De camelô a banqueiro: como Silvio Santos tornou-se um dos homens mais ricos do Brasil
Depois de trabalhar como vendedor de rua na adolescência, Silvio Santos chegou a figurar na lista de bilionários da Forbes

Silvio Santos fez história na televisão, mas atravessou décadas ocupando o imaginário dos brasileiros como um exemplo de empresário de sucesso.
Em palestras, Silvio Santos, morto neste sábado aos 93 anos, falava com orgulho da trajetória que o levou "de camelô a banqueiro".
Também se orgulhava de dizer que a maior parte de sua fortuna foi construída por meio de trabalho duro.
Nascido Senor Abravanel, ele começou a trabalhar ainda na adolescência como vendedor de rua no Rio de Janeiro.
Chegou a ser detido pela polícia local por causa do trabalho. Teria sido na conversa com o delegado que ele conseguiu seus primeiros bicos como locutor.
Mas Silvio Santos ainda atendia por Senor Abravanel e ganhava mais como camelô do que como locutor.
Leia Também
Nubank (ROXO34) nega compra bilionária do Monzo após tombo em NY; ações sobem forte no pré-mercado
O que mudou essa situação foi um primeiro contrato com a Rádio Nacional.
Dali em diante, o carisma pessoal juntou-se ao tino para os negócios para fazer de Silvio Santos um dos homens mais ricos do Brasil.
O Baú da Felicidade
Ao longo das décadas, Silvio Santos construiu um império empresarial marcado pela diversificação de investimentos.
Fundado em 1965, o Grupo Silvio Santos atuou em uma série de segmentos da economia.
O impulso para sua fortuna veio dos carnês do Baú da Felicidade.
Fundado pelo empresário e apresentador Manuel da Nóbrega em 1958, o Baú da Felicidade estava à beira da falência quando Silvio Santos o recebeu praticamente de graça do amigo.
O motivo do perrengue financeiro do Baú da Felicidade foi um golpe aplicado por um sócio em Manuel da Nóbrega.
Poderia ter sido um "presente de grego", mas o empresário reergueu o Baú da Felicidade e o transformou no esteio de sua ascensão no mundo dos negócios.
Simultaneamente, Silvio Santos surfou a modernização tecnológica da época e trocou o rádio pela televisão.
A nova mídia deu novo impulso a sua fama como apresentador.
O empresário de mídia
Em 1976, Silvio Santos tornou-se empresário de comunicação e mídia depois de obter a concessão do canal 11 da televisão no Rio de Janeiro.
Fundou então a TVS, que serviu de embrião para o atual SBT, lançado em 1981.
Paralelamente, o empresário chegou a deter por intermédio de terceiro uma fatia da TV Record, mas vendeu a participação ao bispo Edir Macedo em 1989.
Tele-Sena e Jequiti
Outro negócio que rendeu muito dinheiro a Silvio Santos ao longo das décadas foi a Tele-Sena.
A loteria eletrônica foi bastante popular entre os anos 1990 e 2000.
Em 2006, o empresário ingressou no segmento de cosméticos.
Os produtos de beleza de sua Jequiti tornaram-se populares na venda porta-a-porta, desafiando marcas consolidadas como Avon e Natura.
Silvio Santos também entrou nos ramos da incorporação imobiliária e da hotelaria.
O principal exemplo neste caso é o hotel Jequitimar, erguido por sua própria construtora, a Sisan.
O banqueiro Silvio Santos
A ascensão social de Silvio Santos não transcorreu sem polêmicas.
A obtenção de concessões de canais de televisão entre o fim da década de 1970 e o início dos anos 1980 e o quadro chapa-branca "A Semana do Presidente" eram apontados como evidências de sua proximidade com a ditadura cívico-militar.
Em 1987, ele precisou se defender de acusações de uso de trabalho escravo em uma fazenda comprada por ele no Mato Grosso ainda nos anos 1970 com incentivos do regime militar.
A incursão de Silvio Santos como banqueiro também foi marcada por polêmicas.
Ele fundou o Banco PanAmericano em 1990.
Em 2009, a Caixa Econômica Federal tornou-se sócia do PanAmericano por meio da Caixa Participações.
No ano seguinte, o empresário precisou colocar seu patrimônio pessoal à disposição depois da descoberta de um rombo bilionário na instituição financeira.
As 44 empresas do Grupo Silvio Santos entraram como garantia de um empréstimo de R$ 2,5 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Em 2011, depois da descoberta de um rombo adicional de R$ 1,5 bilhão, Silvio repassou o PanAmericano ao banco BTG Pactual.
Uma década mais tarde, o BTG comprou a fatia da Caixa por R$ 2,7 bilhões e o PanAmericano atende atualmente pelo nome de Banco Pan.
- Qual é a melhor opção para se aposentar sem depender do INSS? Simule na nossa ferramenta gratuita.
Silvio Santos na Forbes
Silvio Santos já foi o homem mais rico do Brasil.
Por muitos anos, quando a Receita Federal ainda divulgava os nomes dos maiores contribuintes do Brasil, o empresário liderou por anos a lista dos principais pagadores de impostos do país.
Ele chegou a integrar, em 2013, a lista de bilionários da Forbes.
A mais recente estimativa disponível, de 2022, situava a fortuna pessoal de Silvio Santos em cerca de R$ 1,6 bilhão.
REESTRUTURAÇÃO CORPORATIVA
Raízen (RAIZ4) quer trocar o conselho, mexer no capital e entregar até R$ 35 bilhões em novos papéis aos acionistas
30 de setembro de 2026 - 10:33GOVERNANÇA
CEO bumerangue: por que empresas, como Natura e Ri Happy, trazem antigos líderes de volta — e quando isso vira um sinal de alerta
30 de setembro de 2026 - 6:12CHEQUE EM BRANCO
Do sonho de construir um ‘avião de ponta-cabeça’ ao banco do futuro: o que o CEO da Revolut prevê para o seu dinheiro
29 de setembro de 2026 - 19:42GATILHO BILIONÁRIO
IRB (IRBR3): nova lei reduz impostos e pode liberar vantagem bilionária para a resseguradora
29 de setembro de 2026 - 14:11DANÇA DAS CADEIRAS
Copasa (CSMG3) troca liderança e aumenta poderes do governo de MG com a golden share; entenda as mudanças
29 de setembro de 2026 - 10:21MAIS UMA FRONTEIRA
BTG Pactual (BPAC11) conquista licença de banco no Peru e acelera expansão internacional; veja o que muda
29 de setembro de 2026 - 10:00Marketing Digital
R$ 42,7 bilhões em publicidade digital: Por que as marcas estão indo além do anúncio para conquistar a atenção do público
29 de setembro de 2026 - 9:00RECUPERAÇÃO JUDICIAL
Do Chapter 11 para o 15: o que significa a decisão favorável da Ambipar (AMBP3) nos EUA
28 de setembro de 2026 - 19:34TCHAU OU ATÉ LOGO?
Presidente do conselho da Tupy (TUPY3) renuncia, mas não deve dar adeus à empresa
28 de setembro de 2026 - 19:24REVANCHE EM SOLO INGLÊS
Nubank tomba quase 9% em NY após rumor de compra bilionária no Reino Unido; roxinho prepara revanche contra a Revolut?
28 de setembro de 2026 - 15:51DE OLHO NO FUTURO
WEG (WEGE3) anuncia dois investimentos milionários em grandes avenidas de crescimento da próxima década
28 de setembro de 2026 - 15:15OLHO NA TARJA
O detalhe que levou a Anvisa a proibir a Hypera Pharma (HYPE3) de divulgar a caneta emagrecedora Semavy
28 de setembro de 2026 - 7:54ENTREVISTA EXCLUSIVA
Inter adiou o ROE de 30%, mas não desistiu da meta: CEO revela qual é a prioridade agora
28 de setembro de 2026 - 6:14AGORA É SÓ SUBIR
Hapvida (HAPV3) chegou ao fundo do poço e pode ter até R$ 30,8 bilhões em benefício — mas ela ainda precisa fazer isso para se recuperar, diz UBS
27 de setembro de 2026 - 13:02ESTRATÉGIA
Carrefour vende 21 lojas de bairro a gigante do varejo, que estreia em São Paulo com nova bandeira; saiba qual
27 de setembro de 2026 - 10:02O CENÁRIO BULL
XP, Nubank, Itaú, Bradesco, Santander e BTG: dois bancos vão se dar melhor se a Selic cair, segundo o UBS BB
25 de setembro de 2026 - 14:35SAÚDE DO CRÉDITO
Inter (INBR32) ainda não viu o pior: inadimplência deve subir no 3T26; CEO revela de onde vem a pressão
25 de setembro de 2026 - 12:51PREÇO NÃO É O SUFICIENTE
Ozempic no Mercado Livre emagrece as ações da RD Saúde (RADL3) e Pague Menos (PGMN3); bancos explicam o que falta para o Meli bater de frente com as grandes redes
25 de setembro de 2026 - 11:19Conteúdo Empiricus
Apesar da adoção crescente da inteligência artificial, 41% das empresas ainda apresentam dificuldades na integração com agentes de IA
24 de setembro de 2026 - 14:00NO BOLSO