O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A mineradora também assinou nesta sexta-feira (25) o acordo definitivo de reparação do desastre em Minas Gerais, no valor de R$ 170 bilhões
O mercado olhava com desconfiança para a Vale no terceiro trimestre: embora tenha apresentado produção sólida para o período, as vendas não acompanharam e a crise na China, junto com preços mais fracos do minério de ferro, seguiam como pedras no caminho da companhia. Na noite de quinta-feira (24), no entanto, o balanço da mineradora trouxe gratas surpresas e as ações VALE3 encontraram um lugar entre as maiores altas do Ibovespa hoje.
“Apesar da queda de resultados, o que já era amplamente esperado, vimos algumas melhorias principalmente relacionadas aos custos, que se somam aos bons volumes de produção que já tinham sido adiantados na prévia”, disse Ruy Hungria, analista da Empiricus Research.
Entre julho e setembro, a Vale alcançou lucro líquido de US$ 2,412 bilhões — o que representa uma queda de 15% ante igual período de 2023 e de 13% na comparação trimestral.
O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou US$ 3,615 bilhões, resultado 18% abaixo do registrado em igual período de 2023 e 9% menor na comparação com os três meses imediatamente anteriores.
A Vale explica que o desempenho no terceiro trimestre é decorrente, principalmente, dos menores preços realizados de finos de minério de ferro, que caíram US$ 12 a tonelada, compensado apenas parcialmente por maiores volumes de vendas de minério de ferro.
Por volta de 13h25, as ações da Vale subiam 3,97%, cotadas a R$ 62,04 — a terceira maior alta do Ibovespa. No ano, no entanto, os papéis amargam queda de 13,5%. No mês, as perdas acumuladas são menores, de -2,4%.
Leia Também
O JPMorgan lê como positivos os resultados da Vale no terceiro trimestre, com a companhia conseguindo apresentar bons desempenho devido à redução nos custos.
O banco lembra que a Vale já havia divulgado os números de produção e vendas, com o foco voltando-se para os custos, que apresentaram uma redução significativa.
Em relatório, os analistas Rodolfo Angele e Tathiane Martins avaliam que os resultados dos metais básicos, no entanto, não atenderam às expectativas do JP Morgan, com o níquel enfrentando preços baixos e custos elevados.
O segmento de Metais de Transição Energética apresentou um queda de 46,0% na comparação trimestral no Ebitda, ficando abaixo das expectativas do banco.
Já o Goldman Sachs diz que os números apresentados pela Vale no terceiro trimestre deste ano demonstram uma melhora operacional contínua da companhia.
Em relatório, os analistas Marcio Farid, Gabriel Simões e Henrique Marques lembram que, quando a mineradora divulgou volumes e preços de vendas, já se observava uma redução no ponto de equilíbrio do Ebitda de minério de ferro para US$ 61,4 por tonelada, com expectativa de melhoria contínua, dada a redução de 12% no custo C1 (da mina ao porto) de setembro em relação à média do trimestre.
A XP Investimentos também está no bloco dos que enxergam o desempenho financeiro da Vale entre julho e setembro como positivo.
Os bancos e corretoras também viram com bons olhos o acordo da Vale relativo ao desastre em Minas Gerais. "Aos poucos, a Vale vai endereçando as preocupações que pairam sobre a tese", disse Hungria, da Empiricus.
A mineradora atualizou as projeções para os compromissos decorrentes dos eventos em Brumadinho e Mariana para US$ 1 bilhão em 2024.
Mais cedo, a mineradora assinou um acordo definitivo no valor de R$ 170 bilhões com o governo federal, os estados de Minas Gerais e Espírito Santo e órgãos públicos para a reparação integral dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em 5 de novembro de 2015, em Mariana.
Para o BTG Pactual, a Vale reportou um conjunto decente de números no terceiro trimestre, mas o banco destaca como negativa a geração de fluxo de caixa livre (FCF) praticamente nula e o Ebitda em níquel que precisa de atenção dada a atual pressão de preços nesse mercado.
"A contradição aqui reside na capacidade de a empresa fornecer resultados melhores e uma história ascendente mais forte, enquanto o FCF permanece sob pressão devido a pesadas ‘outras despesas’, sem expectativa de dividendos extraordinários nos próximos anos”, disse o BTG em relatório.
O Safra, que classificou o desempenho da Vale no terceiro trimestre como neutro, destaca que a posição da dívida líquida de US$ 16,5 bilhões — dentro da meta de US$ 10 bilhões a US$ 20 bilhões — permitiria à empresa distribuir dividendos extraordinários.
O banco, no entanto, acredita que isso pode não acontecer, já que a administração pode achar interessante manter uma margem maior de segurança diante da possível volatilidade dos mercados.
Os bancos e corretoras têm uma visão unânime sobre a Vale neste momento: comprar as ações da mineradora.
O Goldman manteve a recomendação de compra para os American Depositary Receipts (ADRs) da Vale, com preço-alvo de US$ 15,50, o que representa um potencial de valorização de 47,8% sobre o fechamento de ontem.
O Safra também seguiu com a recomendação de compra para as ações da Vale, com preço-alvo de R$ 73,00, um potencial de alta de 22%.
Para a Empiricus, por apenas 3,6 vezes o valor da firma/ebitda e muito pessimismo embutido nos preços, a Vale segue com recomendação de compra assim como para a XP.
Banco vê espaço para revisões positivas de lucro, impulsionadas por minério mais caro, disciplina de capital e resiliência da demanda chinesa
Apple lança update com foco em segurança, entretenimento e acessibilidade, em sintonia com discussões como a Lei Felca
Fundo minoritário propõe injetar capital novo na operação, mas exige antes reconfigurar a governança da companhia; entenda
Empresas já estão renegociando dívidas com credores há muito tempo, mas, para algumas, o fôlego acabou. Guerra e juros altos podem levar a uma piora do cenário corporativo, segundo especialistas consultados por Seu Dinheiro
Gigante do e-commerce vê espaço para crescer e acelera aportes em logística e serviços financeiros; confira os detalhes do plano
Com base no desempenho do quarto trimestre de 2025, banco destaca quais empresas conseguiram driblar os juros altos e o consumo fraco no final do ano passado
BTG vê avanço operacional e melhora financeira após Investor Day, mas mantém cautela com juros altos e estrutura de capital
Ainda não é possível saber qual o tamanho do impacto do Imposto Seletivo sobre cervejas, que ainda não foi regulamentado; efeito sobre a Ambev deve ser neutro
Suspensão temporária no principal motor do negócio resulta em balanço “misto” no 4T25. Vale a pena manter o otimismo com as ações agora?
Nos últimos dias, diversos vídeos nas redes sociais mostram que a Zara reprecificou diversos produtos. A própria XP verificou, em levantamento, que os itens ficaram 15% mais baratos, com alguns cortes chegando a 30%
Mudança de regra pode afetar diretamente as expectativas de retorno e geração de caixa da companhia de saneamento paranaense
Lucro líquido chegou a R$ 102,3 milhões no período, em meio a estratégia mais focada em rentabilidade e menos dependente de crescimento de frota; veja os destaques do resultado
Levantamento com dados da CVM e da Anbima mostra forte presença da UHY em fundos ligados ao ecossistema do Banco Master, além de conexões com a Fictor, vínculos indiretos entre estruturas e indícios de investimentos cruzados entre os veículos
Data de corte se aproxima e ações devem virar “ex” nos próximos dias; veja o calendário dos proventos da Vibra
Mais dinheiro no setor, mudança no IR e ajustes no MCMV podem turbinar vendas; veja quem deve ganhar
A operadora adiou a divulgação dos resultados do terceiro e do quarto trimestres de 2025, além das demonstrações financeiras anuais, e segue sem nova data para apresentação dos números ao mercado
Investidor precisa ficar atento à data de corte para não perder o direito ao provento
Laudo da Laspro libera avanço da recuperação, mas identifica números conflitantes, dependência de aportes internos e confusão patrimonial entre as empresas
Genial Investimentos revisa tese e aponta riscos que colocam em xeque a percepção de estabilidade da transmissora
Em reunião com analistas, CEO diz que transição foi planejada e que modelo atual veio para ficar; veja o que esperar do bancão agora