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Se efetivada nesse patamar, essa será a maior operação da bolsa brasileira nos últimos três anos
Depois de algumas semanas liberando "pistas" de como será a privatização da Sabesp (SBSP3), o Governo de São Paulo enfim revelou todos os detalhes da oferta de ações global que marcará a desestatização da companhia de saneamento básico.
De acordo com o prospecto divulgado na última sexta-feira (22), o governo vai vender, inicialmente, 28,05% do capital da companhia. Mas o percentual pode subir para até 32,25% caso a demanda seja alta e o lote adicional entre em jogo.
O Estado precisa manter, no mínimo, 18% do capital social da Sabesp, incluindo 10% correspondentes a uma ação preferencial de classe especial (golden share).
Por falar nas ações, cada uma delas sairá por R$ 72,06 na operação — o que representa um desconto de quase 4% em relação ao fechamento dos papéis no último pregão antes da publicação do prospecto. Ou seja, a companhia pode movimentar R$ 13,8 bilhões apenas com a oferta base ou R$ 15,8 bilhões com o lote adicional.
Se efetivada nesse patamar, essa será a maior operação da bolsa brasileira nos últimos três anos, segundo informações do Broadcast e considerando a privatização da Eletrobras (ELET3), que movimentou R$ 34 bilhões em 2021.
Investidores pessoas físicas que sejam brasileiros, tenham contrato de trabalho vigente com a Sabesp ou aposentados vinculados a planos previdenciários patrocinados pela companhia poderão participar da oferta de forma direta.
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Para isso, é preciso adquirir um mínimo de R$ 100 em ações; já o valor máximo é de R$ 1 milhão por empregado e aposentados. A faixa de investimento é a mesma para pessoas físicas não vinculadas à empresa.
Além disso, a operação prevê a criação de fundos de investimento específicos para que o varejo participe. Os chamados FIA-Sabesp investirão 95% do patrimônio na futura ex-estatal e terão um aporte mínimo de R$ 1 para pessoas físicas, empregados e aposentados da empresa.
Já o novo investidor de referência ficará com 15% das ações da Sabesp e deve ser conhecido em breve.
A divulgação do vencedor da disputa pelo posto — que permite, entre outras coisas, apontar o nome do futuro presidente da companhia e de três conselheiros — está marcada para 16 de julho.
Pleiteam o cargo nomes como Aegea, Equatorial (EQTL3) e até mesmo o empresário Nelson Tanure. De acordo com o Broadcast, as duas primeiras citadas são as principais candidatas ao posto, enquanto grupos como Votorantim e Cosan já desistiram.
É importante destacar que, para os investidores de referência, a oferta conta com um mecanismo chamado right to match.
O direito de equiparar, em tradução livre, permite que investidor de referência que apresentar melhor preço e quantidade de ações tenha direito a igualar sua oferta a dos demais concorrentes para vencer a disputa.
Vale relembrar que o investidor que quiser se tornar o acionista de referência da Sabesp precisará passar pelo processo de bookbuilding — jargão do mercado para coleta das intenções dos investidores.
Vencerá aquele que apresentar o melhor preço ponderado com o maior volume de demanda — o que, no fim, significa que não necessariamente somente o melhor preço por ação. E, com o right to match, é possível equiparar uma oferta a outra.
“Além disso, se o preço do book vencedor ficar abaixo do preço proposto inicialmente pelo investidor de referência, ele pagará a diferença diretamente ao Governo de SP após o encerramento da oferta”, disse, em nota, o Conselho do Programa de Parcerias em Investimentos (PPI) do governo paulista.
A recomendação do BTG é de compra, com preço-alvo de R$ 40. “Do ponto de vista de valuation, a Azzas está sendo negociada a cerca de 7x P/L para 2026, um nível significativamente descontado em relação aos pares do setor”, afirma o banco
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