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O edital busca estimular atividades de pesquisa e exploração mineral no Brasil e a definição do fundo gestor deverá ocorrer até outubro de 2024

A Vale (VALE3) anunciou nesta segunda-feira, 27, uma parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para realização de chamada pública.
O objetivo é selecionar um fundo de investimento focado em projetos de pesquisa, desenvolvimento, implantação ou operação de ativos de minerais estratégicos para transição energética e descarbonização e minerais fertilizantes.
O edital busca estimular atividades de pesquisa e exploração mineral no Brasil. O documento prevê que a BNDESPar e a Vale irão subscrever cotas no valor mínimo de R$ 100 milhões e máximo de R$ 250 milhões, observado o porcentual máximo de 25% de participação para cada uma no capital comprometido total do fundo.
Após a definição do fundo gestor, que deverá ocorrer até o início de outubro de 2024, o investimento será submetido à aprovação das alçadas competentes dos cotistas âncoras. Os aportes serão realizados conforme as necessidades do fundo de investimento.
Em nota, o presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo, diz que a iniciativa está alinhada à visão de longo prazo sobre a relevância crucial dos minerais críticos para o crescimento econômico global de forma sustentável e diversificada.
"Este acordo reforça nosso compromisso de apoiar a exploração e produção de minerais estratégicos no Brasil e fomentar futuras parcerias", afirma.
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Também em nota, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, diz que o fundo contribuirá diretamente para os objetivos estratégicos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de expandir a capacidade produtiva da indústria brasileira.
Essa contribuição se dará por meio da produção e da adoção de insumos, inclusive materiais e minerais críticos, e de ampliar o apoio a projetos ambientais e climáticos. Auxiliará também na transição ecológica justa e a descarbonização, e estimular o mercado de capitais a atuar neste setor.
Vale relembrar que o anúncio da chamada pública ocorre em um momento no qual a mineradora, junto com BHP e Samarco, negocia uma nova proposta de acordo para as medidas de compensação pelo desastre de Mariana, ocorrida em novembro de 2015.
O valor de R$ 127 bilhões oferecido na última proposta, rejeitada pela União e pelo governo do Espírito Santo, foi mantido.
Porém, apesar do montante permanecer o mesmo, as empresas retomariam obrigações que haviam ficado de fora na oferta do mês passado, segundo pessoas a par das negociações ouvidas pela reportagem.
*Com informações do Estadão Conteúdo e Broadcast
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