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Apesar da desvalorização dos papéis do grupo na bolsa em 2024, é quase consenso entre analistas e gestores que as perspectivas para a companhia são positivas
A Cosan (CSAN3) pegou o mercado de surpresa após o fechamento dos mercados na última segunda-feira (21) com a notícia de uma reestruturação completa no alto escalão do grupo.
Trata-se de uma verdadeira dança das cadeiras. Um CEO assumiu o lugar de outro, e por aí vai. Você confere aqui um resumo das principais mudanças, que entram em vigor em 1º de novembro:
Para o Goldman Sachs, o anúncio foi inesperado, dada a magnitude das mudanças em todo o grupo e o fato de que a alta administração da Cosan havia mudado há menos de um ano.
Afinal, foi só no início de 2024 que o então diretor presidente Nelson Gomes assumiu o comando da holding. Antes dessa função, atuava como CEO da Compass, uma das “joias esquecidas” da Cosan.
A reação das ações foi negativa, com as ações da Cosan recuando 0,34% no fim do pregão, enquanto Raízen caiu 1,04% e Rumo teve baixa de 1,31%.
A reestruturação nas presidências acontece em um momento de forte pressão para o Grupo Cosan.
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Em meio à desistência do IPO da Moove nos Estados Unidos e níveis de endividamento ainda elevados apesar do processo de desalavancagem, as ações CSAN3 encontram-se nos menores patamares desde janeiro, com desvalorização acumulada de 37% na B3.
A Raízen tem uma queda ainda mais abismal. Uma das empresas que estrearam na bolsa na última janela de IPOs, em 2021, os papéis RAIZ4 perderam mais da metade do valor desde a abertura de capital, com recuo de 56% desde então. Só neste ano, a baixa é de 28%.
O tombo da Rumo (RAIL3) foi mais sutil, com queda acumulada de 16% em 2024 em meio a preocupações de curto prazo, como safras e negociações tarifárias para o próximo ano.
Apesar dos recuos das ações do Grupo Cosan na B3 em 2024, é quase consenso entre analistas e gestores que as perspectivas daqui para frente são majoritariamente positivas.
Do lado das casas de análise, das nove recomendações para as ações CSAN3 na plataforma TradeMap, todas são de compra. O mesmo vale para RAIZ4, que acumula 11 classificações do tipo. Os papéis RAIL3 somam oito recomendações de compra e uma neutra.
Entre os gestores do mercado otimistas com as ações, a avaliação é que a pressão vivenciada na bolsa neste ano veio especialmente do cenário de juros no Brasil, e não tanto de questões operacionais do próprio negócio.
Com a Selic a 10,75% ao ano — e com perspectiva de novos apertos monetários nas próximas reuniões do Copom —, a Cosan tende a sofrer os impactos por se encontrar fortemente alavancada, com uma dívida líquida de R$ 21,3 bilhões no segundo trimestre.
Na avaliação de um gestor com posição comprada nas ações da Cosan e da Rumo, ainda que as empresas tenham “sofrido excessivamente por fatores de juros”, elas continuam dando os passos corretos na direção que deveriam no ponto de vista de desalavancagem dos negócios, geração de caixa e direção estratégica.
Um dos motivos por trás do otimismo é a estratégia de redução de endividamento já iniciada pela Cosan nos últimos trimestres.
Em teleconferência de resultados do 2T24, o diretor financeiro da Cosan, Rodrigo Araujo, afirmou que, além do benefício de alavancagem e de disciplina na alocação de capital,a empresa está focada em “executar bem um conjunto de coisas que consegue gerenciar bem”.
“Em termos do portfólio da Cosan, o que nós conseguimos gerir, em termos de foco, é o que nós temos no portfólio hoje, mantendo e melhorando a qualidade.”
Segundo um gestor, o portfólio de ativos controlados pela empresa é “bastante bom” — e o endividamento é uma consequência do excesso de apetite para investir.
Como a empresa tem “ativos com liquidez suficiente para equacionar o endividamento”, agora a missão parece ser uma questão de “definir o que é essencial e o que não é”.
Para o economista, dado o atual momento de mercado, é provável que as empresas não consigam desinvestir os ativos não-essenciais no preço que gostariam, “mas isso faz parte do risco assumido”.
“Acho que eles têm competência para sair do outro lado sem perder a essência.”
Ainda que ninguém estivesse prevendo mudanças desse calibre numa noite de segunda-feira, a troca de executivos em empresas sob um mesmo guarda-chuva é vista pelo mercado como algo natural, especialmente no Grupo Cosan.
“Quem investe em uma subsidiária ou investida da Cosan precisa entender que esse intercâmbio de pessoas faz parte do modelo deles”, disse um gestor.
Segundo a XP Investimentos, as mudanças na Cosan e na Rumo são neutras, já que não deve acontecer nenhuma mudança na estratégia operacional ou nos planos de investimento da empresa com a chegada do novo diretor financeiro.
Já para a Raízen, a mudança é mais brusca. Para os analistas da XP, as mudanças de gestão anunciadas provavelmente serão vistas positivamente pelos investidores e podem reacender o interesse na tese de investimento nas ações RAIZ4.
“No entanto, somos da opinião de que a nova equipe de gestão precisará estabelecer um novo histórico dentro da empresa e efetivamente abordar essas preocupações antes que o mercado se torne mais otimista em relação às ações.”
Na avaliação do BTG Pactual, a entrada de Marcelo Martins, CFO de longa data do grupo, como CEO representa um “papel mais central para um cara que tem sido fundamental para a estratégia de longo prazo e decisões de alocação de capital da Cosan”, com experiência financeira que pode ajudar a navegar no processo de desalavancagem em andamento.
“Vemos como uma mudança muito bem-vinda. Nelson tem uma personalidade e um senso de execução muito fortes. É claramente o que a Raízen precisa neste momento, após entregar um ciclo massivo de alocação de capital desde o IPO que levou a alavancagem a níveis menos confortáveis”, disse o BTG.
Procuradas pelo Seu Dinheiro, as empresas preferiram não se pronunciar.
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