Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Dani Alvarenga

Dani Alvarenga

Repórter do Seu Dinheiro, estudante de Jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP) com certificação em curso de Mercado Financeiro pela Ibmec. Possui experiência na cobertura de economia, política e internacional. Atualmente, cobre o mercado imobiliário e de FIIs.

NOVO GIGANTE

Vale tudo pelo 5G: Fusão entre Vodafone e Three é autorizada sob condição de investimento bilionário na expansão da rede móvel no Reino Unido

Acordo vinha sendo alvo de investigação por órgão regulatório do Reino Unido, que autorizou a combinação dos negócios sob uma série de condições, incluindo construção de rede 5G no país

Dani Alvarenga
Dani Alvarenga
5 de dezembro de 2024
14:22
Imagem: iStock

Um novo gigante chega no ringue do Reino Unido e pode trazer uma disputa difícil para as operadoras britânicas – e pesar no bolso dos consumidores. A fusão entre a terceira e quarta maiores empresas de telecomunicação do país, a Vodafone e a Three, foi aprovada nesta quinta-feira (5). 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A autorização cria a mais nova campeã do setor em termos de receita. Já em relação ao número de clientes, o novo titã do mercado fica em segundo lugar, com o total de 27 milhões de consumidores.

A aprovação vem em meio a preocupações de que o acordo gere uma alta nos preços nas contas de telefonia ou uma redução nos serviços disponibilizados no país. 

Contudo, após estipular uma série de condições, que inclui um investimento bilionário na expansão da rede 5G no Reino Unido, a Autoridade da Concorrência e dos Mercados (CMA) concedeu a autorização.

A operação é avaliada em 15 bilhões de euros e já havia sido anunciada no ano passado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O acordo dá à Vodafone uma participação controladora de 51%, enquanto a CK Hutchison, proprietária da rede Three UK, ficará com a participação minoritária de 49%. A conclusão do negócio está prevista para a primeira metade de 2025.

Leia Também

LEIA MAIS: Ogro de Wall Street está de volta à Empiricus – e sua meta é mostrar como qualquer pessoa pode ganhar média de R$ 2 mil por dia na bolsa

Vale tudo pelo 5G? As regras do jogo para a aprovação

Uma das principais condições da CMA para autorizar a fusão foi a exigência de que a empresa assine “compromissos vinculativos para investir bilhões” para lançar uma rede 5G combinada em todo o Reino Unido.

A condição vem enquanto o país se vê ficando para trás em relação a distribuição da rede móvel. De acordo com o regulador de mídia do Reino Unido, Ofcom, o 5G está disponível apenas em 50% do território britânico.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já segundo uma pesquisa publicada pela Opensignal em fevereiro, o Reino Unido ocupa a 22ª posição entre os 25 países europeus em termos de disponibilidade de 5G e velocidades de download.

Atualmente, o governo possui a meta de atingir acesso nacional ao 5G até 2030.

As empresas Vodafone e Three utilizaram justamente os objetivos como argumento para a fusão e se comprometeram a gastar 11 bilhões de euros nos próximos 10 anos para construir uma única rede 5G no Reino Unido.

Porém, críticos afirmam que os números são enganosos e que os investimentos se referem ao gasto total – e não apenas à implementação da rede.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sob investigação: a fusão entre Vodafone e Three

Além das exigências operacionais sobre o 5G, o CMA definiu que a empresa deverá limitar certas tarifas e planos de dados móveis durante três anos.

A nova companhia também será obrigada a realizar oferta de preços e termos contratuais predefinidos às operadoras de rede móvel virtual (MVNOs) — operadoras de telefonia móvel que compram o direito de utilizar parte da rede de outras empresas.

Isso porque, desde o anúncio em 2023, o acordo vinha sendo alvo de investigação pela CMA, além de sofrer críticas do sindicato do setor no país, o Unite.

As organizações afirmavam que a fusão poderia gerar um aumento significativo nos preços das contas de telefonia móvel. Segundo o sindicato, a aprovação acarretaria em um adicional de 300 euros por ano às faturas dos consumidores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em janeiro, a CMA abriu uma investigação antitruste sobre o acordo. O órgão chegou a afirmar que o negócio poderia resultar em uma “redução substancial da concorrência dentro de um mercado ou mercados no Reino Unido”.

No final de março, a autoridade britânica deu cinco dias úteis para que as empresas apresentassem “soluções significativas” para as preocupações do regulador. Caso perdessem o prazo, a Vodafone e Three enfrentariam uma investigação aprofundada.

Já em abril, a CMA anunciou que faria a análise criteriosa sobre a fusão das duas empresas.

Após definir as exigências para a aprovação da operação, o órgão passou a realizar uma avaliação diferente da criação da nova gigante  de telecomunicações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Tendo considerado cuidadosamente as evidências, bem como o amplo feedback que recebemos, acreditamos que a fusão provavelmente aumentará a concorrência no setor de telefonia móvel do Reino Unido”, afirmou Stuart McIntosh, presidente do grupo que lidera a investigação na CMA em comunicado à imprensa local.

Um novo titã: os motivos da fusão 

Enquanto o governo britânico enxerga uma possibilidade para alavancar a rede 5G no país, a Vodafone e Three possuem outros motivos para avançar na fusão.

Segundo as duas companhias, elas vêm enfrentando dificuldades para competir com as outras grandes concorrentes – e a combinação dos negócios seria a solução para os problemas das duas empresas.

A Vodafone viu o seu valor de mercado cair mais de 70% na última década. Atualmente, ela está realizando a maior rodada de cortes de empregos da história do grupo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já a Three UK afirmou que não consegue sustentar o nível de investimento necessário em sua rede móvel, uma vez que os custos dobraram nos últimos cinco anos.

Com o anúncio da aprovação do acordo, a Vodafone comemorou a fusão por meio de comunicado. 

“A decisão de hoje cria uma nova força no mercado de telecomunicações do Reino Unido e desbloqueia investimento necessário para construir a infraestrutura de rede que o país merece”, afirmou a CEO da operadora, Margherita Della Valle.

*Com informações da CNBC e The Guardian

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
VALE A PENA?

Brava (BRAV3) pode ter novo dono: colombiana compra 26% da junior oil e propõe OPA; o que muda para o investidor?

24 de abril de 2026 - 9:54

A estatal colombiana pretende, ainda, lançar uma OPA (oferta pública de ações) para comprar mais 25% das ações, com preço de R$ 23, prêmio de 27,8%

O ÚLTIMO A SAIR...

Sem CEO e sem CFO? Alliança Saúde (AALR3) vive onda de renúncias no comando; presidente sai após menos de um ano no cargo

24 de abril de 2026 - 9:26

Renúncia de Ricardo Sartim amplia incertezas enquanto empresa negocia dívidas e tenta reorganizar o caixa

SINAL AMARELO

Adeus, compra: JP Morgan rebaixa Klabin (KLBN11) e elege única favorita em papel e celulose; veja qual

23 de abril de 2026 - 19:45

Banco vê falta de gatilhos para a Klabin no curto prazo e cenário mais desafiador para a fibra longa e reforça aposta em concorrente

PONTO DE VIRADA

Depois de cortar 80% da dívida, Ocyan mira novos contratos da Petrobras (PETR4); estratégia pode até gerar dividendos

23 de abril de 2026 - 16:32

Ocyan entra em nova fase após reestruturação, com foco em contratos da Petrobras e crescimento sustentável no setor de óleo e gás

PRESSÃO MADE IN CHINA

Localiza (RENT3) sofre com invasão de carros chineses, mas há esperanças; ação pode subir até 25%, segundo o BTG

23 de abril de 2026 - 16:03

O banco mantém a recomendação de compra para a ação, além de ser a ação preferida do setor — ela é negociada a 13 vezes o preço da ação sobre o lucro estimado

O ‘PLANO GALÁXIA’

‘Não vai ser fácil’: o recado da CEO do Banco do Brasil (BBAS3) sobre 2026 — e o que vem depois da crise

23 de abril de 2026 - 14:25

Após forte pressão nos balanços, o BB reformula a estratégia de crédito rural — e quer destravar crescimento em um mercado ainda pouco explorado; veja o que dizem os executivos

O CONTRA-ATAQUE DO BB

O “novo Banco do Brasil” (BBAS3): como o banco tenta virar a página da inadimplência no agro — e saltar no crédito privado

23 de abril de 2026 - 12:34

Após forte pressão nos balanços, o BB reformula a estratégia de crédito rural — e quer destravar crescimento em um mercado ainda pouco explorado; veja o que dizem os executivos

EM RECUPERAÇÃO

Indefinido: veja o que a Raízen (RAIZ4) disse à CVM sobre as negociações com credores

23 de abril de 2026 - 10:31

Entre as propostas apresentadas também estaria a saída de Rubens Ometto, fundador da controladora Cosan (CSAN3), da presidência do conselho da Raízen

OI SOLUÇÕES

Última joia da coroa? Oi (OIBR3) coloca ativo bilionário à venda e movimenta gigantes das telecom; veja detalhes

23 de abril de 2026 - 10:01

Unidade de tecnologia e conectividade da Oi pode valer até R$ 1,6 bilhão, atrai interesse de grandes teles e marca nova etapa na reestruturação da companhia, que ainda prepara a venda de outros ativos bilionários

NÚMEROS INCERTOS

Investidores no escuro? Veja por que a Oncoclínicas (ONCO3) descontinuou a divulgação das projeções de lucro e Ebitda

23 de abril de 2026 - 9:33

A decisão tem em vista fatores macroeconômicos que o setor de saúde vem enfrentando ao longo dos últimos anos, associado ao desempenho financeiro da companhia

REORGANIZANDO A CASA

Após saída de Tanure, Light S.A. (LIGT3) troca CEO em subsidiária e nomeia novo diretor de RI

22 de abril de 2026 - 19:46

A mudança acontece em meio a uma sequência de ajustes na governança da elétrica, que tenta se reequilibrar após a recuperação judicial da controladora

PROVA DE RESISTÊNCIA

O grande teste das incorporadoras: quem aguenta mais um ano de crédito caro no setor? Itaú BBA responde

22 de abril de 2026 - 18:32

Ambiente mais restritivo favorece empresas com balanços mais sólidos e expõe incorporadoras mais alavancadas

DE PATINHO FEIO A PROTAGONISTA

Após apanhar na bolsa, distribuidoras de energia podem dar a volta por cima. XP diz o que você deve colocar na carteira

22 de abril de 2026 - 18:05

Depois da compressão de retornos e desempenho abaixo do mercado, setor pode se beneficiar de agenda regulatória e queda da Selic

ENTENDA

A estreia deste banco na bolsa foi um balde de água fria, mas o futuro pode guardar alta de 80%, segundo o BTG

22 de abril de 2026 - 17:06

Após a estreia na bolsa, Agibank acumula queda superior a 30%; apesar da revisão para baixo nas projeções, analistas ainda veem potencial de alta, em meio a pressões externas e impactos no crédito consignado

LUZ NO FIM DO TÚNEL?

Gestora resgatou o BRB: conheça a Quadra Capital, que comprou R$ 15 bilhões em ativos do Banco Master

22 de abril de 2026 - 16:32

A operação inclui participações societárias em empresas listadas, como Oncoclínicas e Ambipar

HORA DE ABANDONAR OS PAPÉIS

Ação da Braskem (BRKM5) ainda pode cair pela metade: Bradesco BBI faz alerta para ‘situação insustentável’

22 de abril de 2026 - 15:11

Banco projeta queima de caixa bilionária e alerta para risco na estrutura de capital mesmo com melhora dos spreads petroquímicos

VAREJO FARMACÊUTICO

A virada da Pague Menos (PGMN3): o que está por trás da recomendação de compra do BTG Pactual

22 de abril de 2026 - 14:31

Banco vê espaço para crescimento consistente, ganho de produtividade e impacto relevante dos medicamentos GLP-1

NOVA ESTRUTURA

Sai um, entram dois: Azzas 2154 (AZZA3) reorganiza a casa após baixas no alto escalão; veja como fica agora

22 de abril de 2026 - 13:01

Após saída de executivo-chave e sequência de baixas no alto escalão, companhia reestrutura área de Fashion & Lifestyle e retoma divisão entre masculino e feminino

COSTURANDO UM APORTE

Energisa (ENGI11) anuncia acordo de R$ 1,4 bilhão com Itaú (ITUB4) — e banco entra como sócio em divisão estratégica

22 de abril de 2026 - 11:00

Entrada do Itaú via Denerge dá exposição indireta a distribuidoras e reforça estrutura de capital da elétrica

À FRENTE DA REESTRUTURAÇÃO

Quem devem ser os novos líderes na Braskem (BRKM5), que tentarão recuperar a petroquímica após venda de fatia da Novonor para a IG4

22 de abril de 2026 - 10:27

Os nomes ainda não foram divulgados pela companhia, mas já há especulação no mercado. O mais provável é que os cargos de CEO e CFO sejam ocupados por profissionais ligados à gestora IG4

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia