2026 - 11:55

Estatal vai pagar R$ 8,1 bilhões aos acionistas e sinalizou que pode distribuir ainda mais dinheiro se o caixa continuar cheio

SINAL VERDE

Cade aprova transferência do controle da Braskem (BRKM5) para IG4; gestora se torna sócia da Petrobras (PETR4)

6 de março de 2026 - 19:41

Operação encerra anos de tentativas de venda da participação da Novonor e abre caminho para nova fase de gestão e reestruturação das dívidas da companhia

VENCEDORES X PERDEDORES

Petrobras (PETR4) rouba a cena e chega a R$ 580 bilhões em valor de mercado pela 1ª vez; Vale (VALE3) perde US$ 43 bilhões em uma semana

6 de março de 2026 - 19:21

Enquanto os papéis da petroleira disparam no pregão, a mineradora e os bancos perderam juntos R$ 131,4 bilhões em uma semana

PARA ALÉM DO ROE

Quem realmente cria valor nos bancos? Itaú e Nubank disparam na frente em novo ranking — enquanto Banco do Brasil perde terreno

6 de março de 2026 - 19:10

Quem realmente cria valor nos bancos? Itaú e Nubank disparam na frente em novo ranking — enquanto Banco do Brasil perde terreno, diz Safra

CHORIPÁN NO PIX

Banco do Brasil (BBAS3) passa a oferecer Pix para brasileiros em viagem à Argentina — e nem precisa ser cliente do banco

6 de março de 2026 - 17:01

Brasileiros agora podem pagar compras em lojas físicas argentinas usando Pix; veja o mecanismo

DEPOIS DO BALANÇO

Dividendos extraordinários da Petrobras (PETR4)? Estatal responde se caixa com petróleo mais caro vai parar no bolso do acionista

6 de março de 2026 - 16:14

Com Brent acima de US$ 90 após tensão geopolítica, executivos da petroleira afirmam que foco é preservar caixa, manter investimentos e garantir resiliência

QUEM TEM CORAGEM?

Vai apostar contra a Petrobras (PETR4)? CEO diz que é melhor não. Ações da estatal chegam a subir 6% — e não é só pelo petróleo

6 de março de 2026 - 12:33

O Brent cotado acima de US$ 90 o barril ajuda no avanço dos papéis da companhia, mas o desempenho financeiro do quarto trimestre de 2025 agrada o mercado, que se debruça sobre o resultado

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar