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SETOR FARMACÊUTICO

Reviravolta na Hypera (HYPE3): EMS propõe fusão e oferta pelas ações dos minoritários; papéis revertem queda na B3

Ações da Hypera reverteram a trajetória de forte queda após site Brazil Journal revelar proposta de combinação de negócios entre as rivais do segmento de saúde

Imagem mostrando uma série de medicamentos que fazem parte do portfólio da Hypera (HYPE3); em segundo plano, aparecem prateleiras de uma farmácia
Imagem: YouTube/Divulgação

O Brasil em breve pode ver uma nova gigante surgir no setor de farmácia. A EMS propôs nesta segunda-feira (21) uma fusão com a Hypera (HYPE3) para criar a maior empresa da indústria farmacêutica do país, com uma participação de mercado de 17%.

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A Hypera confirmou o recebimento da proposta de combinação de negócios nesta tarde em fato relevante enviado à CVM, após notícias do Brazil Journal.

"O conselho de administração tomará providências para avaliação diligente da proposta, incluindo a contratação de assessores externos", disse a empresa.

A nova companhia resultante da combinação de negócios teria um faturamento de R$ 15,9 bilhões e um Ebitda (indicador usado para mensurar a capacidade de geração de caixa de uma empresa) de aproximadamente R$ 5 bilhões, segundo o Brazil Journal.

Uma eventual fusão ainda ajudaria a Hypera em sua missão de desalavancagem, que possuía uma dívida líquida de R$ 7,36 bilhões no fim do segundo trimestre de 2024. Já a EMS possuía uma posição de caixa líquido em torno de R$ 500 milhões no mesmo período.

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Com o negócio, a nova empresa combinada teria uma alavancagem estimada em um múltiplo inferior a 2 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda, ainda de acordo com o site.

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"A companhia combinada se beneficiará da captura de sinergias relevantes envolvendo ganhos operacionais, financeiros e tributários, que irão impactar os resultados da companhia combinada de forma abrangente, trazendo aumento de receita, redução de custos e despesas, e otimização da estrutura de capital", deixando a companhia combinada mais bem preparada para impulsionar seu crescimento de maneira muito acelerada após a conclusão da transação", disse a EMS, em carta à Hypera.

A notícia sobre a proposta de combinação de negócios entre as rivais do segmento de saúde levou a uma reviravolta nas ações da Hypera nesta segunda-feira na B3. 

Os papéis iniciaram o pregão com forte baixa de 17%, com os investidores repercutindo o anúncio de uma nova estratégia de otimização de capital de giro.

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No entanto, após rumores de uma eventual combinação de negócios com a rival, conseguiram inverter trajetória e fechar em alta de 1,91%. No ano, a ação marca desvalorização de 25%, com a companhia hoje avaliada em aproximadamente R$ 16,6 bilhões.

A potencial fusão entre a Hypera (HYPE3) e a EMS 

Nos termos do acordo de fusão, a família Sanchez — que detém 100% do capital social da EMS — se tornaria a nova controladora da Hypera (HYPE3). 

Hoje, o maior acionista da empresa é o empresário João Alves de Queiroz Filho, conhecido como Júnior, com uma fatia de 21,3%. Junto com a holding mexicana Maiorem, que detém 14,7% do negócio, o grupo de controle da Hypera soma uma participação de cerca de 36%.

Diante da incorporação pela rival, a EMS faria uma oferta pública de aquisição (OPA) pelas ações dos acionistas minoritários da Hypera, segundo o Brazil Jornal.

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Com a OPA, os investidores de HYPE3 teriam a opção de vender até 20% das ações a R$ 30 por papel — um prêmio de quase 17% em relação ao último fechamento e de 20,5% frente às cotações na B3 às 14h30. 

Segundo a EMS, a estrutura da oferta de ações foi desenhada para "equilibrar os interesses de investidores de curto e longo prazo da Hypera, permitindo que os acionistas que desejam realizar ganhos de curto prazo possam fazê-lo, enquanto os acionistas que desejam realizar ganhos de longo prazo podem se beneficiar do valor futuro gerado pelas sinergias da transação".

Não é de hoje que rumores de uma potencial fusão entre as gigantes da farmácia circulam no noticiário local. Há cerca de dois anos, a coluna Pipeline já havia reportado negociações entre a EMS e a Hypera.

De acordo com o colunista Lauro Jardim, d’O Globo, o executivo Carlos Sanchez já vinha abocanhando ações da Hypera nos últimos meses e possuía cerca de 3% da farmacêutica em meados de setembro. 

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Procurada pelo Seu Dinheiro, a assessoria de imprensa da Hypera preferiu não se pronunciar para além do fato relevante enviado à CVM. Já a EMS não havia retornado o contato até o momento de publicação desta matéria. Caso a empresa envie um posicionamento, o texto será atualizado.

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